{"id":95509,"date":"2016-09-19T06:35:41","date_gmt":"2016-09-19T09:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=95509"},"modified":"2016-09-18T11:36:36","modified_gmt":"2016-09-18T14:36:36","slug":"brasil-perdeu-15-milhao-de-empregos-formais-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/brasil-perdeu-15-milhao-de-empregos-formais-em-2015\/95509","title":{"rendered":"Brasil perdeu 1,5 milh\u00e3o de empregos formais em 2015"},"content":{"rendered":"<p> A recess\u00e3o econ\u00f4mica do ano passado teve efeitos perversos no <strong><em>mercado de trabalho<\/em><\/strong>. Em 2015, o Brasil perdeu 1,51 milh\u00e3o de postos formais, segundo a Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), divulgada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. O resultado \u00e9 o pior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1985.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho fez o n\u00famero de trabalhadores formais (com carteira assinada) cair de 49,6 milh\u00f5es no fim e 2014 para 48,1 milh\u00f5es no fim do ano passado. Essa foi a primeira vez desde 1992 em que o pa\u00eds acumulou perdas de empregos no mercado formal de trabalho. Naquele ano, o Brasil tinha eliminado 623 mil vagas.<\/p>\n<p>Divulgada uma vez por ano, a Rais \u00e9 mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba n\u00e3o apenas os trabalhadores do setor privado, mas trabalhadores tempor\u00e1rios e servidores p\u00fablicos federais, estaduais e municipais. Para medir o desempenho do mercado de trabalho, a Rais contabiliza a diferen\u00e7a entre as contrata\u00e7\u00f5es e as dispensas.<\/p>\n<p>Carteira de trabalho<br \/>\nA perda de empregos formais \u00e9 a pior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1985Arquivo Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nAs demiss\u00f5es em massa e as contrata\u00e7\u00f5es por sal\u00e1rios mais baixos afetaram os rendimentos m\u00e9dios reais dos trabalhadores, que recuaram 2,56% em 2015 em rela\u00e7\u00e3o a 2014. Em valores absolutos, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia individual caiu de R$ 2.725,28 em 2014 para R$ 2.655,60 em 2015.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o por setores da economia, apenas a agropecu\u00e1ria contratou mais do que demitiu no ano passado, tendo criado 20,9 mil vagas formais. Os demais setores registraram quedas, com destaque para ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o (-604,1 mil), constru\u00e7\u00e3o civil (-393 mil) e com\u00e9rcio (-195,5 mil).<\/p>\n<p>Entre as regi\u00f5es, o Sudeste foi a que mais eliminou postos de trabalho, com 900,3 mil trabalhadores a menos. Em seguida, v\u00eam o Nordeste (-233,6 mil) e o Sul (-217,2 mil). Apenas tr\u00eas estados acumularam aumento no n\u00famero de empregos formais em 2015: Piau\u00ed (3 mil), Acre (2,8 mil) e Roraima (2,2 mil).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa et\u00e1ria, o desemprego afetou principalmente os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, foram eliminados 673,4 mil postos de trabalho, contra 477,8 mil entre 25 e 29 anos, 233,9 mil de 30 a 39 anos, 172,1 mil de 40 a 49 anos, e 107,7 mil na faixa at\u00e9 17 anos. Somente a categoria acima de 50 anos registrou amplia\u00e7\u00e3o de vagas: 154,4 mil.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli<br \/>\n19\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recess\u00e3o econ\u00f4mica do ano passado teve efeitos perversos no mercado de trabalho. Em 2015, o Brasil perdeu 1,51 milh\u00e3o de postos formais, segundo a Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), divulgada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. O resultado \u00e9 o pior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 1985. 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