{"id":91320,"date":"2016-07-27T06:39:51","date_gmt":"2016-07-27T09:39:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=91320"},"modified":"2016-07-26T20:40:44","modified_gmt":"2016-07-26T23:40:44","slug":"bc-queda-da-inflacao-esta-em-velocidade-aquem-da-pretendida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/bc-queda-da-inflacao-esta-em-velocidade-aquem-da-pretendida\/91320","title":{"rendered":"BC: queda da infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em velocidade aqu\u00e9m da pretendida"},"content":{"rendered":"<p>  O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central (BC), considera que houve progressos no combate \u00e0 <strong><em>infla\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, mas esse processo est\u00e1 em velocidade \u201caqu\u00e9m da almejada\u201d. A informa\u00e7\u00e3o consta das Notas da 200\u00aa reuni\u00e3o do Copom, realizada nos \u00faltimos dias 19 e 20. No documento divulgado, o comit\u00ea detalha os motivos que levaram o colegiado a manter a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano.<\/p>\n<p>No documento, o comit\u00ea diz que o cen\u00e1rio b\u00e1sico \u00e9 de desinfla\u00e7\u00e3o na economia brasileira nos pr\u00f3ximos anos. Para 2016, as proje\u00e7\u00f5es do BC e do mercado apontam infla\u00e7\u00e3o em torno de 6,75%. Para 2017, a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para o centro da meta de 4,5% \u00e9 uma expectativa do BC, mas no mercado a proje\u00e7\u00e3o de desinfla\u00e7\u00e3o \u201cocorre em velocidade aqu\u00e9m da perseguida pelo comit\u00ea\u201d. Essas proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o elaboradas com base em dois cen\u00e1rios: o de refer\u00eancia, do BC, feito levando em considera\u00e7\u00e3o a atual taxa Selic e c\u00e2mbio, e o de mercado, em que s\u00e3o consideradas proje\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es financeiras para a taxa b\u00e1sica e o c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Debate<\/p>\n<p>No debate entre os membros do Copom (diretores e presidente do BC), houve \u00eanfase sobre o aumento recente dos pre\u00e7os de alimentos e a discrep\u00e2ncia de aproximadamente 0,5 ponto percentual entre as expectativas de infla\u00e7\u00e3o apuradas na pesquisa Focus, feita junto a institui\u00e7\u00f5es financeiras todas as semanas, e as estimativas do comit\u00ea para 2016.<\/p>\n<p>Em horizonte mais longo, diz o documento, os membros do Copom debateram sobre os impactos no n\u00edvel de ociosidade na economia e da infla\u00e7\u00e3o ainda elevada. \u201cAlguns membros ponderaram que, diante da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica observada at\u00e9 aqui, esperava-se uma queda maior da infla\u00e7\u00e3o. Outros membros chamaram a aten\u00e7\u00e3o para a desinfla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os j\u00e1 observada. Alguns membros do comit\u00ea esperam que os efeitos desinflacion\u00e1rios do n\u00edvel de ociosidade na economia ainda possam vir a se manifestar de maneira mais intensa\u201d, observou.<\/p>\n<p>Taxa Selic<\/p>\n<p>O Copom concluiu o atual cen\u00e1rio indica n\u00e3o haver espa\u00e7o para flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para corte da Selic. O principal instrumento usado pelo BC para controlar a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a taxa b\u00e1sica de juros, utilizada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic).<\/p>\n<p>Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos pre\u00e7os, porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Quando o Copom reduz os juros b\u00e1sicos, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o. Quando mant\u00e9m a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcan\u00e7ar o objetivo de controlar a infla\u00e7\u00e3o. Desde julho de 2015, os juros b\u00e1sicos est\u00e3o em 14,25% ao ano, no maior n\u00edvel desde outubro de 2006.<\/p>\n<p>Cen\u00e1rio externo<\/p>\n<p>De acordo com o documento, alguns membros do Copom \u201cmostraram-se relativamente otimistas no curto prazo em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente para ativos de economias emergentes\u201d. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que os mercados financeiros reagiram positivamente aos est\u00edmulos adicionais de bancos centrais, ap\u00f3s a decis\u00e3o em referendo de sa\u00edda do Reino Unido da Uni\u00e3o Europeia. Entretanto, todos os membros do Copom avaliaram que h\u00e1 riscos de m\u00e9dio e longo prazo associados \u00e0 fragilidade da recupera\u00e7\u00e3o da economia global.<\/p>\n<p>Pre\u00e7os administrados<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do BC para o conjunto de pre\u00e7os administrados por contratos ou monitorados \u00e9 6,6%, em 2016, com redu\u00e7\u00e3o de 0,2 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o divulgada em junho deste ano. Para 2017, a estimativa \u00e9 5,3%, 0,3 ponto percentual acima da proje\u00e7\u00e3o do m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as<\/p>\n<p>Nessa primeira reuni\u00e3o do Copom, sob o comando do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldjafn, foram anunciadas mudan\u00e7as na divulga\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es do colegiado. No dia de an\u00fancio da decis\u00e3o do Copom, na \u00faltima quarta-feira, a nota passou a ser divulgada exclusivamente no site do BC, imediatamente ap\u00f3s o t\u00e9rmino da reuni\u00e3o, a partir das 18 horas. Anteriormente, al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o no site, o BC anunciava a decis\u00e3o para jornalistas.<\/p>\n<p>O BC tamb\u00e9m mudou o formato dessa nota e da ata da reuni\u00e3o, divulgada hoje. O objetivo \u00e9 deixar as informa\u00e7\u00f5es mais claras. Tamb\u00e9m foi alterado o dia de divulga\u00e7\u00e3o da ata, que era \u00e0s quintas-feiras da semana seguinte \u00e0 reuni\u00e3o. Agora o documento \u00e9 divulgado \u00e0s ter\u00e7as-feiras.<\/p>\n<p>Ao assumir o cargo, em junho, Goldfajn disse que um \u201celemento essencial\u201d na atua\u00e7\u00e3o do BC em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, e a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca comunica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua com a sociedade\u201d. O presidente do BC defendeu que a \u201ccomunica\u00e7\u00e3o precisa ser simples, direta e concisa de modo a transmitir da melhor forma a vis\u00e3o do Banco Central, inclusive, as incertezas quanto \u00e0 perspectiva e diferentes trajet\u00f3rias para a conjuntura econ\u00f4mica\u201d, disse. \u201cA comunica\u00e7\u00e3o do Banco Central precisa tamb\u00e9m deixar claras as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para as perspectivas apresentadas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n27\/07\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central (BC), considera que houve progressos no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, mas esse processo est\u00e1 em velocidade \u201caqu\u00e9m da almejada\u201d. A informa\u00e7\u00e3o consta das Notas da 200\u00aa reuni\u00e3o do Copom, realizada nos \u00faltimos dias 19 e 20. 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