{"id":82485,"date":"2016-03-16T10:54:31","date_gmt":"2016-03-16T13:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=82485"},"modified":"2016-03-15T21:55:45","modified_gmt":"2016-03-16T00:55:45","slug":"desemprego-cresce-e-fecha-4o-trimestre-de-2015-em-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/desemprego-cresce-e-fecha-4o-trimestre-de-2015-em-9\/82485","title":{"rendered":"Desemprego cresce e fecha 4\u00ba trimestre de 2015 em 9%"},"content":{"rendered":"<p> A taxa de <strong><em>desemprego<\/em><\/strong> fechou o quarto trimestre do ano passado em 9% em todo o pa\u00eds, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012, mas mostrando estabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos 8,9% da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o do terceiro trimestre de 2015.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) e tem abrang\u00eancia nacional. Divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a pesquisa indica que, quando a compara\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com o quarto trimestre de 2014 (6,5%), a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cresceu no \u00faltimo trimestre do ano passado 2,5 pontos percentuais.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es registram que, no fechamento do quarto trimestre de 2015, a popula\u00e7\u00e3o desocupada do pa\u00eds era de 9,1 milh\u00f5es de pessoas, permanecendo estatisticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, mas aumentando 40,8% (ou mais 2,6 milh\u00f5es de pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2014. Segundo o IBGE, esse foi o maior crescimento da popula\u00e7\u00e3o desocupada, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre do ano anterior, de toda a s\u00e9rie da PNAD Cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Emprego<\/p>\n<p>A pesquisa sinaliza, por outro lado, que o pa\u00eds tinha no fechamento do quarto trimestre de 2015 uma popula\u00e7\u00e3o ocupada de 92,3 milh\u00f5es, mostrando, estatisticamente, estabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre imediatamente anterior, mas recuando 0,6% (ou menos 600 mil pessoas) em rela\u00e7\u00e3o ao quarto trimestre de 2014.<\/p>\n<p>No quarto trimestre de 2015, cerca de 35,4 milh\u00f5es de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Entre o terceiro e quarto trimestres de 2015, o contingente de pessoas com carteira de trabalho assinada caiu 3% ao longo do ano (menos 1,1 milh\u00e3o de pessoas).<\/p>\n<p>O crescimento de 2,5 pontos percentuais no total de pessoas desocupadas no quarto trimestre do ano passado, comparado com igual per\u00edodo de 2014 (de 6,5% para 9%), mostra o aumento do desemprego em todo o pa\u00eds, com destaque para a regi\u00e3o Norte, onde a taxa passou de 6,8% para 8,7% (alta de 1,9 ponto percentual); Nordeste (de 8,3% para 10,5%); Sudeste (de 6,6% para 9,6%); Sul (de 3,8% para 5,7%); e Centro-Oeste (de 5,3% para 7,4%).<\/p>\n<p>Desemprego<\/p>\n<p>Percentualmente, no entanto, o Amap\u00e1 mostrou a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o (12,5%); enquanto Santa Catarina fechou com a menor taxa (4,2%). Entre as 27 capitais, Macap\u00e1 fechou o quarto trimestre de 2015 com a maior taxa (14,6%) e, empatados, Rio de Janeiro e Campo Grande, fecharam com a menor (5,2%). J\u00e1 entre as 21 regi\u00f5es metropolitanas analisadas, Macap\u00e1 (13,7%) tinha a maior taxa e Curitiba (5,2%) a menor.<\/p>\n<p>M\u00e9dia de desemprego<\/p>\n<p>Ao registrar &#8211; no quarto trimestre de 2015 &#8211; uma taxa de desemprego de 9%, o Brasil fechou o ano com uma m\u00e9dia de desemprego de 8,5%, a mais alta da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012 e um aumento significativo de 1,7 ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o com a taxa m\u00e9dia de 2014, de 6,8%.<\/p>\n<p>Ao fechar o quarto trimestre em alta de 9% , o desemprego no pa\u00eds registrou aumento de 40,8% no total de pessoas desocupadas nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano passado, quando comparado ao quarto trimestre de 2014, o que significa mais 2,6 milh\u00f5es de pessoas desocupadas, com a popula\u00e7\u00e3o ocupada caindo em 600 mil pessoas (0,6%).<\/p>\n<p>Rendimento m\u00e9dio real<\/p>\n<p>Em um ano, o rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores brasileiros caiu 2%. Segundo dados da Pnad Cont\u00ednua, o rendimento m\u00e9dio real habitual dos trabalhadores fechou o quarto trimestre de 2015 em R$ 1.913 (retra\u00e7\u00e3o de 1,1%) em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior &#8211; R$ 1.935 &#8211; e de 2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2014, quando o rendimento m\u00e9dio real do brasileiro era de R$ 1.953.<\/p>\n<p>Entre as grandes regi\u00f5es, o Sudeste (R$ 2.236) mostrou o maior rendimento m\u00e9dio e o Nordeste (R$ 1.276), o menor. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, o Distrito Federal tinha, em dezembro \u00faltimo, o maior rendimento (R$ 3.629) e o Maranh\u00e3o, o menor: R$ 1.016.<\/p>\n<p>Nas capitais, Vit\u00f3ria (R$ 3.951) tem o maior rendimento e Bel\u00e9m (R$ 1.581), o menor. Entre as regi\u00f5es metropolitanas, S\u00e3o Paulo (R$ 3.008) lidera e Bel\u00e9m (R$ 1.481) tem o menor rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>J\u00e1 a massa de rendimento real habitual (R$ 171,5 milh\u00f5es) ficou (0,6%) est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior (R$ 172,7 milh\u00f5es), mas caiu 2,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 175,7 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>N\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds no quarto trimestre de 2015 foi estimado pelo IBGE em 55,9%, ficando est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, mas com queda de 1 ponto percentual em compara\u00e7\u00e3o com igual trimestre de 2014, quando era de 56,9%.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Sul (60,8%) e Centro-Oeste (60,0%) tinham os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar, com o Nordeste apresentando o menor n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o (50,7%).<\/p>\n<p>Os dados indicam, ainda, que, no quarto trimestre do ano passado, havia no pa\u00eds 38,6% de pessoas em idade de trabalhar fora do mercado de trabalho, com a regi\u00e3o Nordeste ostentando a maior parcela de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho (43,4%), enquanto Sul (35,5%) e Centro-Oeste (35,2%) tiveram os menores percentuais.<\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os dados da Pnad Cont\u00ednua indicam que, no quarto trimestre de 2015, a popula\u00e7\u00e3o ocupada era composta por 68,3% de empregados, 4,3% de empregadores, 24,8% de pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.<\/p>\n<p>O setor privado respondia por 72,1% do contingente de pessoas empregadas e o setor p\u00fablico por 18%, enquanto o setor de servi\u00e7os dom\u00e9sticos representava 9,9%. Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, o percentual de pessoas que trabalharam por conta pr\u00f3pria era superior ao observado nas demais regi\u00f5es: 42,4% e 31,1%, respectivamente.<\/p>\n<p>Cerca de 77,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 0,2 ponto percentual acima do quarto trimestre de 2014. Nas compara\u00e7\u00f5es anuais, h\u00e1 um movimento de aumento cont\u00ednuo da participa\u00e7\u00e3o do trabalho com carteira de trabalho assinada.<\/p>\n<p>Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, a pesquisa mostrou que 33,3% tinham carteira de trabalho assinada no quarto trimestre de 2015. No mesmo trimestre de 2014, eram 32,1%. Os militares e servidores estatut\u00e1rios correspondiam a 69,1% dos empregados do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>Grupamentos de Atividade<\/p>\n<p>O grupamento de atividade do com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas respondia, no quarto trimestre de 2015, pela maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores (19,2%), seguido dos grupamentos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais (17,0%) e da ind\u00fastria geral (13,4%).<\/p>\n<p>Os grupamentos com as menores participa\u00e7\u00f5es foram os de transporte, armazenagem e correio (4,9%); alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o (5,0%); e outros servi\u00e7os (4,5%).<\/p>\n<p>A pesquisa constatou, ainda, que no Norte (18%) e no Nordeste (15,5%) era elevada a participa\u00e7\u00e3o do grupamento da agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o de florestas, pesca e aquicultura, enquanto no Sudeste, a participa\u00e7\u00e3o foi de apenas 5,4%. A ind\u00fastria geral, no Sul, apresentava 18,5% de pessoas ocupadas e no Nordeste, 9,4%.<\/p>\n<p>Norte e Sudeste se destacaram, mais uma vez, no grupamento de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, atividades financeiras, imobili\u00e1rias, profissionais e administrativas: na primeira regi\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o dessa atividade (5,1%) foi a menor dentre as cinco grandes regi\u00f5es e, na segunda, (13,2%), superior \u00e0 m\u00e9dia nacional. <\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n16\/03\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego fechou o quarto trimestre do ano passado em 9% em todo o pa\u00eds, a maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012, mas mostrando estabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos 8,9% da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o do terceiro trimestre de 2015. 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