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Mercado de usados movimenta a economia popular

criado em: 29/09/2010,
última modificação: 29/09/2010 by Rita Carandina

Olhe a sua volta. Com certeza, diversos objetos que você tem em casa já não são tão úteis. Ao invés de deixá-los de lado acumulando poeira, por que não revender para alguém? Essa idéia, uma forma de consumo consciente, além de ajudar o meio-ambiente, pode render uma grana para sua família.

Mas o que afinal é o consumo consciente? É consumir levando em consideração os impactos provocados por ele. Explicando melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos, e desta forma contribuir para construção de um mundo melhor. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade. Uma forma fácil de lembrar os princípios dessa prática é ter em mente os 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Ou seja, reduzir o consumo de água, energia elétrica, combustível, materiais de difícil decomposição etc, reutilizar os objetos, encontrando uma nova função para eles (como revender o que não é mais útil) e reciclar um produto, seja ele papel, plástico, metal, etc.

“O potencial desse mercado é imenso, e se juntarmos todos os segmentos de produtos usados, deveremos ter um numero bem considerável. Imaginemos agora tudo o que está parado, sem uso ou função nas casas das pessoas. Fazendo uma conta com base num valor médio de mil reais por cada casa, se multiplicarmos isso pelo numero de habitações das classes A,B,C,D e E, teremos tantos bilhões adormecidos que com certeza significará uma economia potencial gigantesca”, afirma Victor Rebouças, gestor ambiental e diretor de marketing do Jornal Primeiramão, o único que há 30 anos oferece anúncios gratuitos para a população.

Segundo Rebouças, muitas pessoas já mobiliaram a casa, arranjaram emprego e venderam e compraram imóveis, carros e motos utilizando o jornal. “O Primeiramão foi pioneiro neste tipo de serviço e atualmente é o maior jornal de classificados gratuitos da América Latina. Além de um compromisso sócio-ambiental, contribuímos com o aquecimento da economia popular”, comenta.

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