{"id":94454,"date":"2016-09-05T06:36:03","date_gmt":"2016-09-05T09:36:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=94454"},"modified":"2016-09-03T00:36:46","modified_gmt":"2016-09-03T03:36:46","slug":"industria-cresce-37-em-5-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/industria-cresce-37-em-5-meses\/94454","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cresce 3,7% em 5 meses"},"content":{"rendered":"<p> Mesmo ficando praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a junho, a <strong><em>ind\u00fastria brasileira<\/em><\/strong> fechou julho com expans\u00e3o de 0,1%, o quinto resultado positivo consecutivo neste tipo de compara\u00e7\u00e3o, acumulando \u2013 de mar\u00e7o a julho &#8211; crescimento de 3,7%, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica \u2013 Brasil divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Apesar dos ind\u00edcios de revers\u00e3o de tend\u00eancia no comportamento do setor, com resultado de julho, a ind\u00fastria brasileira ainda apresenta um quadro predominante negativo, fechando os primeiros sete meses do ano ainda com resultado negativo de menos 8,7%.<\/p>\n<p>No acumulado dos \u00faltimos doze meses o quadro se repete: queda de 9,6%, comparativamente aos doze meses imediatamente anteriores \u2013 a maior queda desde os 10,3% de outubro de 2009.<\/p>\n<p>Pesquisa constata retra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a julho do ano passado, o resultado da ind\u00fastria indica em junho deste ano retra\u00e7\u00e3o de 6,6%, neste caso a 29\u00aa taxa negativa consecutiva neste tipo de compara\u00e7\u00e3o e mais intensa do que a observada no m\u00eas anterior, de -5,8%.<\/p>\n<p>Nesses confrontos, segundo o IBGE, houve predom\u00ednio de taxas negativas entre as grandes categorias econ\u00f4micas e as atividades pesquisadas, com destaque para as perdas mais acentuadas vindas dos setores associados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis e de bens de capital.<\/p>\n<p>Categorias<\/p>\n<p>A ligeira expans\u00e3o de 0,1% na produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira, de junho para julho, reflete o avan\u00e7o em duas das quatro grandes categorias e em 11 dos 24 ramos de atividades analisados pelo IBGE.<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, ainda na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas imediatamente anterior, o item bens de consumo dur\u00e1veis, ao avan\u00e7ar 3,3%, mostrou a expans\u00e3o mais acentuada em julho de 2016 e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 11,7% nesse per\u00edodo. Tamb\u00e9m o segmento de bens intermedi\u00e1rios fechou positivo ao crescer 1,6% de junho para julho e intensificando a expans\u00e3o observada no m\u00eas anterior: 0,8%.<\/p>\n<p>Em contrapartida, os setores que produzem bens de capital e bens de consumo dur\u00e1veis registraram resultados negativos impedindo uma expans\u00e3o mais consistente do parque fabril. No caso do setor de bens de capital, a queda foi mais expressiva: -2,7%; enquanto bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis fecharam em queda de 1,9%.<\/p>\n<p>A queda verificada no setor de bens de capital em julho interrompeu seis meses consecutivos de crescimento na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que o setor acumulou avan\u00e7o de 14,7%. J\u00e1 bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis voltaram a recuar, ap\u00f3s ter crescido 0,9% em junho.<\/p>\n<p>Alimentos em alta<\/p>\n<p>Do ponto de vista das atividades, o acr\u00e9scimo de 0,1% da ind\u00fastria reflete &#8211; na passagem de junho para julho &#8211; expans\u00e3o em 11 dos 24 ramos pesquisados, com destaque para o avan\u00e7o de 2% registrado por produtos aliment\u00edcios, interrompendo dois meses consecutivos de queda na produ\u00e7\u00e3o, quando acumulou perda de 6,4%.<\/p>\n<p>O IBGE ressaltou, ainda, que contribui\u00e7\u00f5es positivas importantes vieram de ind\u00fastrias extrativas (1,6%), equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (5,8%), metalurgia (1,6%), coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (0,4%) e produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (1,3%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os treze ramos que reduziram a produ\u00e7\u00e3o no m\u00eas, os desempenhos de maior relev\u00e2ncia vieram de perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,8%), produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (-7,3%), ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%) e artefatos de couro, artigos para viagem e cal\u00e7ados (-6,%).<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n05\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo ficando praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a junho, a ind\u00fastria brasileira fechou julho com expans\u00e3o de 0,1%, o quinto resultado positivo consecutivo neste tipo de compara\u00e7\u00e3o, acumulando \u2013 de mar\u00e7o a julho &#8211; crescimento de 3,7%, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. 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