{"id":94226,"date":"2016-09-01T06:28:10","date_gmt":"2016-09-01T09:28:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=94226"},"modified":"2016-08-31T20:31:54","modified_gmt":"2016-08-31T23:31:54","slug":"pib-fecha-segundo-trimestre-com-queda-de-06","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/pib-fecha-segundo-trimestre-com-queda-de-06\/94226","title":{"rendered":"PIB fecha segundo trimestre com queda de 0,6%"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>Produto Interno Bruto<\/em><\/strong> (PIB), a soma de todas os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds, fechou o segundo trimestre de 2016 com queda de 0,6% comparativamente ao trimestre anterior na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. Quando comparada a igual per\u00edodo de 2015, a queda do PIB foi de 3,8%. Com o resultado, o PIB acumula &#8211; nos primeiros seis meses do ano &#8211; retra\u00e7\u00e3o de 4,6%, comparativamente aos seis primeiros meses de 2015.<\/p>\n<p>Os dados das Contas Nacionais Trimestrais foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e indicam, no acumulado dos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2016, decr\u00e9scimo (-4,9%) em rela\u00e7\u00e3o aos quatro trimestres anteriores. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2016 alcan\u00e7ou R$ 1,5 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Resultados negativos<\/p>\n<p>Com a queda de 0,6% do PIB neste segundo trimestre do ano, a economia brasileira passou a registrar seis resultados negativos consecutivos nas compara\u00e7\u00f5es com os trimestres imediatamente anteriores. Ao contr\u00e1rio do que era esperado, foi a ind\u00fastria que evitou que o PIB ca\u00edsse ainda mais, uma vez que fechou este segundo trimestre com crescimento de 0,3%, enquanto a agropecu\u00e1ria e servi\u00e7os encerraram em queda de 2% e 0,8%, respectivamente.<\/p>\n<p>Pela \u00f3tica da despesa, a Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo cresceu 0,4%, o primeiro resultado positivo ap\u00f3s dez trimestres consecutivos em queda. J\u00e1 a Despesa de Consumo das Fam\u00edlias, com a retra\u00e7\u00e3o de 0,7%, caiu pelo sexto trimestre seguido.<\/p>\n<p>A Despesa de Consumo do Governo, no entanto, tamb\u00e9m recuou em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior (-0,5%). No que se refere ao setor externo, as Exporta\u00e7\u00f5es de Bens e Servi\u00e7os tiveram expans\u00e3o de 0,4%, enquanto que as Importa\u00e7\u00f5es de Bens e Servi\u00e7os cresceram 4,5%.<\/p>\n<p>Eletricidade, g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto e limpeza crescem<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBGE, na Ind\u00fastria, apesar da expans\u00e3o de 0,3%, houve varia\u00e7\u00e3o negativa de 0,2% na Constru\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Extrativa mineral e a atividade de Eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto e limpeza urbana cresceram, respectivamente, 0,7% e 1,1%. A Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o manteve-se est\u00e1vel no trimestre (0,0%).<\/p>\n<p>Nos Servi\u00e7os, o setor de Transporte, armazenagem e correio puxou a queda de 0,8% na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre imediatamente anterior, com retra\u00e7\u00e3o de 2,1%); seguido de Outros servi\u00e7os (-1,7%); Intermedia\u00e7\u00e3o financeira e seguros (-1,1%); Com\u00e9rcio (-0,8%); e Servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o (-0,6%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o setor de Administra\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica cresceu 0,5%, enquanto o item Atividades imobili\u00e1rias fechou o trimestre com resultado praticamente est\u00e1vel (0,1%).<\/p>\n<p>PIB tem nono resultado negativo consecutivo<\/p>\n<p>O dados do IBGE divulgados hoje sobre as Contas Nacionais Trimestrais indicam que, quando se compara o comportamento do PIB neste segundo trimestre do ano com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda se d\u00e1 nos tr\u00eas principais setores da economia: agropecu\u00e1ria, ind\u00fastria e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Nesta base de compara\u00e7\u00e3o, a queda do PIB, como um todo, foi de 3,8%, neste caso o nono resultado negativo consecutivo. No per\u00edodo, o Valor Adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos de mercado caiu 3,3% e os Impostos sobre Produtos L\u00edquidos de Subs\u00eddios recuaram em 6,8%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, dentre as atividades que contribuem para a gera\u00e7\u00e3o do Valor Adicionado, a Agropecu\u00e1ria acusou queda de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano anterior. Este resultado pode ser explicado pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no segundo trimestre.<\/p>\n<p>Dados j\u00e1 divulgados pelo IBGE no Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA\/IBGE &#8211; julho 2016), relativos a agosto, indicam que &#8211; com exce\u00e7\u00e3o do caf\u00e9, que apresentou crescimento na estimativa de produ\u00e7\u00e3o anual de 11,2% &#8211; todas as demais culturas com safra neste trimestre registraram decr\u00e9scimo na estimativa de produ\u00e7\u00e3o anual e perda de produtividade.<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda de 3% na Ind\u00fastria sobre o segundo trimestre de 2015 foi puxada pela Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o, com retra\u00e7\u00e3o que chegou a 5,4%. O seu resultado foi influenciado pelo decr\u00e9scimo da produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos; da ind\u00fastria automotiva e outros equipamentos de transporte; produtos metal\u00fargicos; produtos de metal; artigos do vestu\u00e1rio; produtos do refino de petr\u00f3leo e m\u00f3veis.<\/p>\n<p>Ainda analisando o comportamento da Ind\u00fastria, o setor da Constru\u00e7\u00e3o sofreu queda no volume do valor adicionado de -2,2%, enquanto a Extrativa Mineral caiu 4,9%, puxada pela queda da extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios ferrosos.<\/p>\n<p>A atividade de Eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto e limpeza urbana anotou expans\u00e3o de 7,9%, influenciada pelo desligamento das termel\u00e9tricas no terceiro trimestre do ano passado e no primeiro e segundo trimestres deste ano.<\/p>\n<p>O setor de Servi\u00e7os fechou com a maior queda: 3,3% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior. A retra\u00e7\u00e3o do setor foi puxada, principalmente, pela queda do Com\u00e9rcio (atacadista e varejista) que chegou a 7,4% e de 6,5% de Transporte, armazenagem e correio, neste caso puxada pelo decr\u00e9scimo do transporte de carga e de passageiros.<\/p>\n<p>Consumo das fam\u00edlias cai 5%<\/p>\n<p>Ainda analisando o comportamento do PIB deste segundo trimestre de 2016, comparativamente ao segundo trimestre de 2015, os dados do IBGE indicam resultados negativos pelo sexto trimestre consecutivo em todos os componentes da demanda interna, com destaque para o consumo das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros indicam que a Despesa de Consumo das Fam\u00edlias caiu 5%, \u201cresultado que pode ser explicado pela deteriora\u00e7\u00e3o dos indicadores de infla\u00e7\u00e3o, juros, cr\u00e9dito, emprego e renda ao longo do per\u00edodo.\u201d<\/p>\n<p>A Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo, que fechou em queda de 8,8% no segundo trimestre, registrou o nono recuo consecutivo, justificado pela queda das importa\u00e7\u00f5es e da produ\u00e7\u00e3o interna de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da constru\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a Despesa de Consumo do Governo caiu 2,2% em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre de 2015.<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00f5es crescem 4,3%, mas importa\u00e7\u00f5es caem<\/p>\n<p>Analisando o setor externo, enquanto as Exporta\u00e7\u00f5es de Bens e Servi\u00e7os apresentaram expans\u00e3o de 4,3%, as Importa\u00e7\u00f5es de Bens e Servi\u00e7os ca\u00edram 10,6%, ambas, segundo o IBGE \u201cinfluenciadas pela desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial de 14,3% e pelo desempenho da atividade econ\u00f4mica registrados no per\u00edodo.\u201d<\/p>\n<p>Dentre as exporta\u00e7\u00f5es de bens, os destaques de crescimento foram ve\u00edculos automotores, agropecu\u00e1ria, metalurgia e papel e celulose. Na pauta de importa\u00e7\u00f5es de bens, as maiores quedas ocorreram em siderurgia, ind\u00fastria automotiva, produtos t\u00eaxteis, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados, eletroeletr\u00f4nicos e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>R$ 1,5 trilh\u00e3o em valores correntes<\/p>\n<p>A taxa de investimento do pa\u00eds atingiu 16,8% do PIB no segundo trimestre de 2016, que fechou o per\u00edodo em R$ 1,5 trilh\u00f5es em valores correntes. Deste total, R$ 1,3 trilh\u00e3o refere-se ao Valor Adicionado a pre\u00e7os b\u00e1sicos e R$ 212,3 trilh\u00e3o aos Impostos sobre Produtos l\u00edquidos de Subs\u00eddios.<\/p>\n<p>Segundo informou o IBGE, a taxa de investimento no segundo trimestre deste ano chegou a 16,8% do PIB, resultado 18,4% menor que o registrado no mesmo per\u00edodo de 2015. J\u00e1 a taxa de poupan\u00e7a atingiu no trimestre 15,8% do PIB, neste caso um pequeno crescimento em rela\u00e7\u00e3o aos 15,1% do mesmo per\u00edodo de 2015.<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n01\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds, fechou o segundo trimestre de 2016 com queda de 0,6% comparativamente ao trimestre anterior na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais. Quando comparada a igual per\u00edodo de 2015, a queda do PIB foi de 3,8%. 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