{"id":95898,"date":"2016-09-23T06:13:38","date_gmt":"2016-09-23T09:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=95898"},"modified":"2016-09-22T20:15:44","modified_gmt":"2016-09-22T23:15:44","slug":"fapesp-e-conselho-de-pesquisa-da-noruega-assinam-acordo-para-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/fapesp-e-conselho-de-pesquisa-da-noruega-assinam-acordo-para-pesquisa\/95898","title":{"rendered":"FAPESP e Conselho de Pesquisa da Noruega assinam acordo para pesquisa"},"content":{"rendered":"<p> Karina Toledo\u00a0 | \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Com o objetivo de fomentar a colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas paulistas e noruegueses, a FAPESP e o Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN, na sigla em ingl\u00eas) assinaram um Memorando de Entendimento que permitir\u00e1 o financiamento conjunto de <strong><em>projetos de pesquisa<\/em><\/strong> pelos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>O documento foi assinado por Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP, e por Arvid Hall\u00e9n, diretor do RCN, durante a abertura do semin\u00e1rio \u201c\u201d, realizado na sede da Funda\u00e7\u00e3o. Durante o evento, foram destacados temas de pesquisa de interesse para os dois pa\u00edses, que poder\u00e3o ser a base para futuras chamadas de propostas.<\/p>\n<p>\u201cIdentificar os pontos de interesse comum na \u00e1rea de energia e expandir a colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre os dois pa\u00edses \u00e9 o prop\u00f3sito deste encontro. Ambos temos a hidroeletricidade como principal fonte de energia, por exemplo\u201d, disse Goldemberg.<\/p>\n<p>Para a embaixadora da Noruega no Brasil, Aud Marit Wiig, \u00e9 mais f\u00e1cil encontrar pontos de diverg\u00eancia entre Brasil e Noruega do que similaridades \u2013 exceto no que se refere ao tema energia. \u201cS\u00e3o pa\u00edses muito diferentes em aspectos como geografia e popula\u00e7\u00e3o. Mas no campo da energia encontramos compatibilidade. Somos grandes produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, temos a hidroeletricidade como principal fonte e ambos reconhecemos a necessidade imperativa de desenvolver novas fontes renov\u00e1veis para atender \u00e0 demanda das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Wiig, somente com o investimento em fontes de energia renov\u00e1vel ser\u00e1 poss\u00edvel alcan\u00e7ar as metas ambiciosas do Acordo de Paris \u2013 o novo pacto clim\u00e1tico mundial adotado por 195 pa\u00edses que participaram, em 2015, da 21\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP21).<\/p>\n<p>\u201cE aqui est\u00e1 outra similaridade: ambos os pa\u00edses est\u00e3o entre os primeiros a ratificar a conven\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Ainda durante a cerim\u00f4nia de abertura do semin\u00e1rio, o ministro de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa da Noruega, Torbj\u00f8rn R\u00f8e Isaksen, afirmou que o governo de seu pa\u00eds tem interesse em uma parceria de longa dura\u00e7\u00e3o com o Brasil \u2013 tanto em termos de pesquisas acad\u00eamicas como ensino superior, neg\u00f3cios e ind\u00fastria.<\/p>\n<p>\u201cUma das \u00e1reas \u00f3bvias de colabora\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses \u00e9 a energia para o futuro. Precisamos cumprir uma dif\u00edcil tarefa: gerar energia para permitir o crescimento econ\u00f4mico e tirar pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, tentar honrar da melhor forma poss\u00edvel os compromissos do Acordo de Paris. Isso exigir\u00e1 uma transforma\u00e7\u00e3o em nossas economias, que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel sem investimentos em pesquisa e educa\u00e7\u00e3o de classe mundial. N\u00e3o \u00e9 uma miss\u00e3o que um pa\u00eds consiga fazer sozinho. H\u00e1 necessidade de cooperar com comunidades cient\u00edficas l\u00edderes em todo o mundo. Esta \u00e9 uma das raz\u00f5es pelas quais estamos aqui\u201d, disse.<\/p>\n<p>Isaksen refor\u00e7ou que, al\u00e9m da colabora\u00e7\u00e3o em projetos de pesquisa, o governo da Noruega tem interesse em fomentar parcerias no ensino superior, como cursos conjuntos, e aumentar a mobilidade de estudantes e professores de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Alta taxa de sucesso<\/p>\n<p>O diretor do RCN destacou que o Memorando de Entendimento assinado com a FAPESP abre possibilidade para financiamento de projetos em todas as \u00e1reas do conhecimento. No entanto, ele mencionou temas com maior potencial de colabora\u00e7\u00e3o: energia renov\u00e1vel, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, meio ambiente, bioeconomia e produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Hall\u00e9n tamb\u00e9m ressaltou que desde 2008 tem havido um crescimento expressivo no n\u00famero de projetos colaborativos entre pesquisadores brasileiros e noruegueses.<\/p>\n<p>\u201cNas \u00e1reas em que trabalhamos juntos fomos bem-sucedidos. No Horizon 2020, o programa da Uni\u00e3o Europeia para pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, a taxa de sucesso das propostas feitas por parceiros noruegueses e brasileiros \u00e9 de 43%, considerada bem alta. O Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 a regi\u00e3o mais importante do Brasil em termos de pesquisa e a FAPESP uma das mais importantes institui\u00e7\u00f5es da \u00e1rea no pa\u00eds. Acredito que o memorando que assinamos hoje pode ser um ve\u00edculo para ampliar a colabora\u00e7\u00e3o entre as duas ag\u00eancias e aumentar essa taxa de sucesso\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, afirmou, que al\u00e9m dos temas mencionados por Hall\u00e9n, espera receber propostas tamb\u00e9m de \u00e1reas como ci\u00eancias sociais e sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, uma parte relevante da estrat\u00e9gia da FAPESP para desenvolver a ci\u00eancia e a tecnologia em S\u00e3o Paulo tem sido buscar oportunidade de colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas paulistas e colegas de outros pa\u00edses. Claro que a Noruega \u00e9 um parceiro relevante para n\u00f3s e o acordo que assinamos hoje certamente abrir\u00e1 in\u00fameras possibilidades\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Brito Cruz, h\u00e1 muito \u201cterreno comum\u201d entre as duas na\u00e7\u00f5es. Como exemplo, ele ressaltou iniciativas financiadas pela FAPESP na \u00e1rea de energia, como \u00e9 o caso do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia () e do , iniciativa em parceria como o Grupo BG\/Shell.<\/p>\n<p>Em seguida, representantes das principais universidades dos dois pa\u00edses apresentaram as iniciativas de suas institui\u00e7\u00f5es no setor de energia. Participaram da se\u00e7\u00e3o Gunnar Bovim, reitor da Norwegian University of Science and Technology; Ole Petter Ottersen, reitor da University of Oslo; Dag Rune Olsen, reitor da University of Bergen; Mari Sundli Tveit, reitora da Norwegian University of Life Sciences; Jos\u00e9 Eduardo Krieger, pr\u00f3-reitor de Pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP); e Cecilia Laluce, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara.<\/p>\n<p>O evento tamb\u00e9m reuniu especialistas em energia da Noruega e do Brasil em pain\u00e9is sobre temas como \u201cA evolu\u00e7\u00e3o da paisagem energ\u00e9tica e das fontes de energias renov\u00e1veis&#8221; e \u201cNovos usos para tecnologias de petr\u00f3leo e g\u00e1s\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo\u00a0 | \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Com o objetivo de fomentar a colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas paulistas e noruegueses, a FAPESP e o Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN, na sigla em ingl\u00eas) assinaram um Memorando de Entendimento que permitir\u00e1 o financiamento conjunto de projetos de pesquisa pelos pr\u00f3ximos cinco anos. 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