Unesp discute política para uso de tecnologias de informação

A Comissão para propor uma Política para uso de Tecnologias de Informação (TICs) no Ensino Superior da Unesp realizou apresentação no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). “O objetivo foi dar formalmente início a uma discussão do uso das TICs na Universidade”, afirmou Marilza Vieira Cunha Rudge, presidente do CEPE e vice-reitora da Unesp. Participaram ainda da reunião, por videoconferência, coordenadores de graduação e de pós de 25 unidades e os integrantes do Comitê Superior e de Tecnologia da Informação da Universidade.

Laurence Duarte Colvara, pró-reitor de Graduação, apontou que a Universidade deve se preparar para lidar com um novo perfil do estudante, nativo digital. Nesse sentido, é preciso aproveitar a disponibilidade de recursos eletrônicos, digitais e de informática e incorporá-los ao processo ensino-aprendizagem. O pró-reitor lembrou ainda as ações do NEaD (Núcleo de Educação a Distância da Unesp ) da Inesp, do Programa de Graduação Inovadora, dos Editais para uso de TICs na pós-graduação e iniciativas isoladas de docentes da Universidade.

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Klaus Schlünzen Junior, coordenador do NEaD, apontou que a tecnologia potencializa ações na área pedagógica. Descreveu as ações do Núcleo, destacando o Ambiente Virtual de Aprendizagem, um ambiente acessível, customizado e autoconfigurável. Lembrou que a Unesp Aberta conta, desde 2012, com 105 mil usuários e 70 cursos online gratuitos.

Em relação ao Programa de Graduação Inovadora, Laurence mencionou os estudos sobre inovação no ensino de graduação realizados em 2013 e a implementação de ações em 2014, enfatizando a atualização e formação continuada de docentes e o incentivo à adoção de novas metodologias. “Em maio, serão oferecidos aos docentes e servidores cursos de capacitação. Além disso, visitas internacionais vêm sendo realizadas para que os professores da Universidade conheçam e saibam utilizar novas tecnologias de ensino”.

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Eduardo Kokubun, pró-reitor de Pós-graduação, valorizou a presença de TICS na pós e na pesquisa. Lembrou as ações que a Unesp, já tem como salas de videoconferência em todas as unidades, defesas a distância, repositório institucional e e-books gratuitos, além de programas interinstitucionais em rede nacional. “É necessário explorar essas potencialidades, capacitando nossos mestres e doutores e lidar com as novas tecnologias”, comentou, valorizando ainda os benefícios das TICS para obter uma maior internacionalização da Unesp, com ações a distância em todas as áreas do conhecimento.

Em termos futuros, as dimensões de Gestão, Pedagógica e de Infraestrutura serão priorizadas. “O objetivo é gerar uma maior sintonia entre professor e estudante, uma nova e melhor dinâmica ensino-aprendizagem e uma otimização do tempo de sala de aula e extra-classe. “Para isso, é preciso desenvolver uma legislação interna para o tema, o que não significa burocatização, capacitar os nossos quadros e contar com o apoio e infraestrutura das áreas de informática e de comunicação”, alertou o pró-reitor de graduação.

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