{"id":84111,"date":"2016-04-11T10:47:20","date_gmt":"2016-04-11T13:47:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=84111"},"modified":"2016-04-10T16:58:08","modified_gmt":"2016-04-10T19:58:08","slug":"crise-deve-baixar-inflacao-so-a-partir-de-junho-dizem-economistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/crise-deve-baixar-inflacao-so-a-partir-de-junho-dizem-economistas\/84111","title":{"rendered":"Crise deve baixar infla\u00e7\u00e3o s\u00f3 a partir de junho, dizem economistas"},"content":{"rendered":"<p> A queda da conta de luz e do d\u00f3lar s\u00e3o os principais fatores que t\u00eam puxado para baixo a <em><strong>infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>. O agravamento da recess\u00e3o econ\u00f4mica, no entanto, s\u00f3 deve produzir efeitos sobre os \u00edndices de pre\u00e7os a partir do segundo semestre, de acordo com economistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil. Os especialistas mant\u00eam a previs\u00e3o de que, apesar do recuo, a infla\u00e7\u00e3o fechar\u00e1 2016 acima do centro da meta pelo segundo ano seguido.<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou que a infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou mar\u00e7o em 0,43%, a menor taxa para o m\u00eas desde 2012. No acumulado em 12 meses, o \u00edndice est\u00e1 em 9,39%, abaixo de dois d\u00edgitos pela primeira vez desde outubro.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, a queda da infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 era esperada, depois de o \u00edndice atingir o pico de 10,71% nos 12 meses terminados em janeiro. \u201cO principal fator \u00e9 o fim do impacto dos aumentos de pre\u00e7os como combust\u00edveis e energia. Isso porque os pre\u00e7os administrados respondem por um quarto dos \u00edndices oficiais de pre\u00e7o\u201d, explica o economista Andr\u00e9 Braz, respons\u00e1vel pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV).<\/p>\n<p>De acordo com Braz, a queda do d\u00f3lar tamb\u00e9m interfere na infla\u00e7\u00e3o, mas em grau menor. O agravamento da recess\u00e3o, no entanto, ainda n\u00e3o surtiu efeito sobre os \u00edndices. \u201cOs pre\u00e7os de bens dur\u00e1veis ainda n\u00e3o come\u00e7aram a cair. Os pre\u00e7os dos servi\u00e7os livres pararam de acelerar, mas ainda est\u00e3o subindo. Somente quando esses pre\u00e7os come\u00e7aram a cair para conquistar consumidores, poderemos dizer que a recess\u00e3o contribui para a queda da infla\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Acima da meta<\/p>\n<p> Para o economista da FGV, somente a partir de junho existem chances de que a retra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica ajude a diminuir a infla\u00e7\u00e3o. Com a mudan\u00e7a da bandeira na conta de energia, Braz estima redu\u00e7\u00e3o de 7,4% para 7,2% da expectativa de infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA para este ano. A estimativa \u00e9 um pouco mais otimista que a das institui\u00e7\u00f5es financeiras, que projetam infla\u00e7\u00e3o oficial de 7,28% em 2016, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central.<\/p>\n<p>Professor de Finan\u00e7as do Ibmec no Distrito Federal, Marcos Sarmento Melo diz que ainda \u00e9 dif\u00edcil cravar um percentual de quanto a infla\u00e7\u00e3o oficial fechar\u00e1 o ano. Ele, no entanto, aconselha os consumidores a n\u00e3o se iludirem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 queda dos pre\u00e7os. \u201cMesmo com a recess\u00e3o e a queda do d\u00f3lar agindo para conter a infla\u00e7\u00e3o, esse processo s\u00f3 come\u00e7ar\u00e1 a ser sentido nos pr\u00f3ximos meses. O fato \u00e9 que a infla\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 alta e com grandes chances de fechar acima do teto da meta [de 6,5%]\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Para Melo, existe a possibilidade de que a queda do d\u00f3lar, que caiu 10,2% em mar\u00e7o e 0,15% em abril, seja apenas tempor\u00e1ria. \u201cCaso o Banco Central dos Estados Unidos aumente os juros e a China continue a desacelerar, o c\u00e2mbio voltar\u00e1 a ser pressionado para cima. Os efeitos da crise pol\u00edtica sobre o d\u00f3lar j\u00e1 est\u00e3o precificados [incorporados \u00e0 expectativa], e o ambiente externo n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel\u201d, adverte.<\/p>\n<p>Consumidores sentem pouco<\/p>\n<p> Apesar da queda da infla\u00e7\u00e3o, os consumidores ainda sentem pouca diferen\u00e7a no bolso. \u201cOs pre\u00e7os de alguns alimentos ca\u00edram, mas continuam maiores que no ano passado. Percebi uma redu\u00e7\u00e3o no valor da conta de luz, mas nada significativo\u201d, diz o funcion\u00e1rio p\u00fablico George Wellington Gouvea, 57 anos. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o recente nos pre\u00e7os da comida, o subgrupo alimentos e bebidas acumula alta de 13,27% em 12 meses conforme o IBGE.<\/p>\n<p> Para quem viu o or\u00e7amento encolher nos \u00faltimos meses, a infla\u00e7\u00e3o continua a corroer o poder de compra. \u201cOs pre\u00e7os s\u00f3 t\u00eam aumentado, e a conta de luz, para mim, permanece a mesma\u201d, afirma o desempregado F\u00e1bio Rubens, 35 anos. A aposentada Creuza Medeiro Gomes, 68 anos, ainda n\u00e3o percebeu queda nos pre\u00e7os dos alimentos. \u201cAinda est\u00e1 dif\u00edcil encher a dispensa. Tem gente passando fome. A minha conta de energia at\u00e9 agora n\u00e3o caiu\u201d, conta.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n11\/04\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda da conta de luz e do d\u00f3lar s\u00e3o os principais fatores que t\u00eam puxado para baixo a infla\u00e7\u00e3o. O agravamento da recess\u00e3o econ\u00f4mica, no entanto, s\u00f3 deve produzir efeitos sobre os \u00edndices de pre\u00e7os a partir do segundo semestre, de acordo com economistas ouvidos pela Ag\u00eancia Brasil. Os especialistas mant\u00eam a previs\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":57584,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-84111","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"category-economia","9":"entry","10":"gs-1","11":"gs-odd","12":"gs-even","13":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/economia-grafica-analise-inflacao.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84111","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84111"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84111\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}