{"id":83954,"date":"2016-04-08T10:53:11","date_gmt":"2016-04-08T13:53:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=83954"},"modified":"2016-04-07T16:54:24","modified_gmt":"2016-04-07T19:54:24","slug":"producao-industrial-cai-em-11-dos-14-locais-pesquisados-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/producao-industrial-cai-em-11-dos-14-locais-pesquisados-diz-ibge\/83954","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial cai em 11 dos 14 locais pesquisados, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p> A queda de 2,5% na <strong><em>produ\u00e7\u00e3o industrial<\/em><\/strong> brasileira de janeiro para fevereiro deste ano reflete retra\u00e7\u00f5es nos parques fabris de 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou a Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Regional.<\/p>\n<p>Os dados indicam que, na s\u00e9rie com ajuste sazonal, os recuos mais intensos foram registrados na Bahia, onde a retra\u00e7\u00e3o chegou a 7,9%, uma queda de 5,4 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa m\u00e9dia para o pa\u00eds; e Amazonas, que, com a queda de 4,7%, ficou 2,2 pontos percentuais abaixo da m\u00e9dia global. No caso do Amazonas, o recuou de 4,7% \u00e9 o nono consecutivo, per\u00edodo em que o estado acumulou perda de 26,7%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fecharam fevereiro com recuos superiores \u00e0 m\u00e9dia nacional, a regi\u00e3o Nordeste, que encerrou fevereiro com queda de 3,6%; Santa Catarina (-3,3%); e Cear\u00e1 (-2,8%). J\u00e1 Pernambuco teve queda dos mesmos 2,5% da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, onde fica o maior parque fabril do pa\u00eds, a retra\u00e7\u00e3o de fevereiro em rela\u00e7\u00e3o a janeiro foi de 2,1%; no Rio de Janeiro (-1,9%); no Paran\u00e1 (-1,6%); no Rio Grande do Sul (-1,3%); e em Minas Gerais (-0,7%).<\/p>\n<p>N\u00fameros positivos<\/p>\n<p>Na outra ponta, fechou com resultados positivos o Par\u00e1, cujo crescimento de 6,2% chegou a ser 3,7% superior \u00e0 m\u00e9dia nacional de 2,5%. Tamb\u00e9m apresentaram resultados acima da m\u00e9dia global o Esp\u00edrito Santo, com crescimento de 5,3%; e Goi\u00e1s (4,1%).<\/p>\n<p>Ainda na s\u00e9rie com ajuste sazonal, a evolu\u00e7\u00e3o do \u00edndice de m\u00e9dia m\u00f3vel trimestral para o total da ind\u00fastria nacional, que encerrou fevereiro com queda de 1% &#8211; no trimestre fechado em fevereiro de 2016 frente ao n\u00edvel acumulado nos tr\u00eas meses encerrados no m\u00eas anterior (janeiro) &#8211; a analise regional indica que nove locais acusaram taxas negativas.<\/p>\n<p>O principal recuo ocorreu em Pernambuco (-7,6%); seguido do Amazonas (-4,8%); Santa Catarina (-1,6%); e S\u00e3o Paulo (-1,2%). Por outro lado, Par\u00e1, com expans\u00e3o de 3,8%; Goi\u00e1s (1%) e Rio Grande do Sul (1%) ficaram com os avan\u00e7os de fevereiro.<\/p>\n<p>Um dia a mais<\/p>\n<p>A queda de 9,8% na ind\u00fastria brasileira em fevereiro de 2016 na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2015 reflete resultados negativos em doze dos quinze locais pesquisados, mesmo com fevereiro deste ano tendo um dia a mais.<\/p>\n<p>Os dados divulgados hoje pelo IBGE indicam que, em fevereiro deste ano, as quedas mais intensas foram em Pernambuco, com 26,2% e 15,4 pontos percentuais abaixo da m\u00e9dia para o total do pa\u00eds, seguido do Amazonas (-25%) e Esp\u00edrito Santo (-18,6%).<\/p>\n<p>Quanto a Pernambuco, o IBGE atribuiu a retra\u00e7\u00e3o \u00e0 queda na fabrica\u00e7\u00e3o dos setores de produtos aliment\u00edcios (a\u00e7\u00facar refinado de cana e cristal, sorvetes e picol\u00e9s). No Amazonas, h\u00e1 uma gana muito maior de produtos, principalmente equipamentos de inform\u00e1tica,  eletr\u00f4nicos e \u00f3ticos e equipamentos de transporte (motocicletas e pe\u00e7as). J\u00e1 no Esp\u00edrito Santo, influenciaram o resultado negativo as ind\u00fastrias extrativas (min\u00e9rios de ferro pelotizados).<\/p>\n<p>A pesquisa indicou que Mato Grosso (18,1%), Par\u00e1 (15,4%) e Bahia (11,0%) assinalaram os avan\u00e7os registrados na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. No caso do Mato Grosso, a maior expans\u00e3o, com crescimento de resultado 8,3 pontos percentuais acima da m\u00e9dia global de 9,8%, o resultado se deve ao comportamento positivo de produtos aliment\u00edcios (tortas, baga\u00e7os, farelos e outros res\u00edduos da extra\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de soja, \u00f3leo de soja em bruto, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas).<\/p>\n<p>Ind\u00fastria no bimestre<\/p>\n<p>A queda acumulada de 11,8% em janeiro e fevereiro de 2016, comparativamente ao dois primeiros meses de 2015, alcan\u00e7ou doze dos quinze locais pesquisados, com cinco recuando com intensidade superior \u00e0 m\u00e9dia nacional: Amazonas e Pernambuco (ambos com queda de 28%); Esp\u00edrito Santo (-22,5%); Minas Gerais (-15,2%); e S\u00e3o Paulo (-14,2%).<\/p>\n<p>Paran\u00e1 (-11,2%), Cear\u00e1 (-10,0%), Rio de Janeiro (-9,1%), Santa Catarina (-8,0%), Goi\u00e1s (-6,8%), Rio Grande do Sul (-4,9%) e regi\u00e3o Nordeste (-3,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos no fechamento do primeiro bimestre do ano, por\u00e9m, com resultados abaixo da m\u00e9dia global de 11,8%.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria anualizada<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa anualizada, o indicador acumulado nos \u00faltimos doze meses, recuou 9% em fevereiro de 2016 para o total da ind\u00fastria nacional, contra os doze meses imediatamente anteriores. O resultado reflete retra\u00e7\u00f5es no parque fabril de treze dos quinze locais pesquisados, mas somente seis apontaram menor dinamismo frente ao \u00edndice de janeiro \u00faltimo.<\/p>\n<p>As principais redu\u00e7\u00f5es de ritmo, entre janeiro e fevereiro, foram anotadas em Pernambuco (de -7,6% para -10,1%) e Esp\u00edrito Santo (de 0,7% para -2,6%), enquanto Bahia (de -5,2% para -2,9%) e Mato Grosso (de 1,6% para 3%) mostraram os principais ganhos entre os dois per\u00edodos.<\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o de 9% na taxa acumulada nos \u00faltimos doze meses foi a mais intensa desde os 9,4% de novembro de 2009, mantendo a trajet\u00f3ria descendente iniciada em mar\u00e7o de 2014 (2,1%).<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n08\/04\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A queda de 2,5% na produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira de janeiro para fevereiro deste ano reflete retra\u00e7\u00f5es nos parques fabris de 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou a Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Regional. 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