{"id":84414,"date":"2016-04-15T10:14:34","date_gmt":"2016-04-15T13:14:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=84414"},"modified":"2016-04-14T20:17:26","modified_gmt":"2016-04-14T23:17:26","slug":"brasil-continuara-com-deficit-nas-contas-publicas-ate-2019-diz-fmi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/brasil-continuara-com-deficit-nas-contas-publicas-ate-2019-diz-fmi\/84414","title":{"rendered":"Brasil continuar\u00e1 com d\u00e9ficit nas contas p\u00fablicas at\u00e9 2019, diz FMI"},"content":{"rendered":"<p> A contra\u00e7\u00e3o da economia far\u00e1 o Brasil registrar <em><strong>d\u00e9ficits prim\u00e1rios<\/strong><\/em> (resultado negativo nas contas p\u00fablicas antes do pagamento dos juros) at\u00e9 2019, divulgou o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). De acordo com o relat\u00f3rio Monitor Fiscal, a d\u00edvida bruta do pa\u00eds poder\u00e1 chegar a 91,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa\u00eds) em 2021.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, a deteriora\u00e7\u00e3o fiscal experimentada pelo Brasil no ano passado foi provocada pela combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas fatores: forte retra\u00e7\u00e3o da economia, fraco desempenho das receitas e instabilidade pol\u00edtica. Para o FMI, n\u00e3o apenas o Brasil, mas v\u00e1rios pa\u00edses ser\u00e3o afetados por turbul\u00eancias pol\u00edticas neste ano, independentemente do n\u00edvel de desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cO calend\u00e1rio eleitoral ou a disputa pol\u00edtica podem complicar a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ou desencorajar a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas fortes em 2016 em v\u00e1rios pa\u00edses, incluindo economias avan\u00e7adas [Austr\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Estados Unidos], mercados emergentes [Brasil, \u00c1frica do Sul, Venezuela] e pa\u00edses de baixa renda [Gana e Z\u00e2mbia]\u201d, informou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do FMI projeta d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 1,7% do PIB para este ano, 1,4% em 2017, 1% em 2018 e 0,3% em 2019. Somente no ano seguinte, o pa\u00eds voltaria a registrar resultados positivos nas contas p\u00fablicas, com super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,9% do PIB em 2020 e de 1,6% em 2021. O super\u00e1vit prim\u00e1rio \u00e9 a economia para pagar os juros da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>Para o FMI, a sequ\u00eancia de resultados fiscais negativos continuar\u00e1 a impulsionar a d\u00edvida p\u00fablica bruta do pa\u00eds. De 73,7% do PIB registrados no ano passado, o indicador subir\u00e1 para 76,3% este ano, 80,5% em 2017, 83,6% em 2018, 86,4% em 2019, 89,1% em 2020, podendo chegar a 91,7% em 2021.<\/p>\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica calculada pelo FMI \u00e9 mais alta que o indicador divulgado pelo Banco Central do Brasil, segundo o qual a D\u00edvida Bruta do Governo Geral encerrou 2015 em 65,5% do PIB. A diferen\u00e7a ocorre porque o governo brasileiro desconsidera da d\u00edvida bruta cerca de R$ 900 bilh\u00f5es em t\u00edtulos p\u00fablicos usados pelo Banco Central para regular a quantidade de dinheiro em circula\u00e7\u00e3o na economia por meio das opera\u00e7\u00f5es compromissadas.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli<br \/>\n15\/04\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contra\u00e7\u00e3o da economia far\u00e1 o Brasil registrar d\u00e9ficits prim\u00e1rios (resultado negativo nas contas p\u00fablicas antes do pagamento dos juros) at\u00e9 2019, divulgou o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). 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