{"id":83640,"date":"2016-04-04T10:44:27","date_gmt":"2016-04-04T13:44:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=83640"},"modified":"2016-04-03T16:45:41","modified_gmt":"2016-04-03T19:45:41","slug":"ibge-constata-queda-de-25-da-producao-industrial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/ibge-constata-queda-de-25-da-producao-industrial\/83640","title":{"rendered":"IBGE constata queda de 2,5% da produ\u00e7\u00e3o industrial"},"content":{"rendered":"<p> Depois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais, a <strong><em>produ\u00e7\u00e3o industrial<\/em><\/strong> brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produ\u00e7\u00e3o Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil (PIM-PF) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A pesquisa indica que, na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro do ano passado, a queda para o total da ind\u00fastria foi de 9,8% em fevereiro, registrando a vig\u00e9sima quarta taxa negativa consecutiva nesse tipo de compara\u00e7\u00e3o, por\u00e9m menos intensa do que a observada em janeiro (-13,6%).<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o de fevereiro, o parque fabril do pa\u00eds passou a acumular uma retra\u00e7\u00e3o de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016, comparativamente ao per\u00edodo janeiro\/fevereiro do ano passado. J\u00e1 a taxa anualizada, o indicador acumulado nos \u00faltimos 12 meses, fechou fevereiro com queda de 9%, a mais intensa desde os 9,4% de novembro de 2009.<\/p>\n<p>Ramos de atividade<\/p>\n<p>A queda de 2,5% da atividade industrial na passagem de janeiro para fevereiro reflete o predom\u00ednio de resultados negativos, alcan\u00e7ando tr\u00eas das quatro grandes categorias econ\u00f4micas e 13 dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE.<\/p>\n<p>Entre os ramos de atividade, a principal influ\u00eancia negativa foi registrada por ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, que ca\u00edram 9,7%, eliminando o avan\u00e7o de 7,2% acumulado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m exerceram influ\u00eancia as quedas nos segmentos de m\u00e1quinas e equipamentos (-6,7%), produtos aliment\u00edcios (-1,7%) e equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3ticos (-8,2%).<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas importantes sobre o total da ind\u00fastria ficaram a cargo das atividades de m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (-3,5%), metalurgia (-1,5%), confec\u00e7\u00e3o de artigos do vestu\u00e1rio e acess\u00f3rios (-2,6%), produtos de borracha e de material pl\u00e1stico (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-3,3%).<\/p>\n<p>Na outra ponta, o IBGE destacou &#8211; entre os dez ramos que aumentaram a produ\u00e7\u00e3o em fevereiro &#8211; o de coque, produtos derivados do petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis, que avan\u00e7aram 1,4% na terceira taxa positiva consecutiva e acumulando no per\u00edodo expans\u00e3o de 8,1%.<\/p>\n<p>Outros impactos positivos importantes foram observados nos setores de perfumaria, sab\u00f5es, produtos de limpeza e de higiene pessoal (1,3%), ind\u00fastrias extrativas (0,6%), produtos t\u00eaxteis (3,4%) e bebidas (1,3%).<\/p>\n<p>Grandes categorias<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as quatro grandes categorias de uso, ainda na compara\u00e7\u00e3o janeiro\/fevereiro, o item bens de consumo dur\u00e1veis fechou fevereiro com a redu\u00e7\u00e3o mais acentuada frente a janeiro: -5,3%. A retra\u00e7\u00e3o intensificou a perda de 3,3% do m\u00eas anterior, influenciada pela menor produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis e de eletrodom\u00e9sticos, setores afetados por f\u00e9rias coletivas em v\u00e1rias f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>As outras duas grandes categorias que tiveram queda foram bens intermedi\u00e1rios (-2%) e bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-0,6%). J\u00e1 o segmento de bens de capital, ao fechar fevereiro com ligeira alta de 0,3%, foi o \u00fanico resultado positivo sobre janeiro.<\/p>\n<p>Resultados negativos<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil, divulgados hoje pelo IBGE, mostram, ainda, que a queda de 9,8% de fevereiro deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2015, na s\u00e9rie sem ajuste sazonal, sinaliza perfil disseminado e predomin\u00e2ncia de resultados negativos com retra\u00e7\u00e3o nas quatro grandes categorias econ\u00f4micas, 21 dos 26 ramos, 59 dos 79 grupos e 67,8% dos 805 produtos pesquisados.<\/p>\n<p>O IBGE ressalta que a predomin\u00e2ncia de resultados negativos se d\u00e1 mesmo com fevereiro deste ano contando com um dia \u00fatil a mais do que em fevereiro de 2015.<\/p>\n<p>Assim como no indicador m\u00eas contra m\u00eas imediatamente anterior (s\u00e9rie dessazonalizada), tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o contra igual m\u00eas do ano passado (s\u00e9rie com influ\u00eancias sazonais), o principal impacto negativo foi observado em ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias (-29,1%.<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas relevantes sobre o total nacional vieram de ind\u00fastrias extrativas (-12,1%), m\u00e1quinas e equipamentos (-27,9%) e equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3ticos (-33,1%).<\/p>\n<p>Entre os ramos que acusaram crescimento, ainda na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro de 2015, as principais influ\u00eancias positivas vieram dos segmentos de celulose, papel e produtos de papel, que cresceram 6%); produtos do fumo (82,8%) e produtos aliment\u00edcios (1,1%).<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Ainda no confronto fevereiro2016\/fevereiro2015, entre as quatro grandes categorias de uso, o principal recuou veio de bens de consumo dur\u00e1veis (-29,3%). Em seguida,  bens de capital (-25,8%). Juntas, as duas assinalaram, em fevereiro de 2016, as redu\u00e7\u00f5es mais acentuadas entre as grandes categorias econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Os setores produtores de bens intermedi\u00e1rios (-8,5%) e de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-2,0%) tamb\u00e9m tiveram resultados negativos em fevereiro, mas ambos com recuo abaixo da m\u00e9dia nacional de 9,8%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a queda de 29,3% no segmento de bens de consumo dur\u00e1veis foi o 24\u00ba resultado negativo consecutivo e um recuo ainda ligeiramente mais intenso do que o verificado em janeiro (-28,7%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o setor produtor de bens de capital, ao cair 25,8% em fevereiro, assinalou a 24\u00aa taxa negativa consecutiva no \u00edndice mensal, mas mostrou queda menos intensa do que a de janeiro (-35,7%).<\/p>\n<p>Industria cai 11,8%<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na queda acumulada de 11,8% nos primeiros dois meses do ano, o principal destaque negativo foi o ramo de ve\u00edculos automotores, reboques e carrocerias, com redu\u00e7\u00e3o de 30,1%, seguido das ind\u00fastrias extrativas (-14,6%).<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es negativas vieram de m\u00e1quinas e equipamentos (-26,8%), equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3ticos (-36,6%), metalurgia (-13,6%), e m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos (-22,4%).<\/p>\n<p>Entre as grandes categorias econ\u00f4micas, o perfil dos resultados negativos para os dois primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-30,8%) e bens de consumo dur\u00e1veis (-29,0%). Os segmentos de bens intermedi\u00e1rios (-10,1%) e de bens de consumo semi e n\u00e3o dur\u00e1veis (-4,5%) tamb\u00e9m assinalaram taxas negativas.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n04\/04\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de ter iniciado o ano com ligeiro crescimento de 0,4% em janeiro, na s\u00e9rie livre de influ\u00eancias sazonais, a produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira voltou a cair em fevereiro: 2,5%. Os dados da Produ\u00e7\u00e3o Industrial Mensal Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica Brasil (PIM-PF) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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