{"id":98661,"date":"2016-11-01T06:30:04","date_gmt":"2016-11-01T08:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=98661"},"modified":"2016-10-31T16:31:01","modified_gmt":"2016-10-31T18:31:01","slug":"bc-queda-da-divida-depende-de-resultado-positivo-das-contas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/bc-queda-da-divida-depende-de-resultado-positivo-das-contas-publicas\/98661","title":{"rendered":"BC: queda da d\u00edvida depende de resultado positivo das contas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p> A revers\u00e3o do crescimento do endividamento p\u00fablico depende do retorno dos resultados positivos das contas p\u00fablicas e da volta do <strong><em>crescimento da economia<\/em><\/strong>. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do chefe-adjunto do Departamento Econ\u00f4mico do Banco Central (BC), Fernando Rocha, que apresentou os resultados das contas p\u00fablicas de setembro.<\/p>\n<p>Para Rocha, o retorno dos resultados positivos das contas p\u00fablicas e do crescimento econ\u00f4mico levar\u00e1 \u00e0 estabilidade da d\u00edvida e posteriormente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do endividamento. Entretanto, essa redu\u00e7\u00e3o ainda levar\u00e1 alguns anos para acontecer.<\/p>\n<p>Ele lembrou que 2016 ser\u00e1 o terceiro ano seguido com d\u00e9ficit prim\u00e1rio, formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros. E, no pr\u00f3ximo ano, ainda h\u00e1 previs\u00e3o no or\u00e7amento de resultado negativo de R$ 139 bilh\u00f5es. Em 2016, a meta \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 163,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Setor p\u00fablico tem d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 26,643 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>Em setembro, o setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 26,643 bilh\u00f5es, o maior para o m\u00eas na s\u00e9rie iniciada em dezembro de 2001. Nos nove meses do ano, o resultado negativo chegou a R$ 85,501 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m recorde para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>Rocha destacou que os resultados deficit\u00e1rios parecem estar em linha com a programa\u00e7\u00e3o fiscal do governo para o ano. \u201cO resultado prim\u00e1rio vem mantendo sua trajet\u00f3ria de d\u00e9ficits, derivado fundamentalmente da atividade econ\u00f4mica\u201d, disse. Ele explicou que, com a queda da economia, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o e de impostos, enquanto as despesas seguem em trajet\u00f3ria de crescimento.<\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico &#8211; balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais \u2013 somou R$ 2,699 trilh\u00f5es em setembro, o que corresponde a 44,1% do Produto Interno Bruto (PIB \u2013 a soma de todas as riquezas produzidas pelo pa\u00eds), contra 43,3% de agosto.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta, que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, atingiu R$ 4,329 trilh\u00f5es ou 70,7% do PIB, com eleva\u00e7\u00e3o de 0,6 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a agosto.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do BC \u00e9 que neste m\u00eas a d\u00edvida l\u00edquida chegue a 45,4% do PIB. No caso da d\u00edvida bruta, a estimativa \u00e9 de crescimento para 71,3% do PIB.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n01\/11\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revers\u00e3o do crescimento do endividamento p\u00fablico depende do retorno dos resultados positivos das contas p\u00fablicas e da volta do crescimento da economia. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do chefe-adjunto do Departamento Econ\u00f4mico do Banco Central (BC), Fernando Rocha, que apresentou os resultados das contas p\u00fablicas de setembro. 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