{"id":85588,"date":"2016-05-04T10:53:05","date_gmt":"2016-05-04T13:53:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=85588"},"modified":"2016-05-03T18:54:52","modified_gmt":"2016-05-03T21:54:52","slug":"industria-tem-queda-de-117-no-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/industria-tem-queda-de-117-no-trimestre\/85588","title":{"rendered":"Ind\u00fastria tem queda de 11,7% no trimestre"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira<\/em><\/strong> voltou a crescer, fechando mar\u00e7o com alta de 1,4% frente a fevereiro, quando havia registrado retra\u00e7\u00e3o de 2,7% sobre dezembro de 2015, na s\u00e9rie com ajuste sazonal (descontadas as influ\u00eancias entre os per\u00edodos, como n\u00famero de dias e peculiaridades do m\u00eas).<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), e indicam que, na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, quando o confronto se d\u00e1 com igual m\u00eas do ano anterior, o total da ind\u00fastria apontou queda acumulada em mar\u00e7o deste ano de 11,4%. Neste caso, foi a vig\u00e9sima quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de compara\u00e7\u00e3o e mais elevada do que a observada em fevereiro (-9,8%).<\/p>\n<p>Com o resultado de mar\u00e7o, a produ\u00e7\u00e3o industrial fechou os primeiros tr\u00eas meses de 2016 com queda acumulada de 11,7%. J\u00e1 a taxa anualizada, indicador acumulado nos \u00faltimos doze meses, recuoucaiu 9,7% em mar\u00e7o, a retra\u00e7\u00e3o mais intensa desde a queda de 10,3% de outubro de 2009, mantendo uma trajet\u00f3ria descendente iniciada em mar\u00e7o de 2014 (2,1%).<\/p>\n<p>Expans\u00f5es<\/p>\n<p>O crescimento de 1,4% no parque fabril do pa\u00eds, entre fevereiro e mar\u00e7o, reflete expans\u00f5es em 12 dos 24 ramos pesquisados e em todas as quatro grandes categorias econ\u00f4micas. Entre os ramos analisados, a principal influ\u00eancia positiva ficou com produtos aliment\u00edcios (avan\u00e7o de 4,6%, eliminando o recuo de 2,1% acumulado entre janeiro e fevereiro de 2016).<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es positivas importantes sobre o total da ind\u00fastria vieram de m\u00e1quinas e equipamentos (8,5%), de produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (8,3%), de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (2,7%), de m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (3,6%) e de produtos de madeira (4,2%).<\/p>\n<p>Entre os onze ramos que reduziram a produ\u00e7\u00e3o nesse m\u00eas, o desempenho de maior import\u00e2ncia para a m\u00e9dia global foi assinalado por coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis, com queda de 6,5%, interrompendo tr\u00eas meses de taxas positivas consecutivas.<\/p>\n<p>Outros impactos negativos importantes foram observados nos setores de celulose, papel e produtos de papel (-3,1%), de ind\u00fastrias extrativas (-0,9%), de metalurgia (-2,1%), de produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (-2,9%) e de m\u00f3veis (-4,6%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as quatro grandes categorias econ\u00f4micas, ainda na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro, o item bens de capital acusou crescimento mais acentuado ao avan\u00e7ar 2,2%, cravando a terceira taxa positiva consecutiva, per\u00edodo em que acumulou expans\u00e3o de 3,1%. Com intensidade menor, tamb\u00e9m ampliaram a produ\u00e7\u00e3o de fevereiro para mar\u00e7o os setores produtores de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (0,9%), de bens de consumo dur\u00e1veis (0,3%) e de bens intermedi\u00e1rios (0,1%), todos, no entanto, com intensidade menor do que a m\u00e9dia nacional de 1,4%.<\/p>\n<p>Resultados negativos<\/p>\n<p>A queda de 11,4% na produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira em mar\u00e7o, na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2015, tem, segundo o IBGE, perfil generalizado de resultados negativos, alcan\u00e7ando as quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 22 dos 26 ramos, 65 dos 79 grupos e 75,5% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>Entre as atividades, as maiores influ\u00eancias para esta queda foram as de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-23,8%), e ind\u00fastrias extrativas (-16,6%).<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, outras contribui\u00e7\u00f5es negativas relevantes sobre o total nacional vieram de m\u00e1quinas e equipamentos (-17,8%), metalurgia (-14,4%), equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3ticos (-31,1%), e produtos derivados do petr\u00f3leo e de biocombust\u00edveis (-5,8%).<\/p>\n<p>Na outra ponta, aparecem como destaques positivos, ainda na compara\u00e7\u00e3o mar\u00e7o 2015\/mar\u00e7o 2016, atividades de produtos do fumo, com crescimento de 17,4%, e produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos (2,7%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as grandes categorias de uso, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, bens de capital, com queda de 24,5%, e bens de consumo dur\u00e1veis (-24,3%) tiveram os recuos mais acentuados, uma vez que os setores produtores de bens intermedi\u00e1rios (-10,9%) e de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-3,8%), mesmo fechando negativamente, acusaram resultados abaixo da retra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia global da ind\u00fastria de mar\u00e7o, que foi de -11,4%.<\/p>\n<p>Queda generalizada<\/p>\n<p>Mesmo tendo crescido 1,4% de fevereiro para mar\u00e7o deste ano, a produ\u00e7\u00e3o industrial tamb\u00e9m mostrou perfil generalizado de desacelera\u00e7\u00e3o no primeiro trimestre do ano. De janeiro a mar\u00e7o deste ano, a queda de 11,7% frente a igual per\u00edodo do ano anterior, reflete redu\u00e7\u00e3o nas quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 75,4% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>Entre as atividades, ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, com recuo de 27,8%, e ind\u00fastrias extrativas (-15,3%) evidenciaram as maiores influ\u00eancias negativas na forma\u00e7\u00e3o da taxa m\u00e9dia da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, o perfil negativo dos resultados para os tr\u00eas primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-28,9%) e bens de consumo dur\u00e1veis (-27,3%), pressionadas pela redu\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de bens de capital para equipamentos de transporte (-28,6%), na primeira; e de autom\u00f3veis (-25,3%) e eletrodom\u00e9sticos (-34,8%), na segunda.<\/p>\n<p>Mesmo fechando com n\u00fameros negativos, os segmentos de bens intermedi\u00e1rios (-10,3%) e de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-4,5%) mostraram resultados abaixo da queda m\u00e9dia nacional de 11,7% para os tr\u00eas primeiros meses do ano.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n04\/05\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira voltou a crescer, fechando mar\u00e7o com alta de 1,4% frente a fevereiro, quando havia registrado retra\u00e7\u00e3o de 2,7% sobre dezembro de 2015, na s\u00e9rie com ajuste sazonal (descontadas as influ\u00eancias entre os per\u00edodos, como n\u00famero de dias e peculiaridades do m\u00eas). 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