{"id":93768,"date":"2016-08-26T06:41:48","date_gmt":"2016-08-26T09:41:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=93768"},"modified":"2016-08-25T21:42:46","modified_gmt":"2016-08-26T00:42:46","slug":"queda-do-dolar-faz-banco-central-ter-prejuizo-recorde-no-primeiro-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/queda-do-dolar-faz-banco-central-ter-prejuizo-recorde-no-primeiro-semestre\/93768","title":{"rendered":"Queda do d\u00f3lar faz Banco Central ter preju\u00edzo recorde no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p> A queda do d\u00f3lar em 2016 fez o <strong><em>Banco Central<\/em><\/strong> (BC) ter preju\u00edzo recorde desde que a institui\u00e7\u00e3o adotou o atual sistema de divulga\u00e7\u00e3o de resultados, em 2008. Nos seis primeiros meses do ano, a institui\u00e7\u00e3o financeira teve perdas de R$ 17,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Se forem considerados o custo com a administra\u00e7\u00e3o das reservas internacionais e as opera\u00e7\u00f5es de swap cambial (venda de d\u00f3lares no mercado futuro), o banco teve um preju\u00edzo adicional de R$ 184,6 bilh\u00f5es. Registrado numa contabilidade separada, a perda \u00e9 a maior desde a mudan\u00e7a na metodologia.<\/p>\n<p> Em rela\u00e7\u00e3o ao preju\u00edzo de R$ 17,3 bilh\u00f5es, o chefe do Departamento de Contabilidade e Execu\u00e7\u00e3o Financeira do Banco Central, Arthur Andrade, explicou que a queda do d\u00f3lar aumentou o passivo (obriga\u00e7\u00f5es) do banco em moedas estrangeiras.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao resultado negativo de R$ 184,6 bilh\u00f5es na conta cambial, a queda de 17,8% da moeda norte-americana no primeiro semestre reduziu, em reais, o valor das reservas internacionais. O BC perdeu R$ 263,3 bilh\u00f5es com a desvaloriza\u00e7\u00e3o das reservas externas.<\/p>\n<p>A perda no valor das reservas internacionais foi parcialmente compensada pelo ganho de R$ 78,7 bilh\u00f5es com as opera\u00e7\u00f5es de swap. Isso ocorreu porque a queda do d\u00f3lar fez o BC ter lucro com as vendas de d\u00f3lares no mercado futuro. Quando a moeda norte-americana cai, o preju\u00edzo fica com os investidores que compraram esse tipo de contrato, n\u00e3o com a institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>As perdas totais, de R$ 201,9 bilh\u00f5es, ser\u00e3o cobertas pelo Tesouro Nacional por meio da emiss\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a cobertura deve ser feita at\u00e9 o d\u00e9cimo dia \u00fatil de 2017.<\/p>\n<p>Segundo Andrade, o d\u00f3lar caiu de R$ 3,905 no fim de dezembro do ano passado para R$ 3,21 no fim de junho deste ano. Em 2015, quando a divisa tinha iniciado o ano em R$ 2,64 e subiu 46%, o Banco Central tinha tido lucros recordes nas duas contas: ganhos de R$ 76,7 bilh\u00f5es na conta financeira e de R$ 157,3 bilh\u00f5es na conta cambial.<\/p>\n<p>Por envolver a emiss\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos, a cobertura dos preju\u00edzos do Banco Central pelo Tesouro Nacional n\u00e3o impacta o super\u00e1vit prim\u00e1rio (economia para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica) nem afeta as verbas dispon\u00edveis no Or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli<br \/>\n26\/08\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda do d\u00f3lar em 2016 fez o Banco Central (BC) ter preju\u00edzo recorde desde que a institui\u00e7\u00e3o adotou o atual sistema de divulga\u00e7\u00e3o de resultados, em 2008. 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