{"id":95640,"date":"2016-09-20T06:08:35","date_gmt":"2016-09-20T09:08:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=95640"},"modified":"2016-09-19T18:59:23","modified_gmt":"2016-09-19T21:59:23","slug":"tributacao-sobre-consumo-sustentou-arrecadacao-federal-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/tributacao-sobre-consumo-sustentou-arrecadacao-federal-em-2015\/95640","title":{"rendered":"Tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo sustentou arrecada\u00e7\u00e3o federal em 2015"},"content":{"rendered":"<p> Mais uma vez, a <strong><em>tributa\u00e7\u00e3o no Brasil<\/em><\/strong> concentrou-se sobre o consumo. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, quase metade do total arrecadado pela Uni\u00e3o, pelos estados e pelos munic\u00edpios em 2015 veio do consumo de bens e de servi\u00e7os. Essa base representou, sozinha, 49,68% da carga tribut\u00e1ria no ano passado.<\/p>\n<p>A carga tribut\u00e1ria \u00e9 a raz\u00e3o entre o pagamento de tributos e quaisquer obriga\u00e7\u00f5es do cidad\u00e3o com o governo e o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa\u00eds). No ano passado, a rela\u00e7\u00e3o atingiu 32,66% do PIB, dos quais 16,22 pontos percentuais corresponderam \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras bases de incid\u00eancia, a tributa\u00e7\u00e3o sobre os sal\u00e1rios ficou em segundo lugar, tendo representado 8,44% do PIB (25,83% da carga tribut\u00e1ria). Em seguida vieram a tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda (5,97% do PIB ou 18,27% da carga tribut\u00e1ria), sobre a propriedade (1,45% do PIB ou 4,44% da carga tribut\u00e1ria) e, por \u00faltimo, a tributa\u00e7\u00e3o sobre transa\u00e7\u00f5es financeiras (0,59% do PIB ou 1,8% da carga tribut\u00e1ria).<\/p>\n<p>Em termos proporcionais, a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo onera mais os contribuintes de menor renda. Um consumidor de baixo poder aquisitivo que compra uma mercadoria paga o mesmo tributo que um consumidor de renda mais alta. A tributa\u00e7\u00e3o sobre os sal\u00e1rios onera proporcionalmente mais o trabalhador assalariado do que as empresas, que s\u00e3o tributadas sobre o lucro.<\/p>\n<p> De acordo com uma compara\u00e7\u00e3o internacional com dados de 2014 divulgada pela Receita, o Brasil \u00e9 o segundo numa lista de 30 pa\u00edses que mais tributa o consumo. Apenas a Hungria, onde os tributos sobre o consumo equivalem a 16,3% do PIB, est\u00e1 na frente do Brasil. Com apenas 4,5% do PIB vindo dos tributos sobre o consumo, os Estados Unidos est\u00e3o em \u00faltimo lugar na lista.<\/p>\n<p>Pa\u00edses desenvolvidos privilegiam a tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda, o lucro e o patrim\u00f4nio, de forma a aumentar a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de renda mais alta na carga tribut\u00e1ria. No ranking divulgado pela receita, que inclui apenas a incid\u00eancia dos tributos sobre o lucro e a renda, o Brasil ocupa a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o, com 5,85% do PIB em 2014 e 5,87% do PIB no ano passado.<\/p>\n<p>O chefe do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios da Receita Federal, Claudemir Malaquias, reconhece que o sistema tribut\u00e1rio brasileiro \u00e9 regressivo ao privilegiar um modelo que proporcionalmente onera os mais pobres. Ele, no entanto, ressalta que o governo tem procurado compensar a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o dos tributos por meio dos programas sociais.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem uma base de consumo expressiva porque tributa o consumo nos tr\u00eas entes. Quem mais tributa a compra de bens e de servi\u00e7os s\u00e3o estados, alguns sendo sustentados quase inteiramente pela arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS [Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os]. Se troux\u00e9ssemos a tributa\u00e7\u00e3o de renda do Chile para o Brasil, a arrecada\u00e7\u00e3o cairia e n\u00e3o conseguir\u00edamos mais sustentar os programas sociais\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, o Brasil aparece com a maior carga tribut\u00e1ria, seguido pela Argentina (32,2% do PIB) e por Barbados (30,4%). O \u00faltimo pa\u00eds do ranking \u00e9 a Guatemala, onde a carga tribut\u00e1ria equivalia a 12,6% do PIB em 2014. Apesar de o levantamento ter sido divulgado pela pr\u00f3pria Receita, Malaquias diz que os dados refletem realidades distintas e n\u00e3o permitem compara\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas.<\/p>\n<p>\u201cA carga tribut\u00e1ria \u00e9 a dimens\u00e3o do tamanho do Estado em cada sociedade. \u00c9 preciso comparar a participa\u00e7\u00e3o do Estado no consumo, nos investimentos e na atividade econ\u00f4mica, principalmente num pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como o Brasil onde o Estado \u00e9 grande para fazer face aos problemas. Al\u00e9m disso, essa compara\u00e7\u00e3o internacional inclui tributos diferentes e metodologias de apura\u00e7\u00e3o diferentes entre os pa\u00edses\u201d, comenta o t\u00e9cnico da Receita.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Jorge Wamburg<br \/>\n20\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez, a tributa\u00e7\u00e3o no Brasil concentrou-se sobre o consumo. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, quase metade do total arrecadado pela Uni\u00e3o, pelos estados e pelos munic\u00edpios em 2015 veio do consumo de bens e de servi\u00e7os. Essa base representou, sozinha, 49,68% da carga tribut\u00e1ria no ano passado. 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