{"id":95730,"date":"2016-09-21T06:18:31","date_gmt":"2016-09-21T09:18:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=95730"},"modified":"2016-09-20T19:19:30","modified_gmt":"2016-09-20T22:19:30","slug":"petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes\/95730","title":{"rendered":"Petrobras deixar\u00e1 setores de biocombust\u00edveis, petroqu\u00edmica e fertilizantes"},"content":{"rendered":"<p> O novo Plano de Neg\u00f3cios e Gest\u00e3o 2017-2021 da <strong><em>Petrobras<\/em><\/strong> prev\u00ea a retirada \u201cintegral\u201d da estatal dos setores de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, distribui\u00e7\u00e3o de GLP (g\u00e1s de cozinha), produ\u00e7\u00e3o de fertilizante e das participa\u00e7\u00f5es da companhia na petroqu\u00edmica para, segundo a empresa, \u201cpreservar compet\u00eancias tecnol\u00f3gicas em \u00e1reas com maior potencial de desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>O novo plano foi aprovado pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da companhia e prev\u00ea investimentos de US$ 74,1 bilh\u00f5es. O volume \u00e9 25% menor que o previsto no plano anterior para o per\u00edodo 2015-2019, que foi revisado em janeiro deste ano e que previa investimentos de US$ 98,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Do total a ser investido, 82% ser\u00e3o destinados \u00e0 \u00e1rea de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o e 17% \u00e0 \u00e1rea de Refino e G\u00e1s Natural. Outras \u00e1reas da companhia responder\u00e3o por apenas 1% dos investimentos previstos.<\/p>\n<p>Segundo a empresa, apesar do corte nos investimentos a meta de produ\u00e7\u00e3o no Brasil de \u00f3leo e g\u00e1s natural foi fixada em 2,8 milh\u00f5es de barris por dia para 2021, considerando a entrada em opera\u00e7\u00e3o de 19 sistemas de produ\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de 2010 a 2021.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Petrobras, a sustentabilidade da curva de produ\u00e7\u00e3o da empresa vem sendo garantida pela combina\u00e7\u00e3o de melhoras crescentes no desempenho operacional e a aplica\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. \u201cO tempo m\u00e9dio para construir um po\u00e7o mar\u00edtimo no pr\u00e9-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 152 dias. Em 2016, esse tempo baixou para 54 dias, numa velocidade tr\u00eas vezes maior em rela\u00e7\u00e3o a 2010\u201d, exemplificou a empresa.<\/p>\n<p>O presidente da estatal, Pedro Parentes, explicou que o plano trabalho vai contemplar diferentes cen\u00e1rios. \u201cNos primeiros dois anos estaremos apertando o passo para alcan\u00e7ar a sa\u00fade financeira e assim antecipando a nossa meta de endividamento em dois anos. A partir destes dois anos recuperamos o crescimento da nossa curva de produ\u00e7\u00e3o, registrando crescimentos mas operando de forma disciplinada e equilibrada\u201d, disse.<\/p>\n<p>Plano estrat\u00e9gico<\/p>\n<p>O novo Plano Estrat\u00e9gico para o per\u00edodo de 2017 a 2021 anunciado pela Petrobras trabalha com dois indicadores principais. A taxa de acidentados registr\u00e1veis (TAR) \u2013 indicador da ind\u00fastria que mede todos os tipos de acidentes e incidentes ocorridos \u2013 e a meta financeira, propriamente dita. No primeiro caso, o plano prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da TAR, por milh\u00e3o de homens hora, dos atuais 2,2 em 2015 para 1,4 em dois anos, chegando a 1 em 2021.<\/p>\n<p>J\u00e1 a meta financeira estabelece que a d\u00edvida l\u00edquida da empresa seja equivalente a 2,5 vezes sua gera\u00e7\u00e3o de caixa j\u00e1 em 2018 e n\u00e3o mais em 2020 como constante no plano anterior. De acordo com o balan\u00e7o anual, em 2015 esse \u00edndice estava em 5,3.<\/p>\n<p> Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o no indicador de tipos de acidentes, a empresa pretende, nos pr\u00f3ximos dois anos, recuperar a solidez financeira da companhia, passando a atuar mais como uma empresa integrada de energia, mas tendo como foco principal os setores de \u00f3leo e g\u00e1s. \u201cNo horizonte total dos cincos anos desse planejamento, a nossa proposta \u00e9 que a empresa tenha sido saneada, tenha padr\u00f5es de governan\u00e7a e \u00e9tica inquestion\u00e1veis para sustentar uma produ\u00e7\u00e3o crescente, mas realista, e capaz de investir e se posicionar nos processos de transi\u00e7\u00e3o por que passa o mercado de energia no mundo\u201d, ressaltou Parente.<\/p>\n<p>Biocombust\u00edveis<\/p>\n<p>Sobre a decis\u00e3o da empresa de se retirar \u201cintegralmente\u201d dos setores de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, distribui\u00e7\u00e3o de GLP (g\u00e1s de cozinha), produ\u00e7\u00e3o de fertilizante e das participa\u00e7\u00f5es da companhia na petroqu\u00edmica, o presidente da estatal afirmou que o objetivo \u00e9 concentrar as atividades onde ela atua melhor, sem necessariamente ser uma empresa menor.<\/p>\n<p>\u201cEla n\u00e3o vai ser uma empresa menor, por exemplo, na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s. Nossa produ\u00e7\u00e3o, a partir de 2019, cresce e chega no final do per\u00edodo com uma expans\u00e3o da ordem de 30% a 40% na curva de produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo. E quando voc\u00ea olha a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s voc\u00eas podem ver que a gente ultrapassa os 3 milh\u00f5es de barris equivalente por dia (petr\u00f3leo e g\u00e1s), passando a ser uma empresa de 3,4 milh\u00f5es de barris equivalente por dia, portante uma empresa bastante relevante no cen\u00e1rio internacional\u201d.<\/p>\n<p>Para Pedro Parente, a sa\u00edda da empresa do setor de biocombust\u00edveis implicar\u00e1 na venda dos ativos de posse da empresa. Ele, no entanto, explicou a decis\u00e3o da companhia. \u201cClaramente n\u00e3o somos os melhores operadores deste tipo de produto. O Etanol, por exemplo, \u00e9 um produto basicamente agr\u00edcola e certamente n\u00e3o \u00e9 a nossa especialidade e a gente tem que ter humildade de reconhecer que tem gente que faz isto melhor do que n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Desinvestimento<\/p>\n<p>Para melhorar a capacidade de investimento da estatal sem a necessidade de fazer novas capta\u00e7\u00f5es de recursos no mercado e, consequentemente, alavancar ainda mais a empresa, excessivamente endividada, a Petrobras vai ampliar ainda mais o seu Plano de Desinvestimento, mantendo o ritmo intenso de parcerias e desinvestimentos que nos pr\u00f3ximos dois anos devem somar US$ 19,5 bilh\u00f5es. No plano anterior, este desinvestimento era da ordem de US$ 15,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse resultado deve ser atingido por meio de crescentes parcerias estrat\u00e9gicas na \u00e1rea de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de Refino, Transporte, Log\u00edstica, Distribui\u00e7\u00e3o e Comercializa\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9 melhor compartilhar riscos e desonerar investimentos.<\/p>\n<p>A Petrobras espera que a partir do programa de parcerias e desinvestimentos possa alavancar investimentos adicionais que podem superar US$ 40 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos dez anos. \u201cToda vez que n\u00f3s fizermos uma parceria ou desinvestimentos ser\u00e1 oferecido aos empregados um plano de demiss\u00f5es volunt\u00e1rias. O n\u00famero de demiss\u00f5es depender\u00e1 de cada transa\u00e7\u00e3o\u201d, disse Parente.<\/p>\n<p>Pre\u00e7o dos derivados<\/p>\n<p>O presidente da Petrobras deixou claro que a companhia tem autonomia para fixar o pre\u00e7o do combust\u00edvel por ela comercializado, mas que decis\u00f5es neste sentido ser\u00e3o tomadas de acordo com a conveni\u00eancia da pr\u00f3pria estatal e a realidade do mercado.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma pergunta que sempre se coloca [a da autonomia do reajuste de pre\u00e7os] e eu acho que a d\u00favida surge porque o pre\u00e7o tem permanecido inalterado. Mas ele est\u00e1 inalterado por uma raz\u00e3o simples: nas an\u00e1lises que n\u00f3s fazemos dentro da companhia a gente chega a conclus\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 preciso, ainda, mexer no pre\u00e7o\u201d, disse.<\/p>\n<p>Parente, no entanto, foi enf\u00e1tico sobre a autonomia da diretoria da estatal em rela\u00e7\u00e3o a aumento de pre\u00e7os: \u201cN\u00f3s temos total autonomia, \u00e9 decis\u00e3o da empresa e quando n\u00f3s acharmos que devemos mexer [nos pre\u00e7os] n\u00f3s vamos mexer. A impress\u00e3o de que as coisas continuam como est\u00e3o porque n\u00f3s n\u00e3o mexemos nos pre\u00e7os \u00e9 uma conclus\u00e3o equivocada que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade\u201d.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<br \/>\n21\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo Plano de Neg\u00f3cios e Gest\u00e3o 2017-2021 da Petrobras prev\u00ea a retirada \u201cintegral\u201d da estatal dos setores de produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis, distribui\u00e7\u00e3o de GLP (g\u00e1s de cozinha), produ\u00e7\u00e3o de fertilizante e das participa\u00e7\u00f5es da companhia na petroqu\u00edmica para, segundo a empresa, \u201cpreservar compet\u00eancias tecnol\u00f3gicas em \u00e1reas com maior potencial de desenvolvimento\u201d. 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