{"id":88862,"date":"2016-06-24T10:35:02","date_gmt":"2016-06-24T13:35:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=88862"},"modified":"2016-06-23T20:01:42","modified_gmt":"2016-06-23T23:01:42","slug":"ibge-producao-e-distribuicao-de-energia-se-concentram-no-sul-e-sudeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/ibge-producao-e-distribuicao-de-energia-se-concentram-no-sul-e-sudeste\/88862","title":{"rendered":"IBGE: produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia se concentram no Sul e Sudeste"},"content":{"rendered":"<p> Superar as desigualdades e atender a demanda energ\u00e9tica em um pa\u00eds continental como o Brasil s\u00e3o os principais desafios a serem superados no sistema de distribui\u00e7\u00e3o, conclui o estudo <strong><em>Log\u00edstica de Energia<\/em><\/strong> 2015 &#8211; Redes e Fluxos do Territ\u00f3rio, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou.<\/p>\n<p>O documento sinaliza concentra\u00e7\u00e3o excessiva da produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e log\u00edstica energ\u00e9tica nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste do pa\u00eds. No Sudeste, por exemplo, o Rio de Janeiro responde por quase 70% de toda a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo (68,4%) e por 34,8% da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural; o Esp\u00edrito Santo \u00e9 respons\u00e1vel por 16,3% da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e S\u00e3o Paulo, (7,2%).<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, 62,8% se concentram no Rio de Janeiro (34,8%), Esp\u00edrito Santo (14,9%) e S\u00e3o Paulo (13,1%). Das 17 refinarias que integram o Parque Nacional de Refino, cinco delas ficam no Sudeste: S\u00e3o Paulo (5) e Rio de Janeiro (2). O Rio Grande do Sul tem duas refinarias.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o indica que 39% da capacidade de refino no Brasil est\u00e3o no interior de S\u00e3o Paulo, 10,9% no Rio de Janeiro e 9,3% no Rio Grande do Sul. Assim, as regi\u00f5es Sul e Sudeste re\u00fanem 59,2% da capacidade de refino no Brasil.<\/p>\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/p>\n<p>O estudo do IBGE tem como meta apresentar e analisar os padr\u00f5es espaciais (distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica) da log\u00edstica da energia no Brasil, desde a produ\u00e7\u00e3o, passando pela distribui\u00e7\u00e3o, at\u00e9 chegar ao consumo de todas as formas de energia produzidas: petr\u00f3leo, g\u00e1s natural, biocombust\u00edveis e energia el\u00e9trica \u2013 a\u00ed compreendidos fontes hidroel\u00e9tricas, termoel\u00e9tricas, e\u00f3lica e fotovoltaica.<\/p>\n<p>Como agravante \u00e0s dificuldades decorrentes da diversidade da grandeza geogr\u00e1fica do territ\u00f3rio brasileiro, figuram a quest\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o desigual das atividades econ\u00f4micas, com suas respectivas demandas energ\u00e9ticas, e a necessidade de disponibilizar esses recursos em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, Marcelo Paiva da Motta, um dos respons\u00e1veis pelo planejamento e coordenador da pesquisa, disse que o estudo procurou enfatizar o lado territorial, o padr\u00e3o espacial (distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica) das infraestruturas de produ\u00e7\u00e3o existentes e tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o dos insumos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cEm termos gerais, a gente repara que a distribui\u00e7\u00e3o espacial dessas estruturas de produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o dos insumos energ\u00e9ticos s\u00e3o determinadas, em primeiro lugar, pelas condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de sua produ\u00e7\u00e3o e dos determinantes naturais. As jazidas t\u00eam uma ocorr\u00eancia natural e puxam a estrutura de distribui\u00e7\u00e3o para perto delas, da mesma forma que a gera\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica vai seguir a localiza\u00e7\u00e3o das bacias hidrogr\u00e1ficas, que t\u00eam o potencial de transformar aquela energia hidr\u00e1ulica em energia el\u00e9trica.\u201d<\/p>\n<p>Pr\u00e9-sal<\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE mostra, tamb\u00e9m, o crescimento da participa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo (que chegou a 21,9% em 2014); a lideran\u00e7a absoluta do Rio de Janeiro como produtor de petr\u00f3leo (68,4% da produ\u00e7\u00e3o) e g\u00e1s natural (34,8%); mas sinaliza, tamb\u00e9m, a depend\u00eancia externa do pa\u00eds no consumo de derivados de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Com base em dados da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), por exemplo, o estudo comprova que o pa\u00eds importou, em 2014, 47,6 mil metros c\u00fabicos por dia (m\u00b3\/dia), o equivalente a 299,8 mil barris\/dia de derivados de petr\u00f3leo, principalmente \u00f3leo diesel, gasolina e nafta; e outros 17,4 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m\u00b3) de g\u00e1s natural no mesmo ano.<\/p>\n<p>A pesquisa indica, ainda, que 92,5% do volume de produ\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo no Brasil ocorrem em ambiente marinho e apenas 7,5% no continente. Em termos absolutos, no entanto, 841 po\u00e7os produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural situam-se no mar e 8.263 ficam no continente.<\/p>\n<p>\u201cO estudo ratificou a condi\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro como o maior produtor de petr\u00f3leo no Brasil, chegando a responder na \u00e9poca [da pesquisa] por quase 70% de toda a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Este percentual equivale a mais de quatro vezes a produ\u00e7\u00e3o do segundo colocado, o Esp\u00edrito Santo, com 16,3%. Todos os outros estados produtores somados chegam a 8,1% do total da produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>G\u00e1s natural<\/p>\n<p>O IBGE constatou que a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural \u00e9 um pouco menos concentrada no mar do que a do petr\u00f3leo. Segundo o estudo, s\u00e3o 73,3% de origem mar\u00edtima, contra 26,7% da produ\u00e7\u00e3o terrestre, sendo que, no pr\u00e9-sal, j\u00e1 representa 19,6% do total extra\u00eddo no pa\u00eds (31,9 bilh\u00f5es de m3, em 2014).<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (34,8%) representa mais que o dobro da produ\u00e7\u00e3o do segundo colocado, o Esp\u00edrito Santo, que extrai 14,9%. Amazonas (14,7%) e de S\u00e3o Paulo (13,1%) tamb\u00e9m det\u00eam produ\u00e7\u00f5es significativas.<\/p>\n<p>Geralmente associado \u00e0s reservas de petr\u00f3leo &#8211; os campos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo s\u00e3o basicamente os mesmos que produzem o g\u00e1s -, a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do volume produzido de g\u00e1s natural tem algumas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s maiores \u00e1reas produtoras de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Predom\u00ednio mar\u00edtimo<\/p>\n<p>Do mesmo modo que ocorre com a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, a maior parte do volume produzido de g\u00e1s natural tem predom\u00ednio de origem mar\u00edtima (73,3%), contra 26,7% de origem terrestre.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural no pr\u00e9-sal representava, em 2014, apenas 19,6% do total extra\u00eddo no Brasil, propor\u00e7\u00e3o levemente menor que a do volume de petr\u00f3leo extra\u00eddo dessa camada (21,9%). Neste caso, al\u00e9m da incipi\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o, deve-se considerar o fato de haver maior produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural em \u00e1reas continentais em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo, al\u00e9m de todas as \u00e1reas terrestres se situarem fora do pol\u00edgono do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro \u00e9 tamb\u00e9m o maior produtor de g\u00e1s natural do pa\u00eds, totalizando 34,8% do volume nacional. A produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural do estado representa mais que o dobro dos n\u00fameros do Esp\u00edrito Santo, o segundo em extra\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>Por ter o seu escoamento muito mais dependente do transporte dutovi\u00e1rio, do que o de petr\u00f3leo e seus derivados, a malha de gasodutos do pa\u00eds \u00e9 bastante extensa, e h\u00e1 alguns deles que percorrem centenas de quil\u00f4metros mar adentro para alcan\u00e7ar determinadas plataformas e campos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o \u00e9 autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural, necessitando de um volume significativo de importa\u00e7\u00f5es para suprir a demanda interna. Em 2014, o volume importado foi pouco mais de 17 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos.<\/p>\n<p>Dois tipos de infraestrutura cumprem papel fundamental nessa importa\u00e7\u00e3o: o gasoduto Brasil-Bol\u00edvia, que transporta o produto do pa\u00eds vizinho para ser comercializado no Brasil, percorrendo quase a totalidade de Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo; e as unidades de regaseifica\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Refinarias<\/p>\n<p>A l\u00f3gica da concentra\u00e7\u00e3o e da desigualdade do sistema energ\u00e9tico brasileiro pode ser avaliada quando se analisa o Parque de Refino. Das 17 refinarias existentes, cinco ficam em S\u00e3o Paulo, que responde por 39% da capacidade de processamento de petr\u00f3leo do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuem duas refinarias cada um, respectivamente 16,1%, 10,9% e 9,3% de capacidade de refino. Enquanto o Centro-Oeste n\u00e3o tem nenhuma unidade de refino, o Norte conta com a unidade de Manaus.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fato que a maioria delas encontra-se mais perto da costa. E que h\u00e1 uma certa proximidade entre as principais \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e as refinarias. Portanto, apenas 10 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o abrigam refinarias\u201d.<\/p>\n<p>Embora o Estado de S\u00e3o Paulo seja o maior produtor nacional de derivados de petr\u00f3leo, nenhuma refinaria se localiza na capital paulista &#8211; a com maior capacidade de refino no pa\u00eds \u00e9 a Refinaria de Paul\u00ednia &#8211; situada no munic\u00edpio de mesmo nome, totalizando 433 997,7 barris\/dia.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n24\/06\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Superar as desigualdades e atender a demanda energ\u00e9tica em um pa\u00eds continental como o Brasil s\u00e3o os principais desafios a serem superados no sistema de distribui\u00e7\u00e3o, conclui o estudo Log\u00edstica de Energia 2015 &#8211; Redes e Fluxos do Territ\u00f3rio, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou. 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