{"id":98765,"date":"2016-11-03T06:50:27","date_gmt":"2016-11-03T08:50:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=98765"},"modified":"2016-11-01T18:51:31","modified_gmt":"2016-11-01T20:51:31","slug":"brasil-nao-saira-da-crise-em-2017-diz-economista-da-fgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/brasil-nao-saira-da-crise-em-2017-diz-economista-da-fgv\/98765","title":{"rendered":"Brasil n\u00e3o sair\u00e1 da crise em 2017, diz economista da FGV"},"content":{"rendered":"<p> As expectativas de <strong><em>recupera\u00e7\u00e3o da economia<\/em><\/strong> brasileira t\u00eam melhorado, mas ainda n\u00e3o ser\u00e1 em 2017 que o pa\u00eds vai sair da crise. A previs\u00e3o \u00e9 que em 2016 haver\u00e1 contra\u00e7\u00e3o de 3,4% e que o pr\u00f3ximo ano come\u00e7ar\u00e1 com queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram apresentados pela economista S\u00edlvia Matos no semin\u00e1rio Perspectivas 2017: Economia e Pol\u00edtica em Momento de Mudan\u00e7a, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV\/Ibre).<\/p>\n<p>S\u00edlvia Matos \u00e9 coordenadora t\u00e9cnica do Boletim Macro Ibre, estudo mensal que contempla estat\u00edsticas, proje\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira. \u201cAcho dif\u00edcil imaginar uma sa\u00edda t\u00e3o r\u00e1pida dessa recess\u00e3o. Uma recess\u00e3o longa, profunda, similar \u00e0 dos anos 80 e, sem d\u00favida, baixo crescimento neste ano\u201d, disse.<\/p>\n<p>A economista disse que o movimento de \u201cdesinfla\u00e7\u00e3o\u201d, tem ocorrido em ritmo lento e, por isso, o Banco Central, est\u00e1 sendo mais cauteloso, para n\u00e3o errar na calibragem da economia. \u201cNesse momento de transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica a gente n\u00e3o sabe quanto de desinfla\u00e7\u00e3o vir\u00e1, ent\u00e3o o Banco Central est\u00e1 sendo extremamente cauteloso e, provavelmente, n\u00e3o ter\u00e1 a queda na taxa de juros esperada pelo mercado, logo, a economia n\u00e3o vai poder se recuperar com a mesma velocidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>S\u00edlvia disse que o calcanhar de Aquiles da economia brasileira \u00e9 a pol\u00edtica fiscal e que a trajet\u00f3ria da d\u00edvida bruta \u00e9 insustent\u00e1vel. Ela diz que existe uma agenda de reformas para retomada dos investimentos e estabilidade das regras. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante sinalizar para investidores estrangeiros que um novo governo que vai assumir em 2019 vai manter o modelo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 sempre um risco das reformas e, por isso, \u00e9 importante a gente passar isso. Mudan\u00e7as constitucionais que s\u00e3o dif\u00edceis de ser aprovadas para depois ser dif\u00edcil tamb\u00e9m de reverter. Previd\u00eancia \u00e9 uma batalha dific\u00edlima, mas se o governo conseguir pode at\u00e9 gerar um cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel do que o que a gente est\u00e1 avaliando\u201d, diz.<\/p>\n<p>Setor de servi\u00e7os<\/p>\n<p>Para a economia acelerar mais rapidamente precisaria ter um crescimento mais robusto do setor de servi\u00e7os e n\u00e3o apenas da atividade industrial, mas o momento atual \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o de despesas do governo e ainda de consumo das fam\u00edlias. \u201cComo a gente n\u00e3o tem nada de fora puxando a ind\u00fastria e o setor externo n\u00e3o vai contribuir para este supercrescimento, o que poderia vir seria da demanda interna, mas para a demanda interna vir com uma acelera\u00e7\u00e3o muito forte, precisa ter capacidade de acelera\u00e7\u00e3o que viria pelo canal do cr\u00e9dito, que parece ainda estar entupido\u201d, disse ap\u00f3s o semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para 2018, a previs\u00e3o ainda \u00e9 de um PIB baixo, em torno de 2%, mas os \u00edndices de desemprego podem ser melhores. \u201cA ideia \u00e9 que a taxa de desemprego no segundo semestre de 2017 pode come\u00e7ar a mostrar algum recuo n\u00e3o \u00e9 nada brilhante, mas \u00e9 um sinal favor\u00e1vel e poderia continuar em 2018 esse processo. Mas a gente vai conviver com taxas de desemprego ainda elevadas, porque antes de contratar, tem espa\u00e7o para aumento de horas trabalhadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>A economista destacou que mesmo com as dificuldades provocadas na economia pelos reflexos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, n\u00e3o existe op\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds al\u00e9m de fazer as reformas. \u201cQuando a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica melhora de alguma forma o pol\u00edtico \u00e9 bem avaliado. Est\u00e1 dando os incentivos corretos. Vamos tentar arrumar essa economia, porque com a crise ningu\u00e9m ganha, todos perdemos. \u00c9 essa vis\u00e3o um pouco mais otimista. N\u00e3o quer dizer que vamos resolver todos os problemas em 2017. O cen\u00e1rio de curto prazo reflete esses problemas t\u00e3o grandes da nossa economia\u201d.<\/p>\n<p>Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli<br \/>\n03\/11\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As expectativas de recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira t\u00eam melhorado, mas ainda n\u00e3o ser\u00e1 em 2017 que o pa\u00eds vai sair da crise. A previs\u00e3o \u00e9 que em 2016 haver\u00e1 contra\u00e7\u00e3o de 3,4% e que o pr\u00f3ximo ano come\u00e7ar\u00e1 com queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram apresentados pela economista S\u00edlvia Matos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38938,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-98765","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}