{"id":9809,"date":"2009-08-27T10:06:17","date_gmt":"2009-08-27T14:06:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=9809"},"modified":"2009-08-27T12:12:39","modified_gmt":"2009-08-27T16:12:39","slug":"influenza-a-h1n1-oms-nao-recomenda-antivirais-para-pessoas-com-sintomas-leves-ou-sem-fatores-de-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/influenza-a-h1n1-oms-nao-recomenda-antivirais-para-pessoas-com-sintomas-leves-ou-sem-fatores-de-risco\/9809","title":{"rendered":"Influenza A H1N1: OMS n\u00e3o recomenda antivirais para pessoas com sintomas leves ou sem fatores de risco"},"content":{"rendered":"<p>Documento da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) com recomenda\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses sobre o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o novo v\u00edrus A(H1N1) refor\u00e7a o protocolo que o Brasil j\u00e1 vem adotando desde julho. Entre as recomenda\u00e7\u00f5es est\u00e1 a de que \u201cpacientes saud\u00e1veis sem doen\u00e7as complicadoras (comorbidades) n\u00e3o precisam ser tratados com antivirais\u201d. Veja, abaixo, a tradu\u00e7\u00e3o da nota da OMS e o link para a original, em ingl\u00eas.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o ao uso de antivirais<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Genebra, 21 de agosto \u2013<\/strong> A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) est\u00e1 nesta data emitindo orienta\u00e7\u00f5es para o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o v\u00edrus pand\u00eamico H1N1. As orienta\u00e7\u00f5es representam o consenso atingido por meio de um painel internacional de especialistas que se basearam em todos os estudos dispon\u00edveis sobre a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia dessas drogas. Foi dada \u00eanfase ao uso do Oseltamivir e do Zanamivir para prevenir os casos graves da doen\u00e7a e as mortes, reduzindo a necessidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o e interna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O v\u00edrus pand\u00eamico \u00e9 atualmente suscet\u00edvel a ambas as drogas (conhecidas como inibidores da neuraminidase), mas resistentes a uma segunda classe de antivirais (os inibidores de M2). Em todo o mundo, a maioria dos pacientes infectados com o v\u00edrus pand\u00eamico continua a apresentar sintomas t\u00edpicos da gripe comum e em sua maioria se recuperam em uma semana, mesmo sem qualquer forma de tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Pacientes saud\u00e1veis sem doen\u00e7as complicadoras (comorbidades) n\u00e3o precisam ser tratados com antivirais. Em termos individuais, decis\u00f5es sobre iniciar tratamentos precisam ser baseadas em avalia\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e conhecimento sobre a presen\u00e7a do v\u00edrus na comunidade.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas onde o v\u00edrus est\u00e1 circulando amplamente na comunidade, os m\u00e9dicos, no atendimento de pacientes com sintomas de gripe, devem assumir que a causa \u00e9 o v\u00edrus pand\u00eamico. Decis\u00f5es sobre tratamento n\u00e3o devem esperar por confirma\u00e7\u00f5es laboratoriais de infec\u00e7\u00e3o do H1N1. Essa recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em relat\u00f3rios, de v\u00e1rias fontes, que o v\u00edrus H1N1 rapidamente se torna uma forma dominante.<\/p>\n<p><strong>Tratamento imediato de casos s\u00e9rios<\/strong><\/p>\n<p>Dados analisados no painel indicam que o Oseltamivir, quando prescrito de forma correta, pode significar redu\u00e7\u00e3o no risco de pneumonia (principal causa de morte para ambas gripes \u2013 tanto a pand\u00eamica quanto a sazonal) e a necessidade de hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para pacientes que inicialmente apresentam a forma grave da doen\u00e7a ou cujo estado evolui para uma piora, a OMS recomenda o tratamento com o Oseltamivir o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Estudos mostram que o tratamento realizado cedo, preferencialmente 48 horas ap\u00f3s o aparecimento dos primeiros sintomas, \u00e9 fortemente associado a uma melhora na evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Para pacientes com o caso severo ou com quadro de piora da doen\u00e7a, o tratamento deve ser providenciado mesmo se iniciado tarde. Onde o Oseltamivir n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel ou n\u00e3o pode ser usado por algum motivo, o Zanamivir pode ser administrado.<\/p>\n<p>Essa recomenda\u00e7\u00e3o se aplica a todos os grupos de pacientes, incluindo mulheres gr\u00e1vidas, e a todos os grupos et\u00e1rios, como crian\u00e7as e beb\u00eas. Para pacientes com condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas subjacentes que aumentam o risco de uma manifesta\u00e7\u00e3o mais severa da doen\u00e7a, a OMS recomenda tanto com Oseltamivir quanto com Zanamivir. Esses pacientes t\u00eam tamb\u00e9m que receber tratamento o mais cedo poss\u00edvel, sem que se espere o resultado dos testes laboratoriais. Como as gr\u00e1vidas est\u00e3o inclu\u00eddas nos grupos de grande risco, a OMS recomenda que elas tamb\u00e9m recebam o tratamento assim que os primeiros sintomas apare\u00e7am.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a presen\u00e7a de comorbidades n\u00e3o significa necessariamente a exist\u00eancia de casos severos da doen\u00e7a. Em todo o mundo, cerca de 40% dos casos severos da doen\u00e7a t\u00eam ocorrido em pessoas anteriormente saud\u00e1veis, como crian\u00e7as, adultos, usualmente com mais de 50 anos. Alguns desses pacientes apresentam s\u00fabita e r\u00e1pida piora em suas condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, geralmente cinco ou seis dias ap\u00f3s o aparecimento dos primeiros sintomas.<\/p>\n<p>A piora cl\u00ednica \u00e9 caracterizada por pneumonia viral prim\u00e1ria, que destr\u00f3i o tecido pulmonar e n\u00e3o h\u00e1 resposta a antibi\u00f3ticos, seguida de fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os, incluindo cora\u00e7\u00e3o, rins e f\u00edgado. Esses pacientes demandam cuidados intensivos em unidades de UTI, tamb\u00e9m com antivirais.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares precisam estar atentos a sinais de alerta que indiquem progresso para um caso mais grave da doen\u00e7a e indiquem a\u00e7\u00f5es urgentes, que podem incluir tratamento com Oseltamivir. Em casos de piora, os m\u00e9dicos devem considerar doses maiores de Oseltamivir e por per\u00edodos mais extensos do que os normalmente prescritos.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Antivirais para as crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia da recente publica\u00e7\u00e3o de duas an\u00e1lises cl\u00ednicas, algumas quest\u00f5es t\u00eam sido levantadas sobre a conveni\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o de antivirais para crian\u00e7as. Essas an\u00e1lises usaram dados que foram considerados pela OMS e por seu painel de peritos quando desenvolveram diretrizes atuais e refletem totalmente essas\u00a0\u00a0recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A OMS recomenda tratamento antiviral para crian\u00e7as com a forma mais severa da doen\u00e7a e \u00e0quelas com risco de complica\u00e7\u00f5es. Essa recomenda\u00e7\u00e3o inclui todas as crian\u00e7as abaixo de cinco anos, caso essa faixa et\u00e1ria esteja em risco de adquirir a forma mais severa da doen\u00e7a. De outra maneira, crian\u00e7as saud\u00e1veis, com mais de cinco anos de idade, n\u00e3o precisam ser medicadas com antiviral \u2013 somente em caso da doen\u00e7a persistir ou piorar.<\/p>\n<p><strong>Sinais de alerta em todos os pacientes<\/strong><\/p>\n<p>M\u00e9dicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares devem ficar alertas a sinais perigosos que podem significar o progresso para um caso mais grave da doen\u00e7a. Como esse progresso pode ser r\u00e1pido, a aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica deve ser procurada quando alguns dos sinais abaixo se manifestarem naqueles confirmados ou com suspeita de infec\u00e7\u00e3o pelo H1N1:<\/p>\n<p>&#8211; falta de ar, tanto durante atividades f\u00edsicas ou em descanso<\/p>\n<p>&#8211; dificuldade em respirar<\/p>\n<p>&#8211; colora\u00e7\u00e3o azulada da pele<\/p>\n<p>&#8211; expectora\u00e7\u00e3o com sangue ou com cor forte<\/p>\n<p>&#8211; dor no peito<\/p>\n<p>&#8211; estado mental alterado<\/p>\n<p>&#8211; febre alta e persistente por mais de 3 dias<\/p>\n<p>&#8211; press\u00e3o sangu\u00ednea baixa<\/p>\n<p>&#8211; Em crian\u00e7as, sinais de alerta incluem respira\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou dificuldade em respirar, falta de aten\u00e7\u00e3o, dificuldade de levantar, pouca ou nenhuma vontade de brincar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.who.int\/csr\/disease\/swineflu\/notes\/h1n1_use_antivirals_20090820\/en\/index.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.who.int\/csr\/disease\/swineflu\/notes\/h1n1_use_antivirals_20090820\/en\/index.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) com recomenda\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses sobre o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o novo v\u00edrus A(H1N1) refor\u00e7a o protocolo que o Brasil j\u00e1 vem adotando desde julho. 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