{"id":93464,"date":"2016-08-23T06:42:27","date_gmt":"2016-08-23T09:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=93464"},"modified":"2016-08-22T22:44:00","modified_gmt":"2016-08-23T01:44:00","slug":"inadimplencia-encarece-credito-apesar-de-manutencao-dos-juros-basicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/inadimplencia-encarece-credito-apesar-de-manutencao-dos-juros-basicos\/93464","title":{"rendered":"Inadimpl\u00eancia encarece cr\u00e9dito apesar de manuten\u00e7\u00e3o dos juros b\u00e1sicos"},"content":{"rendered":"<p> O congelamento dos <strong><em>juros b\u00e1sicos da economia<\/em><\/strong> n\u00e3o est\u00e1 chegando ao consumidor final. Enquanto a taxa Selic est\u00e1 em 14,25% ao ano desde julho do ano passado, os juros para os tomadores de cr\u00e9dito n\u00e3o pararam de subir no per\u00edodo. As taxas foram encarecidas pela inadimpl\u00eancia, que impulsionou o spread banc\u00e1rio \u2013 diferen\u00e7a entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos e as que cobram dos consumidores.<\/p>\n<p>Somente num intervalo de 12 meses, o spread m\u00e9dio subiu 9,2 pontos percentuais. Em junho, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central (BC), o spread atingiu 39,7% ao ano. Esse \u00e9 o n\u00edvel mais alto registrado desde que a autoridade monet\u00e1ria mudou a metodologia de apura\u00e7\u00e3o das taxas de juros do sistema de cr\u00e9dito, em 2011.<\/p>\n<p>Se for considerado apenas o cr\u00e9dito para as pessoas f\u00edsicas, a diferen\u00e7a entre os juros de capta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o correspondeu a 58,5% ao ano, alta de 13,4 pontos percentuais entre junho de 2015 e junho deste ano. Em rela\u00e7\u00e3o aos empr\u00e9stimos para as empresas, o spread atingiu 18,2% ao ano, alta de 3,2 pontos percentuais na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A conta inclui apenas as linhas de cr\u00e9dito operadas com juros livres, sem financiamentos com taxas subsidiadas como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) ou com recursos da poupan\u00e7a. A diferen\u00e7a pode ser observada quando se compara a evolu\u00e7\u00e3o das taxas usadas na capta\u00e7\u00e3o \u2013 quando as institui\u00e7\u00f5es financeiras pegam dinheiro emprestado dos correntistas e oferecem juros em aplica\u00e7\u00f5es como poupan\u00e7a e CDB \u2013 e os juros cobrados na concess\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Apesar de os bancos estarem gastando menos para captar recursos em rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio do ano, o consumidor ainda n\u00e3o sentiu a diferen\u00e7a. Depois de atingir o recorde de 15,2% ao ano em janeiro, a taxa m\u00e9dia de capta\u00e7\u00e3o para o cr\u00e9dito com recursos livres caiu para 9,9% ao ano em junho. Mesmo assim, as taxas finais m\u00e9dias para os consumidores n\u00e3o pararam de subir e totalizaram 52,2% ao ano em junho, tamb\u00e9m no maior n\u00edvel desde o in\u00edcio da nova s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central.<\/p>\n<p>Juros recordes<\/p>\n<p>Apenas nos 12 meses terminados em junho, os juros finais para os tomadores de empr\u00e9stimo e financiamento subiram 8,9 pontos percentuais, turbinados pelo aumento do spread banc\u00e1rio. De acordo com o professor de Finan\u00e7as da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) Fabio Gallo, a alta do spread \u00e9 explicada pelo aumento da inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA inadimpl\u00eancia \u00e9 o principal fator que justifica o spread banc\u00e1rio. Num momento de queda da renda e do emprego, a qualidade do cr\u00e9dito piora. Os bancos cobram de todos o que alguns clientes n\u00e3o pagam, o que resulta numa taxa m\u00e9dia maior para todos\u201d, explica Gallo. Em maio, a inadimpl\u00eancia, definida pelo BC como atrasos superiores a 90 dias no pagamento de parcelas, bateu o recorde de 5,8%, recuando levemente para 5,6% em junho.<\/p>\n<p>O especialista, no entanto, n\u00e3o descarta a possibilidade de que alguns bancos tenham aproveitado a movimenta\u00e7\u00e3o para ampliar o lucro. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que algumas institui\u00e7\u00f5es tenham embutido, nas taxas finais, a recomposi\u00e7\u00e3o de margens de lucro que ficaram comprimidas nos anos de juros baixos e de cr\u00e9dito farto\u201d, comenta Gallo.<\/p>\n<p>Para o professor da FGV, o spread dever\u00e1 cair nos pr\u00f3ximos meses caso a economia comece a se recuperar e o movimento de queda na inadimpl\u00eancia se consolide. \u201cH\u00e1 indicadores que mostram que a economia est\u00e1 come\u00e7ando a sair do fundo do po\u00e7o, como a produ\u00e7\u00e3o industrial e as vendas. Se a inadimpl\u00eancia continuar a cair, os bancos reduzir\u00e3o o spread e as taxas finais\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Brasil procurou a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) para saber os motivos da alta do spread banc\u00e1rio. Por meio da assessoria de imprensa, a entidade informou que n\u00e3o comenta temas da conjuntura econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Juliana Andrade<br \/>\n23\/08\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O congelamento dos juros b\u00e1sicos da economia n\u00e3o est\u00e1 chegando ao consumidor final. Enquanto a taxa Selic est\u00e1 em 14,25% ao ano desde julho do ano passado, os juros para os tomadores de cr\u00e9dito n\u00e3o pararam de subir no per\u00edodo. 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