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Mudanças bruscas de temperatura podem acentuar doenças pulmonares

Em algumas regiões do país, onde a instabilidade climática é frequente, portadores de doenças respiratórias crônicas podem sofrer com as bruscas variações de temperatura. Com episódios de calor, frio e chuva, tudo no mesmo dia, em poucas horas o organismo é diretamente afetado. “Entrar e sair de ambientes quentes para os frios e vice-versa podem causar desconforto e desencadear crises em pacientes com rinite, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), por exemplo”, explica o pneumologista Mauro Gomes, diretor da Sub-Comissão de Infecções Respiratórias e Micoses da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

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Não é somente no outono e inverno que as doenças como gripe e pneumonia podem ocorrer. Segundo a Organização Mundial de Saúde, de 5% a 10% da população mundial é anualmente atingida pelo vírus da influenza. Todavia, medidas simples podem reprimir a propagação: tossir protegendo a boca, lavar as mãos, permanecer em locais arejados, evitar ambientes com aglomeração de pessoas, hidratar-se e evitar contato com doentes são algumas das precauções.

Com a elevação das temperaturas, o cuidado deve ser dobrado, principalmente pelo maior uso de ar condicionado – cuja função reduz a umidade do ar. Segundo o pneumologista, a maioria das pessoas não sente incômodo, diferentemente das portadoras de doenças respiratórias. “A mucosa respiratória nesses casos é mais sensível e reage exageradamente a pequenos estímulos, tais como ar frio e seco, poeira doméstica, fumaça do cigarro, poluição ambiental e até mesmo situações de estresse”.

Quanto ao ventilador, também bastante utilizado no calor, não há o ressecamento do ar. O cuidado com esse aparelho é referente à limpeza do local, evitando a propagação de ácaro e eventuais crises, especialmente nos alérgicos.

Ar condicionado sempre limpo

Popular no verão, o aparelho, assim como os dutos de ventilação e o reservatório de água, requerem uma adequada manutenção e filtros limpos periodicamente. “Existe uma bactéria chamada Legionella pneumophila que habita os sistemas de reservatório de água de ar condicionado central e que pode ser disseminada pelos ambientes por meio dos dutos. A Legionella causa uma forma grave de pneumonia que pode ser fatal”, alerta Gomes.

O sistema também pode ser colonizado por fungos, os quais, disseminados, levam a quadros alérgicos mais ou menos graves. “Na forma menos grave pode provocar sintomas inespecíficos: irritação nas mucosas do nariz, da laringe ou olhos, chiado e tosse, tontura, dor de cabeça, letargia ou irritabilidade. A outra pode levar a Pneumonia de Hipersensibilidade, possivelmente irreversível, que prejudica a capacidade pulmonar de captar oxigênio”, conclui o especialista.

Acontece Comunicação e Notícias
Giovanna Frugis, Felipe Luna, Kelly Silva Karina Morais

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