{"id":87652,"date":"2016-06-07T10:05:38","date_gmt":"2016-06-07T13:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=87652"},"modified":"2016-06-06T18:07:30","modified_gmt":"2016-06-06T21:07:30","slug":"universidades-paulistas-lideram-pesquisa-em-cosmeticos-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/universidades-paulistas-lideram-pesquisa-em-cosmeticos-no-mundo\/87652","title":{"rendered":"Universidades paulistas lideram pesquisa em cosm\u00e9ticos no mundo"},"content":{"rendered":"<p> Elton Alisson\u00a0 | \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 As Universidades de S\u00e3o Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) est\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas mais produtivas na <strong><em>pesquisa em cosm\u00e9ticos<\/em><\/strong> no mundo ocupando, respectivamente, a 1\u00aa e a 8\u00aa coloca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As constata\u00e7\u00f5es s\u00e3o do estudo \u201cState of Innovation 2016\u201d, realizado pela \u00e1rea de neg\u00f3cios de propriedade intelectual e ci\u00eancia da Thomson Reuters.<\/p>\n<p>O estudo apontou que a USP publicou 177 artigos cient\u00edficos indexados na Web of Science relacionados a cosm\u00e9ticos no per\u00edodo entre 2005 e 2015, \u00e0 frente da Food and Drug Administration (FDA) \u2013 a ag\u00eancia regulat\u00f3ria de alimentos e f\u00e1rmacos dos Estados Unidos \u2013, com 108 publica\u00e7\u00f5es; da empresa norte-americana de bens de consumo Procter &amp; Gamble (P&amp;G), com 103 artigos; e da Harvard University, com 83 publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Unicamp publicou 78 trabalhos cient\u00edficos no mesmo per\u00edodo e superou a University of California Los Angeles (70) e a University of California San Francisco (68).<\/p>\n<p>\u201cO Brasil, historicamente, sempre teve uma participa\u00e7\u00e3o importante no setor de cosm\u00e9ticos globalmente [o pa\u00eds \u00e9 o terceiro maior mercado consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosm\u00e9ticos do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos e da China]. Isso acaba se refletindo nas pesquisas realizadas na \u00e1rea no pa\u00eds\u201d, disse Ricardo Horiuchi, especialista em inova\u00e7\u00e3o, propriedade intelectual e ci\u00eancia da Thomson Reuters, \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>H\u00e1 dez anos o Brasil n\u00e3o figurava nem entre os dez pa\u00edses com maior participa\u00e7\u00e3o em congressos cient\u00edficos internacionais de cosmetologia \u2013 a \u00e1rea da ci\u00eancia farmac\u00eautica dedicada \u00e0 pesquisa e desenvolvimento de produtos cosm\u00e9ticos \u2013, relembra Patricia Maia Campos, professora da Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto (FCFRP) da USP.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio, contudo, come\u00e7ou a mudar com a institui\u00e7\u00e3o de centros de pesquisa na \u00e1rea no pa\u00eds, como o N\u00facleo de Estudos Avan\u00e7ados em Tecnologia de Cosm\u00e9ticos (Neatec) da FCFRP, fundado em 1998 e do qual Campos \u00e9 coordenadora, que come\u00e7aram a interagir mais com empresas do setor, apontou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Por meio de parcerias com ind\u00fastrias de cosm\u00e9ticos e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa internacionais na \u00e1rea, os pesquisadores da institui\u00e7\u00e3o t\u00eam realizado uma s\u00e9rie de projetos de pesquisa e desenvolvimento de formula\u00e7\u00f5es cosm\u00e9ticas inovadoras, estudos de caracteriza\u00e7\u00e3o de pele e de cabelos e de efic\u00e1cia cl\u00ednica de formula\u00e7\u00f5es, entre outras linhas de pesquisa.<\/p>\n<p>As parcerias resultaram na publica\u00e7\u00e3o de 67 artigos em revistas indexadas por pesquisadores do Neatec nos \u00faltimos 10 anos e na obten\u00e7\u00e3o de cinco patentes, das quais tr\u00eas est\u00e3o depositadas no Brasil, uma registrada e em licenciamento e outra depositada no exterior.<\/p>\n<p>\u201cAs parcerias com as empresas estimulam a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas aplicadas que podem resultar em inova\u00e7\u00f5es\u201d, avaliou Campos.<\/p>\n<p>Uma das inova\u00e7\u00f5es desenvolvidas por pesquisadores do Neatec em parceria com a fabricante brasileira de produtos veterin\u00e1rios Ourofino, foi um produto \u00e0 base de uma microalga (a spirulina), obtida pela empresa por meio de processos biotecnol\u00f3gicos, que consegue manter a hidrata\u00e7\u00e3o e controlar a oleosidade da pele ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o resultou em uma patente depositada pela Ourofino nos Estados Unidos e na Europa.<\/p>\n<p>Por meio de um  que realiza atualmente com apoio da FAPESP, Campos pretende desenvolver um produto fotoprotetor \u00e0 base da microalga.<\/p>\n<p>\u201cIsso seria uma nova aplica\u00e7\u00e3o para a spirulina e poderia resultar em outra patente\u201d, indicou.<\/p>\n<p>J\u00e1 por meio de um  anterior, tamb\u00e9m realizado com apoio da FAPESP, a pesquisadora e colaboradores desenvolveram um filtro solar \u00e0 base de ginkgo biloba e algas marinhas vermelhas que, al\u00e9m de proteger contra os efeitos nocivos da radia\u00e7\u00e3o ultravioleta, melhora a textura e elasticidade da pele, estimula a renova\u00e7\u00e3o celular, hidrata e diminui as rugas (leia mais em ).<\/p>\n<p>O produto tamb\u00e9m rendeu uma patente e despertou a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Centre de Recherches et d\u2019Investigations \u00c9pidermiques et Sensorielles da empresa francesa Chanel, com quem acabaram firmando uma parceria.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, al\u00e9m da Chanel e da Ourofino, tamb\u00e9m temos parcerias com a L\u2019Or\u00e9al e outras empresas francesas, al\u00e9m da Nikkol, do Jap\u00e3o, a Galena, no Brasil, e com universidades da Fran\u00e7a, Alemanha e Portugal\u201d, elencou Campos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Unicamp tamb\u00e9m possui parcerias com a L\u2019Or\u00e9al e a Natura e tem aumentado o n\u00famero de licenciamentos de tecnologias oriundas de projetos realizados na universidade com aplica\u00e7\u00f5es em cosm\u00e9ticos e diversas outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>A fim de dar maior visibilidade a essas tecnologias que est\u00e3o protegidas por meio de patente ou registro em um sistema computacional, a ag\u00eancia de inova\u00e7\u00e3o da universidade \u2013 a Inova Unicamp \u2013 criou um reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es em sua p\u00e1gina na internet com informa\u00e7\u00f5es sobre cada uma das tecnologias, listadas por categoria.<\/p>\n<p>Em cosm\u00e9ticos, por exemplo, a institui\u00e7\u00e3o possui um portf\u00f3lio de 29 tecnologias. Entre elas uma part\u00edcula em escala nanom\u00e9trica (equivalente \u00e0 bilion\u00e9sima parte do metro), que possui \u00f3leo de buriti e ceramidas em sua composi\u00e7\u00e3o e promete aumentar a efic\u00e1cia contra a queda de cabelos.<\/p>\n<p>\u201cCom a disponibiliza\u00e7\u00e3o do nosso portf\u00f3lio de patentes na internet, conseguimos registrar um recorde de 15 licenciamentos em 2015\u201d, disse Milton Mori, diretor executivo da Inova Unicamp.<\/p>\n<p>Inova\u00e7\u00e3o aberta<\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica de \u201cinova\u00e7\u00e3o aberta\u201d j\u00e1 adotada pela Unicamp e a USP, em que corpora\u00e7\u00f5es, universidades, \u00f3rg\u00e3os governamentais e institutos de pesquisa firmam parcerias a fim de lan\u00e7ar novos produtos e tecnologias no mercado, tem se tornado cada vez mais comum e impulsionado a inova\u00e7\u00e3o no mundo, aponta o estudo da Thomson Reuters.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de cosm\u00e9ticos, por exemplo, a P&amp;G, a USP, o FDA e a Harvard University, por exemplo, firmaram um acordo para melhorar o processo de produ\u00e7\u00e3o de produtos cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Ford, a University of Michigan e o Politecnico di Torino, na It\u00e1lia, se uniram para desenvolver tecnologias na \u00e1rea automotiva, destaca o estudo.<\/p>\n<p>\u201cObservamos que h\u00e1 um n\u00famero crescente de patentes em cotitularidade [nas quais uma empresa divide a titularidade com uma universidade ou institui\u00e7\u00e3o de pesquisa], o que demonstra uma maior aproxima\u00e7\u00e3o entre esses dois mundos que antes eram muito distantes\u201d, afirmou Horiuchi. \u201cAl\u00e9m disso, tamb\u00e9m estamos identificando muitos artigos em que pesquisadores de empresas e de universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa dividem a autoria\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O estudo apontou que o volume total de patentes em todo o mundo cresceu 13,7% em 2015. J\u00e1 o volume total de novas pesquisas cient\u00edficas em 12 \u00e1reas analisadas \u2013 aeroespacial e defesa; automotiva; biotecnologia; cosm\u00e9ticos e bem-estar; alimentos, bebidas e tabaco; eletrodom\u00e9sticos; tecnologia da informa\u00e7\u00e3o; equipamentos m\u00e9dicos; \u00f3leo e g\u00e1s; farmac\u00eauticos; semicondutores e telecomunica\u00e7\u00f5es. \u2013 apresentou uma queda de 19% no ano passado e de 27% desde 2009.<\/p>\n<p>O aumento do n\u00famero de patentes em 2015 foi impulsionado pelos setores aeroespacial e de defesa (15%), dispositivos m\u00e9dicos (27%) e eletrodom\u00e9sticos (21%).<\/p>\n<p>O setor de biotecnologia foi o \u00fanico que registrou uma desacelera\u00e7\u00e3o no n\u00famero de patentes, com uma retra\u00e7\u00e3o de 2% em 2015, apontou o estudo.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sugere uma potencial desacelera\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o no futuro porque tipicamente precedem descobertas que podem resultar em novas tecnologias e inova\u00e7\u00f5es, aponta o estudo.<\/p>\n<p>\u201cAs patentes costumam ser oriundas de pesquisa b\u00e1sica, geralmente realizada em universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, que vai sendo aprimorada at\u00e9 chegar a um ponto mais maduro em que uma empresa come\u00e7a a se interessar e a desenvolver tecnologias a partir de seus resultados\u201d, avaliou Horiuchi.<\/p>\n<p>\u201cSe o n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es de resultados de pesquisas b\u00e1sicas realizadas na universidade come\u00e7ar a cair, isso pode impactar na gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o no futuro\u201d, apontou o especialista.<\/p>\n<p>Em sua s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o, o estudo anual baseia-se em dados globais de propriedade intelectual, tais como dep\u00f3sito de patentes e publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em todo o mundo como indicadores de inova\u00e7\u00e3o em 12 \u00e1reas tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Os dados do estudo foram compilados usando as plataformas  \u2013 um banco de dados mundial de patentes \u2013 e a  \u2013 conjunto de bases de dados de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u2013, administradas pela Thomson Reuters.<\/p>\n<p>O estudo \u201cThe State of Innovation 2016\u201d, da Thomson Reuters, pode ser lido em .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson\u00a0 | \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 As Universidades de S\u00e3o Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) est\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas mais produtivas na pesquisa em cosm\u00e9ticos no mundo ocupando, respectivamente, a 1\u00aa e a 8\u00aa coloca\u00e7\u00f5es. 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