{"id":94224,"date":"2016-09-01T06:26:39","date_gmt":"2016-09-01T09:26:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=94224"},"modified":"2016-08-31T20:28:04","modified_gmt":"2016-08-31T23:28:04","slug":"em-2016-energia-eolica-no-brasil-passou-a-ter-condicoes-de-produzir-10-gw","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/em-2016-energia-eolica-no-brasil-passou-a-ter-condicoes-de-produzir-10-gw\/94224","title":{"rendered":"Em 2016, energia e\u00f3lica no Brasil passou a ter condi\u00e7\u00f5es de produzir 10 GW"},"content":{"rendered":"<p>O setor de <strong><em>energia e\u00f3lica<\/em><\/strong> no Brasil passou a ter, em 2016, capacidade instalada de 10 gigawatts (GW) em cerca de 400 parques com mais de 5,2 mil aerogeradores em opera\u00e7\u00e3o. Com isso, a fonte de energia renov\u00e1vel, considerada moderna, representa 7% da matriz energ\u00e9tica brasileira e registra 80% de nacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pelos n\u00fameros do setor, em 2015, a energia e\u00f3lica abasteceu mensalmente uma popula\u00e7\u00e3o equivalente a todo o Sul do pa\u00eds e gerou 41 mil postos de trabalho. Os investimentos feitos desde 1998 somaram R$ 60 bilh\u00f5es. Ainda no ano passado, a energia e\u00f3lica teve participa\u00e7\u00e3o de 39,3% na expans\u00e3o da matriz, enquanto a hidrel\u00e9trica ficou com 35,1% e a termel\u00e9trica 25,6%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram divulgados na abertura da 7\u00ba Wind Power 2016, encontro anual do setor, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Sulam\u00e9rica, regi\u00e3o central do Rio, e a perspectiva \u00e9 que o setor continue em crescimento. A presidenta executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (ABEE\u00f3lica), \u00c9lbia Gannoum, disse que est\u00e3o contratados perto de 9 GW em 2016 e a previs\u00e3o \u00e9 chegar a 2020 com 18,4 GW de capacidade instalada.<\/p>\n<p>\u201cEm termos de matriz, atualmente, n\u00f3s somos a fonte mais competitiva e com diferen\u00e7a razo\u00e1vel para a segunda ou terceira fonte, tendo em vista que n\u00e3o falamos mais em grandes projetos hidrel\u00e9tricos, que s\u00e3o os mais competitivos. Ent\u00e3o, hoje alcan\u00e7amos o patamar da primeira fonte mais competitiva do pa\u00eds. Hoje, j\u00e1 estamos partindo para chegar em 2020 como a segunda fonte de energia do pa\u00eds e somos o setor da economia que mais cresce. O quarto pa\u00eds do mundo que mais investe, o oitavo que mais gera energia e\u00f3lica e o d\u00e9cimo pa\u00eds em capacidade instalada\u201d, disse.<\/p>\n<p>Desafios<\/p>\n<p>Para a presidenta, o grande desafio ser\u00e1 contratar os pr\u00f3ximos 10 GW que permitir\u00e3o chegar perto de 30 GW de capacidade instalada, em 2030, diante de algumas barreiras. De curt\u00edssimo prazo, \u00c9lbia apontou o crescimento econ\u00f4mico que justifique uma quantidade razo\u00e1vel de contrata\u00e7\u00e3o de energia. \u201c\u00c9 um desafio enorme conseguir contratar. A gente vai ter o leil\u00e3o de reserva este ano. O governo sabiamente est\u00e1 contratando para manter o sinal de investimento na cadeia produtiva\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u00c9lbia disse que o setor de energia e\u00f3lica tem condi\u00e7\u00e3o de responder rapidamente caso a economia brasileira retome o crescimento. \u201cVejo que os setores de infraestrutura em geral, em particular energia e energia renov\u00e1vel, a capacidade deles de resposta \u00e9 muito r\u00e1pida, seja do ponto de vista da constru\u00e7\u00e3o de um parque, que se faz em um ano e meio, seja da retomada efetiva de investimentos. N\u00f3s j\u00e1 estamos recebendo muitos investidores de fora, interessados no Brasil, porque eles j\u00e1 est\u00e3o fazendo a leitura da mudan\u00e7a chave do cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico e a retomada de crescimento\u201d.<\/p>\n<p>Financiamentos<\/p>\n<p>\u00c9lbia est\u00e1 confiante na abertura de financiamentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para o setor e ficou satisfeita com a declara\u00e7\u00e3o da presidenta do banco, Maria S\u00edlvia Bastos, de que a energia renov\u00e1vel \u00e9 prioridade para a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs condi\u00e7\u00f5es de financiamento v\u00e3o se manter. Eles v\u00e3o fazer alguns ajustes no sentido de chamar mais os bancos comerciais. Eles querem o mercado no financiamento do setor\u201d, disse. \u201cN\u00f3s precisamos trabalhar com os bancos privados para tornar o setor de infraestrutura do Brasil mais robusto. Hoje temos um setor de financiamento, que quem financia \u00e9 o banco de fomento, banco de desenvolvimento. O Brasil \u00e9 um mercado enorme, ent\u00e3o, temos muitas possibilidades. S\u00f3 que algu\u00e9m precisa ser o ator, come\u00e7ar este processo e a Maria S\u00edlva est\u00e1 dizendo que o BNDES vai fazer isso. Acho muito bom\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a executiva, por causa da energia limpa que produz, o Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que t\u00eam a capacidade de cumprir os acordos do clima de Paris, a Confer\u00eancia Mundial do Clima (COP21), com tranquilidade e sem custo. \u201cO Brasil \u00e9 muito rico em recursos renov\u00e1veis para produ\u00e7\u00e3o de energia e pode fazer a op\u00e7\u00e3o de uma matriz limpa para o futuro, renov\u00e1vel, sem a necessidade de fazer subs\u00eddios, porque as fontes renov\u00e1veis no Brasil s\u00e3o as mais competitivas\u201d.<\/p>\n<p>Metas na COP 21<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Planejamento e Desenvolvimento Energ\u00e9tico do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, que estava no encontro representando o ministro Fernando Coelho Filho, e destacou a import\u00e2ncia das energias renov\u00e1veis para o Brasil cumprir as metas que assumiu na COP 21.Azevedo disse que o governo estuda as formas de leil\u00f5es de fontes complementares como e\u00f3lica com solar e biomassa, al\u00e9m de biog\u00e1s e g\u00e1s natural. \u201cA forma de hibridiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo estudada, de forma que possa colocar isso o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, talvez no come\u00e7o do ano que vem\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a nova data do leil\u00e3o de transmiss\u00e3o, marcado para outubro, o secret\u00e1rio informou que o adiamento do certame foi porque ele precisava ter mais competitividade e estar mais aderente \u00e0s necessidades do planejamento. \u201cSe a gente coloca grande quantidade de lotes para ser licitados e tem poucos empreendedores no mercado, o mercado vai escolher e n\u00e3o o governo. Ent\u00e3o, dentro do planejamento a gente est\u00e1 refazendo o rol de projetos que v\u00e3o para o leil\u00e3o e criando maneiras de tornar mais competitivo\u201d.<\/p>\n<p>Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli<br \/>\n01\/09\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de energia e\u00f3lica no Brasil passou a ter, em 2016, capacidade instalada de 10 gigawatts (GW) em cerca de 400 parques com mais de 5,2 mil aerogeradores em opera\u00e7\u00e3o. Com isso, a fonte de energia renov\u00e1vel, considerada moderna, representa 7% da matriz energ\u00e9tica brasileira e registra 80% de nacionaliza\u00e7\u00e3o. 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