{"id":89485,"date":"2016-07-04T10:06:59","date_gmt":"2016-07-04T13:06:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=89485"},"modified":"2016-07-01T22:07:57","modified_gmt":"2016-07-02T01:07:57","slug":"producao-industrial-tem-queda-de-98-de-janeiro-a-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/producao-industrial-tem-queda-de-98-de-janeiro-a-maio\/89485","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial tem queda de 9,8% de janeiro a maio"},"content":{"rendered":"<p> Depois de dois meses consecutivos de crescimento (1,4% em mar\u00e7o e 0,2% em abril), a <strong><em>produ\u00e7\u00e3o industrial<\/em><\/strong> brasileira fechou o m\u00eas de maio com expans\u00e3o zero (0%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas imediatamente anterior, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais). Com o resultado de maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial acumulada nos cinco primeiros meses do ano continuou negativa, fechando o per\u00edodo janeiro-maio com queda de 9,8%.<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Industrial Mensal \u2013 Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE. Na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, confronto com igual m\u00eas do ano anterior, o total da ind\u00fastria encerrou maio deste ano em queda de 7,8%, a 27\u00aa  taxa negativa consecutiva nesse tipo de compara\u00e7\u00e3o e mais elevada do que a retra\u00e7\u00e3o de 6,9% verificada em abril \u00faltimo, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa anualizada, indicador acumulado nos \u00faltimos 12 meses, fechou maio deste ano com a queda de 9,5% e praticamente repetiu o recuo de 9,6% registrado em mar\u00e7o e abril, quando mostrou a perda mais intensa desde os 10,3% de outubro de 2009.<\/p>\n<p>Setores pesquisados<\/p>\n<p>Apesar do crescimento nulo na produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira de abril para maio deste ano, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais, houve expans\u00e3o no parque fabril do pa\u00eds, entre um per\u00edodo e outro, em 12 dos 24 ramos analisados, com destaque para o avan\u00e7o de 4,8% registrado por ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, outras contribui\u00e7\u00f5es positivas sobre o total da ind\u00fastria vieram de perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal (3,6%), de ind\u00fastrias extrativas (1,4%) e de metalurgia (3,4%).<\/p>\n<p>A pesquisa destacou, ainda, os resultados positivos assinalados por outros equipamentos de transporte (9,5%), bebidas (2,2%), celulose, papel e produtos de papel (2%), equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (4,3%) e produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (2%).<\/p>\n<p>Em contrapartida, entre os ramos que fecharam maio em queda em rela\u00e7\u00e3o a abril, o IBGE destacou produtos aliment\u00edcios (-7%), e de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (-8,2%).<\/p>\n<p>Categorias econ\u00f4micas<\/p>\n<p>Entre as cinco grandes categorias econ\u00f4micas, o IBGE constatou, entre abril e maio, crescimento em duas, queda em outras duas e resultado nulo (0%) em outra. Os dados indicam que o principal destaque entre as categorias com resultados positivos veio de bens de consumo dur\u00e1veis (avan\u00e7o de 5,6% em rela\u00e7\u00e3o a abril, interrompendo quatro meses consecutivos de queda na produ\u00e7\u00e3o, per\u00edodo em que acumulou retra\u00e7\u00e3o de 13%). Tamb\u00e9m com expans\u00e3o na s\u00e9rie dessazonalizada, o item bens de capital fechou positivo em 1,5%.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as duas grandes categorias que fecharam negativamente, a maior queda deu-se em setores produtores de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis, com retra\u00e7\u00e3o de 1,4%, entre abril e maio, e em bens intermedi\u00e1rios (-0,7%). No primeiro caso, foi a segunda retra\u00e7\u00e3o consecutiva na produ\u00e7\u00e3o; e no segundo, o segmento de bens intermedi\u00e1rios voltou a recuar ap\u00f3s crescer 0,5% em abril.<\/p>\n<p>Queda acumulada<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Industrial Mensal \u2013 Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil indicam que a queda acumulada de 9,8% nos primeiros cinco meses de 2016, frente a igual per\u00edodo de 2015, tem perfil disseminado, com redu\u00e7\u00e3o em quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 75,4% dos 805 produtos pesquisados apontaram redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maior queda foi verificada na atividade de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias: 24,2%. Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas relevantes sobre o total nacional vieram de m\u00e1quinas e equipamentos (-18,3%), de metalurgia (-13,4%), de equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos (-29,8%), de produtos de metal (-15,6%), de produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (-12,8%) e de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis (-4,2%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as das 26 atividades que ampliaram a produ\u00e7\u00e3o nos cinco primeiros meses de 2016, a principal influ\u00eancia foi observada em produtos aliment\u00edcios (2,7%). Os demais resultados positivos foram registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (3,1%) e de produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (2,4%).<\/p>\n<p>Nas grandes categorias econ\u00f4micas, a maior queda ocorreu no setor de bens de consumo dur\u00e1veis, com retra\u00e7\u00e3o de 24,7%, seguido de bens de capital, com menos 23%. No caso de bens de consumo dur\u00e1veis, a maior press\u00e3o veio da redu\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis (-24,4%) e de eletrodom\u00e9sticos (-27,7%).<\/p>\n<p>Tr\u00eas meses sem queda<\/p>\n<p>Pela primeira vez desde 2012, a produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira encerra tr\u00eas meses consecutivos sem queda. Em 2012, a produ\u00e7\u00e3o teve cinco meses consecutivos de expans\u00e3o \u2013 de abril a agosto.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do gerente de coordena\u00e7\u00e3o de ind\u00fastria do IBGE, Andr\u00e9 Macedo, o cen\u00e1rio dos \u00faltimos meses se apresenta melhor do que o de 2015 , embora o setor ainda n\u00e3o sinalize uma \u201crevers\u00e3o de tend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Para ele, \u201cessa sequ\u00eancia positiva e esse per\u00edodo de maior intensidade para a produ\u00e7\u00e3o industrial n\u00e3o revertem quedas passadas. Mas, embora o resultado seja ainda negativo na taxa acumulada ao longo do ano, o cen\u00e1rio de queda \u00e9 mais intenso e o aprofundamento da trajet\u00f3ria descendente da produ\u00e7\u00e3o industrial parece ter ficado para tr\u00e1s. S\u00e3o tr\u00eas meses sem resultados negativos, um cen\u00e1rio diferente do que se viu no ano passado\u201d, disse.<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n04\/07\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de dois meses consecutivos de crescimento (1,4% em mar\u00e7o e 0,2% em abril), a produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira fechou o m\u00eas de maio com expans\u00e3o zero (0%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas imediatamente anterior, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais). 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