{"id":90766,"date":"2016-07-20T10:24:00","date_gmt":"2016-07-20T13:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=90766"},"modified":"2016-07-19T21:26:03","modified_gmt":"2016-07-20T00:26:03","slug":"associacao-preve-superavit-comercial-de-us-469-bi-para-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/associacao-preve-superavit-comercial-de-us-469-bi-para-2016\/90766","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o prev\u00ea super\u00e1vit comercial de US$ 46,9 bi para 2016"},"content":{"rendered":"<p> A Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) divulgou <strong><em>proje\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit<\/em><\/strong> (exporta\u00e7\u00f5es maiores que importa\u00e7\u00f5es) de US$ 46,9 bilh\u00f5es para a balan\u00e7a comercial em 2016. Em 2015, a balan\u00e7a brasileira encerrou superavit\u00e1ria em US$ 19,6 bilh\u00f5es. O resultado foi o melhor desde 2011, quando foi registrado saldo positivo de US$ 29,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar da expectativa de amplia\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit, a AEB prev\u00ea que as exporta\u00e7\u00f5es rendam menos este ano do que em 2015. A previs\u00e3o \u00e9 que as vendas externas atinjam US$ 187,5 bilh\u00f5es, caindo 1,9% ante os US$ 191,1 do ano passado.<\/p>\n<p>Recorde<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es, no entanto, devem cair em ritmo mais intenso, compensando o recuo das exporta\u00e7\u00f5es. A estimativa da AEB \u00e9 que as compras do Brasil no exterior somem US$ 140,5 bilh\u00f5es, 18% menos que os US$ 171,4 bilh\u00f5es de 2015.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da AEB, 2016 ter\u00e1 um super\u00e1vit \u201cnegativo\u201d, a exemplo do que ocorreu em 2015. O saldo positivo da balan\u00e7a ser\u00e1 em raz\u00e3o n\u00e3o de um aumento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, mas de uma queda nas importa\u00e7\u00f5es causada pelo desaquecimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A entidade destacou que, caso se confirme, a previs\u00e3o de super\u00e1vit de US$ 46,9 bilh\u00f5es ser\u00e1 um recorde hist\u00f3rico, superando os US$ 46,4 bilh\u00f5es alcan\u00e7ados em 2006.<\/p>\n<p>Retra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para o presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, todos os setores produtivos devem ser afetados por essa desacelera\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Destacou, entretanto, que j\u00e1 se come\u00e7a a verificar uma leve recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em bens de capital, a redu\u00e7\u00e3o acentuada que se verificou nos cinco primeiros meses do ano j\u00e1 come\u00e7ou a amenizar. A AEB prev\u00ea queda de apenas 5,7% na importa\u00e7\u00e3o desse item em 2016. Na exporta\u00e7\u00e3o, a retra\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada em produtos b\u00e1sicos (-6,3%), em fun\u00e7\u00e3o da queda de pre\u00e7os, especialmente de min\u00e9rio de ferro e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Nos produtos manufaturados, a expectativa \u00e9 de alta de 0,2%, ajudada em grande parte pela exporta\u00e7\u00e3o do setor automobil\u00edstico para a Argentina.<\/p>\n<p>Segundo Castro, isso mostra que, \u201capesar da taxa de c\u00e2mbio ter sido favor\u00e1vel no segundo semestre de 2015 e no primeiro semestre de 2016, as exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o reagiram, mostrando que precisamos n\u00e3o apenas de taxa de c\u00e2mbio, mas, principalmente, de reformas estruturais nas \u00e1reas trabalhista, previdenci\u00e1ria e tribut\u00e1ria, al\u00e9m de investimentos em infraestrutura&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Reformas<\/p>\n<p>De acordo do com presidente da AEB, \u00e9 preciso reduzir o famoso custo Brasil. &#8220;O c\u00e2mbio n\u00e3o \u00e9 suficiente para compensar a redu\u00e7\u00e3o do custo Brasil.\u201d Jos\u00e9 Augusto de Catro explicou que devido a flutua\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio n\u00e3o se pode dizer como ele estar\u00e1 no futuro, porque \u201cele oscila muito, gera inseguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Conforme Castro, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de bens manufaturados em 2015 e projetadas para 2016 t\u00eam valor igual ao de 2006, \u201cdez anos atr\u00e1s. \u00c9 um cen\u00e1rio muito pesado para o Brasil. As reformas t\u00eam de ser feitas hoje. N\u00e3o adianta pensarmos que a taxa de c\u00e2mbio vai resolver, porque n\u00e3o resolve. Ajuda, mas n\u00e3o tem capacidade, sozinha, de resolver nosso problema atual.\u201d<\/p>\n<p>&#8220;O pa\u00eds continua dependente das commodities (produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado internacional. S\u00f3 que nas commodities, n\u00e3o temos controle sobre pre\u00e7os, muito menos sobre quantidade. Temos de torcer para que a China continue bem, porque isso significa que a demanda por commodities est\u00e1 bem. Se houver qualquer imprevisto com a China, vamos pagar a conta\u201d, concluiu o presidente da AEB.<\/p>\n<p> Mariana Branco &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nColaborou Alana Gandra<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Armando Cardoso<br \/>\n20\/07\/2016 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) divulgou proje\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit (exporta\u00e7\u00f5es maiores que importa\u00e7\u00f5es) de US$ 46,9 bilh\u00f5es para a balan\u00e7a comercial em 2016. Em 2015, a balan\u00e7a brasileira encerrou superavit\u00e1ria em US$ 19,6 bilh\u00f5es. O resultado foi o melhor desde 2011, quando foi registrado saldo positivo de US$ 29,7 bilh\u00f5es. 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