Frequência urinária pode indicar problemas

Problemas relacionados ao trato urinário geralmente apresentam sintomas em estágio avançado. Como saber, então, se você está fazendo xixi demais ou de menos? “Adultos saudáveis urinam entre quatro e seis vezes ao dia, sendo que o volume pode variar de 700 ml a dois litros”, diz o doutor José Rubens Nascimento, nefrologista do Hospital Santa Paula.

De acordo com o médico, a análise da frequência, volume e cor da urina do paciente pode apontar para diagnósticos que incluem desde infecção e pedras nos rins, até a presença de tumores, falência dos rins e, inclusive, diabetes – já que o doente sente uma espécie de urgência urinária.

“Uma avaliação mais criteriosa do paciente contribuirá para um diagnóstico preciso. Há pacientes, por exemplo, com doença renal crônica e que apresentam sintomas não-específicos, como perda de apetite, sensação de cansaço, náuseas e até mesmo coceira generalizada. Outros sintomas já são mais assertivos, como dor nos flancos, inchaço das pernas e pés, ou ainda problemas urinários”, diz o especialista.

Xixi demais é problema

O que é ‘xixi demais’? “Quando o paciente elimina um volume de urina superior a dois litros por dia é necessário checar se ele não está ingerindo, proporcionalmente, muito líquido ou se está fazendo uso de diuréticos. Vale lembrar que o álcool e a cafeína também podem ter ação diurética. Outra possibilidade é acusar uma taxa elevada de açúcar no sangue, indicando o diabetes”, diz Nascimento.

Quando não se ingere maior quantidade de líquido, mas se sente uma vontade mais frequente de ir ao banheiro, a pessoa pode estar com a bexiga pressionada ou ainda irritada. “Nesses casos, o diagnóstico mais comum é de infecção urinária. Vale ressaltar que urinar pouco também pode levar a um diagnóstico de infecção”, diz o médico. “Em casos mais raros, entretanto, também pode indicar um tumor. Somente um diagnóstico detalhado poderá assegurar um tratamento adequado. Por isso, na presença dos sintomas descritos é sempre bom procurar um especialista”.

Fonte: Dr. José Rubens Nascimento, médico nefrologista do Hospital Santa Paula (SP).