{"id":93663,"date":"2016-08-25T06:49:29","date_gmt":"2016-08-25T09:49:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=93663"},"modified":"2016-08-24T18:50:21","modified_gmt":"2016-08-24T21:50:21","slug":"previa-da-inflacao-oficial-fecha-agosto-em-045","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/previa-da-inflacao-oficial-fecha-agosto-em-045\/93663","title":{"rendered":"Pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial fecha agosto em 0,45%"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial<\/em><\/strong> medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor-15 (IPCA-15) desacelerou de julho para agosto, fechando a taxa do m\u00eas com varia\u00e7\u00e3o de 0,45%, resultado 0,9 ponto percentual inferior aos 0,54% da pr\u00e9via do m\u00eas de junho.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e indicam que, com o resultado de agosto, o IPCA-15 fechou o acumulado do ano (janeiro-agosto) com eleva\u00e7\u00e3o de 5,66%, bem abaixo dos 7,36% registrados em igual per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>J\u00e1 o acumulado dos \u00faltimos 12 meses (a taxa anualizada) ficou em 8,95%, resultado pr\u00f3ximo dos 8,93% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2015 a taxa havia sido 0,43%.<\/p>\n<p>Mesmo registrando desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e9via de julho, os pre\u00e7os dos alimentos continuaram sendo o principal respons\u00e1vel pela alta, com o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebida respondendo por 0,2 ponto percentual da taxa do m\u00eas, o equivalente a 0,44% do IPCA-15 do m\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00fameros da pesquisa<\/p>\n<p>Isoladamente, o grupo dos alimentos registrou alta de 0,78%, resultado mais baixo do que o do m\u00eas passado quando a varia\u00e7\u00e3o foi de 1,45%: menos 0,67 ponto percentual. Segundo o IBGE, os maiores resultados do grupo foram verificados nas regi\u00f5es metropolitanas de Belo Horizonte (1,31%), Rio de Janeiro (1,15%) e Fortaleza (1,10%), enquanto o mais baixo ficou com a regi\u00e3o metropolitana do Recife (0,32%).<\/p>\n<p>Feij\u00e3o<\/p>\n<p>Parte da retra\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos alimentos pode ser atribu\u00edda \u00e0 queda dos pre\u00e7os do feij\u00e3o. Principal vil\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses, o feij\u00e3o-carioca, tipo mais consumido no pa\u00eds e que chegou a aumentar no m\u00eas anterior 58,06%, desacelerou de forma acentuada, passando para 4,74% no resultado de agosto, embora os pre\u00e7os tenham continuado a subir.<\/p>\n<p>No grupo, no entanto, alguns produtos chegaram a ficar bem mais baratos de julho para agosto. Este \u00e9 o caso, por exemplo, da cebola, que fechou a pr\u00e9via de agosto com forte desacelera\u00e7\u00e3o: de -22,81%; da batata-inglesa (-18%); e de hortali\u00e7as (-9,01%), todos com defla\u00e7\u00e3o entre um per\u00edodo e outro.<\/p>\n<p>Grupos<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos alimentos, outros tr\u00eas grupos de produtos e servi\u00e7os apresentaram desacelera\u00e7\u00e3o na taxa de crescimento em rela\u00e7\u00e3o a: Vestu\u00e1rio (-0,13%), Habita\u00e7\u00e3o (-0,02%) e Transportes (0,10%).<\/p>\n<p>Nos demais grupos pesquisados, o IBGE destacou a alta de 0,9% no grupo Educa\u00e7\u00e3o, a maior varia\u00e7\u00e3o entre um per\u00edodo e outro, refletindo o resultado apurado na coleta de agosto, que captou a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares tiveram varia\u00e7\u00e3o de 0,97%, enquanto os cursos diversos (inform\u00e1tica, idioma, etc.) subiram 1,13%.<\/p>\n<p>Regi\u00f5es<\/p>\n<p>Entre as 11 regi\u00f5es pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram \u00edndices superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional de 0,45% e outras cinco fecharam com resultados menores. J\u00e1 a regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre fechou com mesmo 0,45% da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>A maior varia\u00e7\u00e3o ocorreu na na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, onde a alta chegou a 0,88%, pressionada pela eleva\u00e7\u00e3o de 69,97% nas di\u00e1rias dos hot\u00e9is, em decorr\u00eancia do maior fluxo tur\u00edstico causado pela Olimp\u00edada; mas tamb\u00e9m pela alta de 1,15 % nos pre\u00e7os dos alimentos, que ficaram bem acima da m\u00e9dia nacional de 0,78%.<\/p>\n<p>Com resultados acima da m\u00e9dia nacional aparecem, ainda, Salvador (0,75%), Belo Horizonte (0,6%), Fortaleza (0,52%) e Goi\u00e2nia (0,47%).<\/p>\n<p>J\u00e1 a menor alta foi verificada na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba, onde o \u00edndice ficou praticamente est\u00e1vel em 0,01%. Neste caso influenciado pela queda de 4,76% no item energia el\u00e9trica, que refletiu a redu\u00e7\u00e3o de 13,83% nas tarifas em vigor a partir de 24 de junho.<\/p>\n<p>Abaixo da m\u00e9dia de 0,45% aparecem ainda Bel\u00e9m (0,39%), S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia com 0,34% e Recife (0,15%).<\/p>\n<p>Com a mesma metodologia do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Ampliado (IPCA), que reflete a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, o IPCA-15 tem a mesma metodologia de coleta, abrangendo o mesmo universo da fam\u00edlias (com renda de 1 a 40 sal\u00e1rios), mas envolve menos regi\u00f5es e tem per\u00edodo de coleta compreendido entre a segunda metade do m\u00eas anterior e a primeira do m\u00eas de refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n25\/08\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor-15 (IPCA-15) desacelerou de julho para agosto, fechando a taxa do m\u00eas com varia\u00e7\u00e3o de 0,45%, resultado 0,9 ponto percentual inferior aos 0,54% da pr\u00e9via do m\u00eas de junho. 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