{"id":9804,"date":"2009-08-27T10:02:45","date_gmt":"2009-08-27T14:02:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=9804"},"modified":"2009-08-27T10:02:45","modified_gmt":"2009-08-27T14:02:45","slug":"o-brasil-precisa-do-trem-bala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/o-brasil-precisa-do-trem-bala\/9804","title":{"rendered":"O Brasil precisa do Trem Bala?"},"content":{"rendered":"<p>Ouvimos com frequ\u00eancia, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que o Brasil ir\u00e1 integrar um seleto grupo de pa\u00edses que ter\u00e3o trem de alta velocidade, como se isto fosse apenas um marco para identificar o nosso Pa\u00eds como aspirante ao primeiro mundo, ou apenas uma necessidade para a Copa do Mundo de 2014. Na verdade, este tipo de transporte vai muito al\u00e9m de um marco ou de uma copa. \u00c9 uma quest\u00e3o vital para a mobilidade entre as grandes cidades brasileiras.<br \/>\nSe levantarmos a hist\u00f3ria, observamos que em 1933 j\u00e1 existiam trens na Europa e nos Estados Unidos que trafegavam a 130 km\/h. Em 1939, o ERT 200 j\u00e1 fazia Mil\u00e3o-Floren\u00e7a a 165 km\/h. O primeiro trem a trafegar acima dos 200 km\/h, no conceito de trem-bala, foi o Shinkansen japon\u00eas em 1964 e, na Europa, o TGV entre Paris e Lyon em 1981. Estamos em 2009, s\u00e9culo XXI, e vemos quanto tempo j\u00e1 perdemos em termos de transporte ferrovi\u00e1rio r\u00e1pido e eficiente: no m\u00ednimo 30 anos.<br \/>\nO primeiro TAV (trem de alta velocidade) brasileiro ir\u00e1 interligar a cidade de Campinas ao Rio de Janeiro, passando por S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Volta Redonda e os aeroportos de Viracopos, Cumbica e Gale\u00e3o. Para termos uma ideia da efici\u00eancia e rapidez deste tipo de transporte, a viagem entre Rio e S\u00e3o Paulo levar\u00e1 uma hora e 33 minutos no servi\u00e7o expresso (sem paradas), duas horas e 33 minutos de Campinas ao Rio com paradas em todas as esta\u00e7\u00f5es e uma hora e 4 minutos entre Campinas e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<br \/>\nCom estes n\u00fameros, \u00e9 poss\u00edvel imaginar quantos carros e \u00f4nibus ser\u00e3o retirados das estradas, visto que cada trem expresso ter\u00e1 lugar para 458 passageiros, e o trem parador 600 passageiros, com intervalos de 20 e 10 minutos, respectivamente, no hor\u00e1rio normal e de pico, segundo a ANTT (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres).<br \/>\nAtualmente, o tr\u00e2nsito nas grandes cidades \u00e9 ca\u00f3tico, principalmente em S\u00e3o Paulo, onde muitos j\u00e1 preveem o dia em que a capital paulista ir\u00e1 parar. Para esta situa\u00e7\u00e3o, a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 o transporte sobre trilhos, incluindo os trens de alta velocidade, que em compara\u00e7\u00e3o aos outros meios de transporte de m\u00e9dia dist\u00e2ncia (at\u00e9 1000 km) se mostra mais vantajoso.<br \/>\nComparando com o transporte a\u00e9reo, temos a quest\u00e3o da dist\u00e2ncia dos aeroportos, que s\u00e3o, normalmente, distantes dos centros das cidades, cerca de 40 minutos sem tr\u00e1fego, enquanto as esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias est\u00e3o no centro. Quanto ao embarque, um Boeing 747 com capacidade para 400 passageiros tem duas portas de embarque, com 200 passageiros por porta, j\u00e1 o Eurostar (trem de alta velocidade Londres-Paris) tem capacidade de 800 passageiros e 18 portas, ou seja, 45 passageiros por porta, permitindo o embarque em poucos minutos. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o outra desvantagem para o modal a\u00e9reo; nas ferrovias, sua influ\u00eancia \u00e9 muito pequena.<br \/>\nNa compara\u00e7\u00e3o com o autom\u00f3vel, estudos apontam que na Inglaterra uma linha de trem de alta velocidade transporta em m\u00e9dia 12 mil passageiros por hora (Eurostar), enquanto uma autoestrada com tr\u00eas pistas transporta 2.250 passageiros por hora. No entanto, quem mais ganha, sem d\u00favida, \u00e9 o meio ambiente, pois o trem el\u00e9trico n\u00e3o gera emiss\u00e3o de CO2, enquanto os carros, \u00f4nibus e avi\u00f5es s\u00e3o dependentes de combust\u00edvel, que emitem o g\u00e1s.<br \/>\nA \u00fanica maneira de melhorar o tr\u00e2nsito nas grandes cidades e rodovias \u00e9 deixar o carro em casa, por\u00e9m, isso s\u00f3 acontecer\u00e1 quando a popula\u00e7\u00e3o tiver certeza que pode contar com um meio de transporte r\u00e1pido, eficiente, confort\u00e1vel, seguro e pontual. O TAV engloba todas as condi\u00e7\u00f5es para que haja uma revolu\u00e7\u00e3o no transporte de passageiros no Brasil.<br \/>\nSem d\u00favida, a resposta para o t\u00edtulo deste artigo \u00e9 que o TAV \u00e9 necess\u00e1rio para que o Brasil comece a resolver o transporte de passageiros por ferrovias de alta tecnologia, diferente de tudo que o nosso Pa\u00eds j\u00e1 experimentou em termos de transporte coletivo de m\u00e9dia e longa dist\u00e2ncia. A quest\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 respondida por especialistas na \u00e1rea, que participar\u00e3o do painel do Comit\u00ea Ferrovi\u00e1rio, que ser\u00e1 realizado no dia 7 de outubro, em S\u00e3o Paulo, durante o Congresso SAE BRASIL 2009. N\u00e3o podemos perder mais 30 anos e privar o nosso Pa\u00eds e as grandes cidades brasileiras de um transporte r\u00e1pido e eficiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ouvimos com frequ\u00eancia, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, que o Brasil ir\u00e1 integrar um seleto grupo de pa\u00edses que ter\u00e3o trem de alta velocidade, como se isto fosse apenas um marco para identificar o nosso Pa\u00eds como aspirante ao primeiro mundo, ou apenas uma necessidade para a Copa do Mundo de 2014. 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