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Como lidar com o estresse de fim de ano

criado em: 28/10/2009,
última modificação: 28/10/2009 by Martha Ramazotti

Isso é comum no dia-a-dia de quem vive em grandes cidades como São Paulo. O trânsito intenso – agora ainda pior por causa das obras nas marginais -, as filas de espera, sobrecarga no trabalho e a correria de fim de ano são apenas alguns exemplos.

Situações de estresse são muito comuns no dia-a-dia de quem vive em grandes cidades como é o caso de São Paulo. O trânsito intenso – agora ainda pior por causa das obras nas marginais -, as filas de espera, sobrecarga no trabalho e a correria de fim de ano são apenas alguns exemplos. “Lidar com tudo isso nem sempre é fácil. A situação se complica ainda mais quando é preciso lidar não só com nossas próprias irritações, mas também com a dos nossos filhos, que tendem a colocar para fora seus sentimentos de raiva mais facilmente”, explica a psicóloga Maria Rocha, coordenadora do Colégio Ápice, de São Paulo.

Segundo a especialista, é absolutamente compreensível que os pais, na tentativa de serem sempre pacientes e controlados, possam perder a cabeça e explodir em algum momento. “Sem dúvida, é um sinal da necessidade de descanso, mas não é, como muitos acreditam, um motivo para sentir-se culpado, desde que a integridade física e o caráter dos pequenos não sejam atingidos”, diz ela.

A coordenadora explica que, se o adulto reage descontroladamente, batendo na criança ou ofendendo-a, “ele se arrependerá em pouco tempo e ela achará que essa é a atitude correta para externar seus sentimentos de tensão”. Portanto, segundo a psicóloga, “dar o bom exemplo é fundamental. Os pais podem dizer a criança que estão ficando irritados e deixar claro o motivo da irritação. Assim, ela aprende que existem certos meios menos violentos e socialmente aceitáveis de expressar suas emoções”.

Principalmente no ambiente escolar, é fácil notar que as crianças que desde cedo aprendem a lidar com a raiva e com situações desconfortáveis sem precisar partir para agressividade são mais calmas e têm menor dificuldade de adaptação. “Observar esse aspecto de seu desenvolvimento é, portanto, muito importante para sua formação”, finaliza a especialista.

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