{"id":85842,"date":"2016-05-09T10:25:50","date_gmt":"2016-05-09T13:25:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=85842"},"modified":"2016-05-06T20:28:24","modified_gmt":"2016-05-06T23:28:24","slug":"inflacao-volta-a-subir-e-vai-a-061-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/inflacao-volta-a-subir-e-vai-a-061-em-abril\/85842","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o volta a subir e vai a 0,61% em abril"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>infla\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir em abril, ao fechar o m\u00eas com alta de 0,61% (menor resultado para os meses de abril desde 2013), resultado 0,18 ponto percentual superior ao de mar\u00e7o que foi de 0,43%.<\/p>\n<p>Com o resultado de abril, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o IPCA passou a acumular, nos primeiros quatro meses do ano (janeiro\/abril), alta de 3,25%, percentual inferior aos 4,56% registrados em igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa acumulada nos \u00faltimos doze meses (a infla\u00e7\u00e3o anualizada) foi para 9,28%, tamb\u00e9m abaixo dos 9,39% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2015, o IPCA havia sido de 0,71%.<\/p>\n<p>Press\u00e3o inflacion\u00e1ria<\/p>\n<p>A alta de abril foi pressionada pelo aumento dos grupos alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (alta de 1,09%), e sa\u00fade e cuidados pessoais, (varia\u00e7\u00e3o de 2,33%). Juntos, os dois grupos foram respons\u00e1veis 89% do \u00edndice do m\u00eas, exercendo, contribui\u00e7\u00e3o de 0,54 ponto percentual. Segundo o IBGE, entre as principais altas dos produtos aliment\u00edcios est\u00e3o a batata inglesa (13,13%) e o a\u00e7a\u00ed (9,22%). Em contrapartida, o tomate ficou 15,26% mais barato de mar\u00e7o para abril.<\/p>\n<p>J\u00e1 no grupo sa\u00fade e cuidados pessoais, os rem\u00e9dios exerceram a principal press\u00e3o para a alta de 2,33% do grupo sa\u00fade e cuidados pessoais, ao subir 6,26%, o mais elevado resultado de grupo. A alta dos rem\u00e9dios refletiu parte do reajuste de 12,5% autorizado pelo governo e que entrou em vigor a partir do dia 1o de abril.<\/p>\n<p>Com impacto de 0,2 ponto percentual, o item rem\u00e9dios representou a principal contribui\u00e7\u00e3o individual para o \u00edndice. Plano de sa\u00fade (1,06%), artigos de higiene pessoal (0,58%) e servi\u00e7os laboratoriais e hospitalares (0,52%) tamb\u00e9m se destacaram e impactaram a alta dos pre\u00e7os do grupo.<\/p>\n<p>Energia el\u00e9trica<\/p>\n<p>Grande vil\u00e3 do IPCA de 2015 com alta superior a 50% no per\u00edodo e com contribui\u00e7\u00e3o decisiva para que o \u00edndice fechasse o ano passado em 10,67%, a energia el\u00e9trica encerrou abril com defla\u00e7\u00e3o (infla\u00e7\u00e3o negativa) de 3,11%, em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Foi o item que exerceu o mais expressivo impacto para baixo (-0,12 ponto percentual). Segundo o IBGE, este comportamento se deve ao fim da cobran\u00e7a extra da bandeira tarif\u00e1ria, j\u00e1 que, a partir de 1\u00ba de abril, o valor de R$ 1,5 por cada 100 kilowatts-hora (KWh) consumidos, referente \u00e0 bandeira amarela, deixou de ser cobrado.<\/p>\n<p>As contas de energia ficaram mais baratas em quase todas as regi\u00f5es pesquisadas. As exce\u00e7\u00f5es foram registradas em Fortaleza, onde houve alta de 2,42%, refletindo o reajuste de 12,97% em vigor desde o dia 22 de abril, e de Campo Grande (0,38%), com reajuste de 7,40% a partir do dia 08 de abril.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da energia, outros itens sobressaem com queda de pre\u00e7os, como etanol (-4,89%), excurs\u00e3o (-2,21%) e cigarro (-0,99%). O cigarro, com queda de 0,99%, refletiu reajustes e redu\u00e7\u00f5es ocorridas em determinadas marcas e \u00e1reas ao longo de mar\u00e7o e abril.<\/p>\n<p>Em contrapartida, sete grupos exerceram conjuntamente impacto de 0,07 ponto percentual e responderam por apenas 11% do \u00edndice do m\u00eas. Neles, os principais itens em alta foram, segundo o IBGE, telefone celular (4,01%), acess\u00f3rios e pe\u00e7as (1,55%), taxa de \u00e1gua e esgoto (1,51%), artigos de limpeza (1,46%), passagem a\u00e9rea (1,43%), servi\u00e7o banc\u00e1rio (0,94%), empregado dom\u00e9stico (0,7%) e \u00f4nibus urbano (0,69%).<\/p>\n<p>Em 10 das 13 regi\u00f5es metropolitanas e munic\u00edpios pesquisados pelo IBGE, a infla\u00e7\u00e3o ficou acima de 0,61% da taxa m\u00e9dia do pa\u00eds. O destaque foi a regi\u00e3o metropolitana de Fortaleza, que registrou a maior alta, com a infla\u00e7\u00e3o de abril fechando em 1,02%. Fortaleza tamb\u00e9m registrou a maior varia\u00e7\u00e3o na taxa acumulada em 12 meses: 11,28%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ficaram com taxa acima da m\u00e9dia nacional, Porto Alegre (alta de 0,94%); Bel\u00e9m (0,9%); Curitiba (0,75%); Belo Horizonte (0,71%); Campo Grande (0,7%); Recife (0,69%); e Salvador, Vit\u00f3ria e Rio de Janeiro (alta de 0,62%).<\/p>\n<p>A menor varia\u00e7\u00e3o de abril ficou com a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, onde a taxa variou apenas 0,36%, resultado 0,29 ponto percentual abaixo da m\u00e9dia de 0,61% do IPCA de abril. Tamb\u00e9m tiveram resultados abaixo da m\u00e9dia, Bras\u00edlia (a taxa subiu 0,43%); e Goi\u00e2nia (0,53%).<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a alta de 1,02% de Fortaleza foi pressionada pela taxa de \u00e1gua e esgoto (2,49%), com reajuste de 11,96% em 23 de abril, e pela energia el\u00e9trica (2,42%), tendo em vista o reajuste de 12,97% em vigor desde 22 de abril.<\/p>\n<p>J\u00e1 na outra ponta, o menor \u00edndice registrado na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo se deu em raz\u00e3o do resultado de 0,77% dos alimentos, abaixo da m\u00e9dia nacional (1,09%), al\u00e9m da queda de 6,78% nos pre\u00e7os do litro do etanol<\/p>\n<p>Metodologia<\/p>\n<p>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento entre um a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m de Goi\u00e2nia, Campo Grande e Bras\u00edlia. Para o c\u00e1lculo do \u00edndice do m\u00eas, foram comparados os pre\u00e7os coletados no per\u00edodo de 31 de mar\u00e7o a 28 de abril de 2016 (refer\u00eancia) com os pre\u00e7os vigentes no per\u00edodo de 01 a 30 de mar\u00e7o de 2016 (base).<\/p>\n<p>Menor renda<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o que apura a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para as fam\u00edlias de menor poder aquisitivo (de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos), o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) apresentou varia\u00e7\u00e3o de 0,64% em abril, taxa 0,03 ponto percentual superior ao IPCA (0,61) e 0,2 ponto percentual acima do resultado de 0,44% de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Considerando os quatro primeiros meses do ano, o \u00edndice situa-se em 3,58%, percentual inferior aos 4,95% de igual per\u00edodo de 2015. J\u00e1 no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, a taxa foi para 9,83%, ficando abaixo dos 9,91% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2015, o INPC situou-se em 0,71%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios acusaram reajuste de 1,11% em abril, enquanto em mar\u00e7o a alta foi 1,12%. O agrupamento dos n\u00e3o aliment\u00edcios teve varia\u00e7\u00e3o de 0,43% em abril, acima da taxa de 0,14% de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Dentre os \u00edndices regionais, o maior foi de Fortaleza, com 1,11 %, pressionado pela taxa de \u00e1gua e esgoto (2,49%) com reajuste de 11,96% em 23 de abril, e pela energia el\u00e9trica com 2,82%, tendo em vista o reajuste de 12,97%, em vigor desde 22 de abril.<\/p>\n<p>J\u00e1 o menor \u00edndice foi o da regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, que ficou em 0,32%, em raz\u00e3o do resultado de 0,79% dos alimentos, abaixo da m\u00e9dia nacional (1,11%), al\u00e9m da queda de 6,78% nos pre\u00e7os do litro do etanol.<\/p>\n<p>O INPC adota a mesma metodologia do IPCA, mas \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1979, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de um a cinco sal\u00e1rios e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas, al\u00e9m de Bras\u00edlia, Goi\u00e2nia e Campo Grande.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n09\/05\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), voltou a subir em abril, ao fechar o m\u00eas com alta de 0,61% (menor resultado para os meses de abril desde 2013), resultado 0,18 ponto percentual superior ao de mar\u00e7o que foi de 0,43%. 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