{"id":89592,"date":"2016-07-05T10:07:59","date_gmt":"2016-07-05T13:07:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=89592"},"modified":"2016-07-04T15:09:21","modified_gmt":"2016-07-04T18:09:21","slug":"estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar\/89592","title":{"rendered":"Estudo demonstra o papel positivo da atividade f\u00edsica na doen\u00e7a pulmonar"},"content":{"rendered":"<p> Jos\u00e9 Tadeu Arantes \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 <strong><em>Exerc\u00edcios f\u00edsicos<\/em><\/strong> aer\u00f3bicos diminuem a intensidade da inflama\u00e7\u00e3o na asma e a progress\u00e3o da les\u00e3o dos pulm\u00f5es na doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC). Esses dados \u2013 de grande relev\u00e2ncia para os portadores das referidas enfermidades, bem como para o sistema de sa\u00fade em geral \u2013 foram demonstrados, pela primeira vez, pelo projeto tem\u00e1tico \u201c\u201d, coordenado por Milton de Arruda Martins, professor titular de Cl\u00ednica M\u00e9dica Geral da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP) e diretor do Servi\u00e7o de Cl\u00ednica Geral do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP. O projeto contou com o apoio da FAPESP<\/p>\n<p>\u201cReunimos um grande n\u00famero de pesquisadores, o que possibilitou realizar tanto pesquisas de laborat\u00f3rio com modelos animais quanto pesquisas cl\u00ednicas com humanos. Foi, como costuma ser dito, um estudo da bancada para a beira do leito\u201d, disse Martins \u00e0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>A asma caracteriza-se por uma inflama\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios que pode resultar de v\u00e1rios fatores (gen\u00e9ticos, ambientais, psicol\u00f3gicos e outros). \u00c9 a doen\u00e7a cr\u00f4nica de maior preval\u00eancia na inf\u00e2ncia e uma das mais comuns na vida adulta. O asm\u00e1tico t\u00edpico \u00e9 aquele indiv\u00edduo que est\u00e1 bem e, de repente, ao entrar em contato com algum fator desencadeante (estresse, polui\u00e7\u00e3o, fuma\u00e7a de cigarro, material alerg\u00eanico, gripe etc.), entra em crise, apresentando sintomas como tosse, chiado no peito, falta de ar etc. Estes geralmente come\u00e7am a se manifestar na inf\u00e2ncia, mas podem ocorrer pela primeira vez na vida adulta.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica tamb\u00e9m envolve inflama\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m surge na vida adulta. E tem, como fator principal, o tabagismo ativo. Se o pulm\u00e3o de um portador de DPOC for investigado, ser\u00e1 constatado um misto de enfisema pulmonar (destrui\u00e7\u00e3o dos alv\u00e9olos e forma\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os a\u00e9reos maiores) e bronquite (inflama\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios). Esses dois componentes, ambos obstrutivos, provocam uma redu\u00e7\u00e3o do fluxo a\u00e9reo.<\/p>\n<p>H\u00e1, contudo, uma importante diferen\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o das duas doen\u00e7as. Na asma, a pessoa piora e melhora rapidamente. Na DPOC, a fun\u00e7\u00e3o pulmonar declina de modo progressivo e irrevers\u00edvel. Pode haver, tamb\u00e9m, uma sobreposi\u00e7\u00e3o das duas doen\u00e7as. \u00c0s vezes, o indiv\u00edduo \u00e9 asm\u00e1tico na inf\u00e2ncia, melhora na adolesc\u00eancia, passa a fumar e desenvolve DPOC.<\/p>\n<p>\u201cNosso projeto procurou enfocar a asma e a DPOC no mundo real. Isto \u00e9, considerando os efeitos do tabagismo, da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e da atividade f\u00edsica \u2013 tr\u00eas fatores ligados ao estilo de vida. Demonstramos que o exerc\u00edcio aer\u00f3bico atenua ou reverte a inflama\u00e7\u00e3o provocada pelo quadro asm\u00e1tico; desacelera a progress\u00e3o da DPOC, mesmo em tabagistas; e protege contra infec\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou o pesquisador.<\/p>\n<p>O projeto desdobrou-se em quatro estudos principais. O primeiro partiu de um dado que j\u00e1 havia sido registrado na literatura m\u00e9dica, segundo o qual o fumante que faz exerc\u00edcio evolui melhor do que o fumante sedent\u00e1rio, com uma pioria da condi\u00e7\u00e3o pulmonar mais lenta.<\/p>\n<p>\u201cNossa contribui\u00e7\u00e3o pioneira, neste caso, foi desenvolver um modelo animal com camundongos. Parte deles foi condicionada a fazer atividade f\u00edsica aer\u00f3bica em esteira, 50 minutos por dia, cinco dias por semana, durante dois meses. E parte foi levada a inalar fuma\u00e7a de cigarro, em uma c\u00e2mara especial. Selecionamos, ent\u00e3o, quatro grupos de animais, contemplando as quatro combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis: os que n\u00e3o fumavam nem faziam atividade f\u00edsica; os que fumavam e eram sedent\u00e1rios; os que fumavam e praticavam atividade f\u00edsica; e os que n\u00e3o fumavam e faziam atividade f\u00edsica\u201d, detalhou Martins.<\/p>\n<p>O estudo prolongou-se por seis meses, o que corresponde a um ter\u00e7o ou um quarto da vida dos camundongos, cuja dura\u00e7\u00e3o \u00e9 de um ano e meio a dois anos. Esse prazo foi escolhido por analogia com o tempo que uma pessoa precisa para desenvolver DPOC: cerca de 20 anos de tabagismo ativo em uma expectativa de vida de 70 a 80 anos.<\/p>\n<p>\u201cConstatamos que todos os animais expostos \u00e0 fuma\u00e7a do cigarro desenvolveram enfisema pulmonar evidente. Mas aqueles que, embora \u2018fumantes\u2019, fizeram atividade f\u00edsica tiveram uma atenua\u00e7\u00e3o muito importante no desenvolvimento do enfisema\u201d, informou o pesquisador.<\/p>\n<p>Investigando as causas do efeito protetor do exerc\u00edcio aer\u00f3bico em rela\u00e7\u00e3o ao enfisema, os estudiosos o relacionaram com o aumento da capacidade de o organismo reagir aos fatores oxidantes.<\/p>\n<p>O segundo estudo tamb\u00e9m foi uma experimenta\u00e7\u00e3o com modelos animais, enfocando asma e exerc\u00edcio. Em um formato bastante semelhante ao anterior, utilizou camundongos, parte dos quais teve asma induzida por aerossol de ovo-albumina e parte dos quais fez exerc\u00edcios. Igualmente neste caso, foram selecionados quatro grupos: com asma e sedent\u00e1rio; com asma e praticante de exerc\u00edcio; sem asma e sedent\u00e1rio; sem asma e praticante de exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>\u201cVerificamos que os camundongos treinados desenvolveram inflama\u00e7\u00e3o pulmonar menos intensa do que os n\u00e3o treinados. E que os animais que come\u00e7aram a treinar depois de induzida a asma tiveram revertidas muitas das altera\u00e7\u00f5es provocadas pelo quadro asm\u00e1tico. Portanto, existe um efeito tanto preventivo quanto retroativo do exerc\u00edcio\u201d, resumiu Martins.<\/p>\n<p>O terceiro estudo, liderado por , professor de Fisioterapia Respirat\u00f3ria na FMUSP e principal respons\u00e1vel pelos estudos cl\u00ednicos realizados pela equipe, procurou investigar o efeito protetor do exerc\u00edcio aer\u00f3bico contra a asma em humanos.<\/p>\n<p>Para participar desse estudo, foram sorteados volunt\u00e1rios portadores de asma classificada como \u201cmoderada a grave\u201d, mas cujos sintomas estavam controlados por meio de medica\u00e7\u00e3o com corticosteroides por via inalat\u00f3ria. Eram pessoas que n\u00e3o estavam em crise asm\u00e1tica, portanto.<\/p>\n<p>Sob supervis\u00e3o m\u00e9dica e acompanhamento de educadores f\u00edsicos e fisioterapeutas, um grupo fez treinamento aer\u00f3bico na esteira, com aumentos de carga e velocidade de acordo com avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas. E outro contingente, o grupo-controle, tamb\u00e9m compareceu ao hospital, mas fez exerc\u00edcios de alongamento e relaxamento, sem atividade aer\u00f3bica propriamente dita.<\/p>\n<p>\u201cComparando os dois grupos, verificamos que aquele que fez atividade aer\u00f3bica apresentou melhor qualidade de vida, com menos crises, e melhoria efetiva da inflama\u00e7\u00e3o pulmonar. Para avaliar a inflama\u00e7\u00e3o, utilizamos duas estrat\u00e9gias n\u00e3o invasivas: a medi\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de \u00f3xido n\u00edtrico no ar exalado e a medi\u00e7\u00e3o da quantidade de eosin\u00f3filos no escarro induzido. Os dois marcadores diminu\u00edram nos portadores de asma que passaram por treino aer\u00f3bico. E n\u00e3o diminu\u00edram nos que s\u00f3 fizeram exerc\u00edcios de alongamento\u201d, descreveu Martins.<\/p>\n<p>Melhor qualidade de vida<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, foi a primeira vez que se demonstrou que a atividade aer\u00f3bica n\u00e3o tem apenas a fun\u00e7\u00e3o de melhorar a qualidade de vida \u2013 o que j\u00e1 seria importante. Mas exerce tamb\u00e9m efeito de tratamento, fazendo diminuir a inflama\u00e7\u00e3o associada \u00e0 asma.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que esse tipo de teste s\u00f3 pode ser feito no asm\u00e1tico compensado por medicamento, porque aquele que est\u00e1 descompensado tem crises de asma durante o exerc\u00edcio. E acaba desenvolvendo uma rela\u00e7\u00e3o de amor e \u00f3dio com o exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Em uma segunda fase do mesmo estudo, foram analisados 43 volunt\u00e1rios que fizeram treinamento aer\u00f3bico por 12 semanas. Foi testada a hiper-responsividade pulmonar (isto \u00e9, o quanto o indiv\u00edduo responde \u00e0 inala\u00e7\u00e3o de bronquioconstritores), que \u00e9 uma das marcas caracter\u00edsticas da asma. E medidos mediadores inflamat\u00f3rios no sangue. Tanto a hiper-responsividade quanto os mediadores inflamat\u00f3rios diminu\u00edram com o condicionamento f\u00edsico. Ao mesmo tempo, a interleucina 10 (IL-10), que \u00e9 um agente anti-inflamat\u00f3rio, aumentou.<\/p>\n<p>\u201cOu seja, verificamos que o efeito n\u00e3o se d\u00e1 apenas no pulm\u00e3o. \u00c9 sist\u00eamico. E, em princ\u00edpio, pode ser alcan\u00e7ado por qualquer atividade aer\u00f3bica (caminhada, corrida, nata\u00e7\u00e3o, ciclismo etc.), desde que esta atinja o n\u00edvel considerado moderado. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Esportiva, o n\u00edvel moderado \u00e9 atingido quando o indiv\u00edduo passa a suar, experimenta uma eleva\u00e7\u00e3o do batimento card\u00edaco, mas ainda n\u00e3o fica ofegante, conseguindo conversar normalmente com outra pessoa\u201d, comentou Martins.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, embora duradouro, o efeito do exerc\u00edcio n\u00e3o \u00e9 permanente. Se a pessoa interromper o treinamento, voltar\u00e1 \u00e0 condi\u00e7\u00e3o anterior ap\u00f3s alguns meses. Por isso, a atividade f\u00edsica deve ser regular e aumentar progressivamente.<\/p>\n<p>O quarto estudo, finalmente, foi realizado em conjunto com pesquisadores do Instituto Butantan. O objetivo era saber se o condicionamento f\u00edsico protege ou n\u00e3o contra infec\u00e7\u00f5es. Neste caso, parte dos camundongos foi bem condicionada por um treinamento de quatro semanas e parte foi mantida sedent\u00e1ria. Depois, os animais receberam, por via intranasal, uma dose n\u00e3o letal de Streptococcus pneumoniae, a bact\u00e9ria mais frequentemente associada \u00e0 pneumonia.<\/p>\n<p>\u201cO experimento mostrou que a pneumonia foi muito menos intensa no grupo de animais condicionados \u2013 tanto pelas altera\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias verificadas quanto pelo n\u00famero de bact\u00e9rias isoladas nos pulm\u00f5es\u201d, concluiu o pesquisador.<\/p>\n<p>Trabalhos publicados em peri\u00f3dicos internacionais pela equipe do projeto:<\/p>\n<p>Silva RA, Vieira RP, Duarte AC, Lopes FD, Perini A, Mauad T, Martins MA, Carvalho CR. . European Respiratory Journal 35:994-1002, 2010.<\/p>\n<p>Mendes FA, Gon\u00e7alves RC, Nunes MP, Saraiva-Romanholo BM, Cukier A, Stelmach R, Jacob-Filho W, Martins MA, Carvalho CR. . Chest138:331-337, 2010.<\/p>\n<p>Mendes FA, Almeida FM, Cukier A, Stelmach R, Jacob-Filho W, Martins MA, Carvalho CR. . Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise 43:197-203, 2011.<\/p>\n<p>Toledo AC, Magalhaes RM, Hizume DC, Vieira RP, Biselli PJC, Moriya HT, Mauad T, Lopes FDTQS, Martins MA. . European Respiratory Journal 39:254-264, 2012.<\/p>\n<p>Silva AC, Vieira RP, Nisiyama M, Santos AB, Perini A, Mauad T, Dolhnikoff M, Martins MA, Carvalho CR. . International Journal of Sports Medicine 33:402-409, 2012.<\/p>\n<p>Olivo CR, Vieira RP, Arantes-Costa FM, Perini A, Martins MA, Carvalho CRF. . Respiratory Physiology &amp; Neurobiology 182:81-87, 2012.<\/p>\n<p>Olivo CR, Miyaji EN, Oliveira ML, Almeida FM, Louren\u00e7o JD, Abreu RM, Arantes PM, Lopes FD, Martins MA. . Journal of Applied Physiology117:998-1007, 2014.<\/p>\n<p>Silva RA, Almeida FM, Olivo CR, Saraiva-Romanholo BM, Martins MA, Carvalho CR. . Scandinavian Journal of Medicine and Science of Sports 25:e258-266, 2015.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a-Pinto A, Mendes FAR, Carvalho-Pinto RM, Agondi RC, Cukier A, Stelmach R, Saraiva-Romanholo BM, Kalil J, Martins MA, Giavina-Bianchi P, Carvalho CRF. . Thorax 70:732-729, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Tadeu Arantes \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Exerc\u00edcios f\u00edsicos aer\u00f3bicos diminuem a intensidade da inflama\u00e7\u00e3o na asma e a progress\u00e3o da les\u00e3o dos pulm\u00f5es na doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC). Esses dados \u2013 de grande relev\u00e2ncia para os portadores das referidas enfermidades, bem como para o sistema de sa\u00fade em geral \u2013 foram demonstrados, pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21774,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-89592","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-saude-e-vida","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/corpo-em-forma-verao.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89592\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}