{"id":81012,"date":"2016-02-15T10:04:44","date_gmt":"2016-02-15T12:04:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=81012"},"modified":"2016-02-14T20:06:13","modified_gmt":"2016-02-14T22:06:13","slug":"fapesp-aprova-recursos-adicionais-para-pesquisas-sobre-o-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/fapesp-aprova-recursos-adicionais-para-pesquisas-sobre-o-zika\/81012","title":{"rendered":"FAPESP aprova recursos adicionais para pesquisas sobre o Zika"},"content":{"rendered":"<p> Karina Toledo e\u00a0Samuel Antenor \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Nos \u00faltimos 25 anos, a FAPESP financiou 446 aux\u00edlios \u00e0 pesquisa e bolsas sobre temas relacionados ao mosquito Aedes aegypti e \u00e0s doen\u00e7as por ele transmitidas. Desses projetos, 76 ainda est\u00e3o em andamento e 12 receberam, no \u00faltimo m\u00eas de dezembro, recursos adicionais para redirecionar parte das atividades \u00e0 busca de respostas para problemas emergentes relacionados ao surto do v\u00edrus <strong><em>Zika<\/em><\/strong> em 2015.<\/p>\n<p>No total, os aditivos aprovados somam cerca de R$ 550 mil. Todos os projetos s\u00e3o coordenados por pesquisadores que integram uma iniciativa informalmente chamada de Rede Zika e encabe\u00e7ada pelo professor Paolo Zanotto, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (ICB-USP).<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 h\u00e1 outros projetos em an\u00e1lise e certamente haver\u00e1 um aumento no n\u00famero de propostas que vamos receber ao longo do ano sobre esse tema, pois os pesquisadores paulistas n\u00e3o est\u00e3o alheios ao que est\u00e1 acontecendo. O assunto Zika se tornou muito importante para o pa\u00eds e para o Estado de S\u00e3o Paulo\u201d, avaliou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP, Brito Cruz ressaltou que a capacidade cient\u00edfica constru\u00edda ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas por meio dos projetos apoiados \u2013 particularmente aqueles vinculados \u00e0 Rede de Diversidade Gen\u00e9tica de V\u00edrus (VGDN) entre os anos de 2000 e 2007 \u2013 permitiu a r\u00e1pida cria\u00e7\u00e3o da Rede Zika.<\/p>\n<p>\u201cCom o apoio concedido para a cria\u00e7\u00e3o da VGDN, foi instalada uma importante infraestrutura de pesquisa sobre v\u00edrus \u2013 inclusive aqueles do g\u00eanero Flavivirus, que compreende os causadores de Zika, dengue, chikungunya e febre amarela. Os laborat\u00f3rios e as equipes continuaram suas pesquisas, a maioria com apoio da FAPESP. Com o aparecimento dos casos de Zika, os pesquisadores da rede, que vinham interagindo por raz\u00f5es cient\u00edficas, reuniram-se e planejaram um esfor\u00e7o conjunto. O professor Zanotto apresentou \u00e0 FAPESP, em meados de dezembro, a proposta para constitui\u00e7\u00e3o da rede emergencial e solicitou as suplementa\u00e7\u00f5es de recursos para 12 projetos de pesquisa em andamento. Aprovamos rapidamente esses aditivos, em dois ou tr\u00eas dias, considerando a relev\u00e2ncia do problema a ser atacado\u201d, contou Brito Cruz.<\/p>\n<p>Leia a seguir outros trechos da entrevista.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Como a FAPESP tem apoiado pesquisas relacionadas com o v\u00edrus Zika e suas complica\u00e7\u00f5es?<br \/>\nCarlos Henrique de Brito Cruz \u2013 A capacidade do Estado de S\u00e3o Paulo de realizar pesquisa cient\u00edfica, seja b\u00e1sica ou aplicada, sobre temas relacionados ao Aedes e aos v\u00edrus a ele associados vem do esfor\u00e7o e do investimento que tem sido feito nos \u00faltimos 20 ou 30 anos na forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores e de uma infraestrutura capaz de tratar esse tipo de problema. Capacidade de pesquisa n\u00e3o \u00e9 algo que se cria de uma semana para outra. Quando aparece uma epidemia relacionada a um v\u00edrus, n\u00e3o se pode esperar que um pesquisador consiga dar uma resposta significativa sem nunca antes ter lidado com o assunto. Podemos hoje falar em uma vacina tetravalente contra a dengue, por exemplo, porque em 2008 a FAPESP financiou um projeto de pesquisa para isso no Instituto Butantan. Em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 um hist\u00f3rico de apoio \u00e0 pesquisa que permitiu, em 2015, organizar muito rapidamente uma rede dedicada a tratar de v\u00e1rios aspectos da ci\u00eancia necess\u00e1ria para se atacar o problema do v\u00edrus Zika. Todos os pesquisadores que integram a rede j\u00e1 tiveram projetos apoiados pela FAPESP. Al\u00e9m disso, no ano 2000, come\u00e7ou a ser estruturada a Rede de Diversidade Gen\u00e9tica de V\u00edrus (VGDN), cujo objeto era exatamente estudar e acumular conhecimento sobre v\u00e1rios tipos de v\u00edrus, inclusive os Flavivirus, g\u00eanero ao qual pertencem o v\u00edrus Zika, o v\u00edrus da dengue e o v\u00edrus da febre amarela. \u00c9 um tipo de assunto sobre o qual \u00e9 preciso haver conhecimento acumulado para usar quando necess\u00e1rio. Al\u00e9m do apoio aos pesquisadores e bolsistas, a FAPESP financiou v\u00e1rios tipos de equipamentos e a instala\u00e7\u00e3o de tr\u00eas laborat\u00f3rios com n\u00edvel de biosseguran\u00e7a 3 (NB3+) para pesquisa com v\u00edrus. Essa rede VGDN foi a que o professor Paolo Zanotto muito h\u00e1bil e oportunamente mobilizou em dezembro de 2015, quando o assunto Zika come\u00e7ou a se tornar tema de alta relev\u00e2ncia no Brasil. J\u00e1 havia capacidade instalada na USP, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na Universidade Estadual Paulista (Unesp), no Instituto Butantan, no Adolfo Lutz, no Em\u00edlio Ribas, nos hospitais, na Faculdade de Medicina de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (Famerp). Esses pesquisadores podem redirecionar a aten\u00e7\u00e3o e usar o conhecimento adquirido para tratar do assunto quando necess\u00e1rio, e \u00e9 exatamente o que vem acontecendo.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Esse foi o caso dos aditivos concedidos para 12 projetos em andamento?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Exatamente. S\u00e3o 12 projetos que j\u00e1 est\u00e3o sendo financiados e os pesquisadores perceberam que podiam, com uma quantia n\u00e3o muito grande de recursos, redirecionar certas atividades para descobrir respostas relevantes para alguns dos problemas que emergiram com o v\u00edrus Zika. Esses aditivos foram solicitados para a FAPESP em dezembro e foram aprovados em dois ou tr\u00eas dias. Foi r\u00e1pido, pois consideramos a emerg\u00eancia do assunto. Mas, claro, o fato de termos aprovado esses aditivos n\u00e3o significa que outros pesquisadores do Estado de S\u00e3o Paulo n\u00e3o possam apresentar novos projetos sobre esse assunto. A FAPESP \u00e9 uma das poucas ag\u00eancias de financiamento do mundo que aceitam receber solicita\u00e7\u00e3o de financiamento a qualquer momento do ano. Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma exig\u00eancia de qualidade da pesquisa apoiada com os recursos dos contribuintes, compromisso este que fica mais rigoroso ainda quando se trata de um assunto t\u00e3o importante para a sa\u00fade p\u00fablica. Um aditivo pode ser aprovado rapidamente porque o projeto j\u00e1 passou por an\u00e1lise antes e teve a qualidade avaliada.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Dos 446 aux\u00edlios e bolsas j\u00e1 concedidos pela FAPESP para pesquisas sobre Aedes, dengue e chikungunya, cerca de 76 est\u00e3o atualmente em andamento. Quais aspectos s\u00e3o abordados nesses projetos?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Vacinas, t\u00e9cnicas para sorologia, controle do mosquito, mecanismos celulares em virologia e muitos outros temas. Alguns dos projetos abordam o controle do vetor com resultados importantes, como os obtidos com o uso de mosquitos transg\u00eanicos. H\u00e1 pequenas empresas apoiadas para desenvolverem inseticida biol\u00f3gico, repelentes e sensores para sorologia r\u00e1pida. No momento h\u00e1, \u00e9 claro, especial interesse num conjunto de esfor\u00e7os dos pesquisadores para tentar elucidar a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edrus Zika e a microcefalia. Talvez esse seja um dos elementos mais importantes nesse momento. O registro de casos de microcefalia e sua poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com o v\u00edrus Zika fez com que o tema ganhasse relev\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o brasileira e, como se pode ver nas not\u00edcias, para o mundo todo. A elucida\u00e7\u00e3o por meio da ci\u00eancia dessa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 algo de primeira linha, que precisa ser tratado. Outro projeto que promete resultados muito importantes \u00e9 o de estudo epidemiol\u00f3gico da dengue, na regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Dos projetos j\u00e1 conclu\u00eddos, quais podem ser destacados?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 A vacina tetravalente contra a dengue, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais objeto da pesquisa cient\u00edfica, est\u00e1 atualmente em fase de testes cl\u00ednicos e com boas chances de passar nos testes.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Qual \u00e9 exatamente a rela\u00e7\u00e3o da FAPESP com a Rede Zika?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 At\u00e9 este momento a rela\u00e7\u00e3o da FAPESP foi criar a possibilidade de a rede existir, quando em 2000 financiou a VGDN e, na \u00faltima d\u00e9cada, financiou cada um daqueles pesquisadores que integram a rede e seus bolsistas. E porque a FAPESP reconheceu e recebeu de maneira favor\u00e1vel a ideia e a solicita\u00e7\u00e3o do Zanotto de montar essa rede inicialmente com esses aditivos.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A Rede Zika se limita a pesquisadores de S\u00e3o Paulo ou pode incluir parceiros de outros Estados e outros pa\u00edses?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Eles est\u00e3o procurando essas parcerias. As colabora\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito importantes, especialmente nesse tema, pois a maioria dos casos est\u00e1 em Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Seria desej\u00e1vel que os pesquisadores aqui de S\u00e3o Paulo colaborassem com esses lugares para terem acesso aos casos, aos dados, ao material biol\u00f3gico necess\u00e1rio para fazer an\u00e1lises. E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parceria com outros pa\u00edses, a FAPESP j\u00e1 criou caminho para que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 De que forma?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Temos um importante acordo para cofinanciamento de pesquisas com o National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, por meio do qual qualquer pesquisador em S\u00e3o Paulo pode se associar a um pesquisador norte-americano, escrever uma solicita\u00e7\u00e3o de financiamento e apresentar ao NIH. Eles nos comunicam e analisamos em conjunto. Temos o mesmo tipo de acordo com o Medical Research Council do Reino Unido e os demais conselhos de pesquisa brit\u00e2nicos. Esses dois caminhos est\u00e3o abertos. E temos ainda o mesmo tipo de colabora\u00e7\u00e3o com a Comunidade Europeia. N\u00e3o podemos esperar a crise para come\u00e7ar a montar esse tipo de instrumento, pois demoraria pelo menos um ano.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 J\u00e1 foram submetidos novos projetos de pesquisa focados no v\u00edrus Zika?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 J\u00e1 h\u00e1 novos projetos em an\u00e1lise e certamente haver\u00e1 um aumento no n\u00famero de propostas que vamos receber ao longo do ano sobre esse tema. Os pesquisadores paulistas s\u00e3o sempre muito conectados aos acontecimentos e sabem que o tema \u201cv\u00edrus Zika\u201d se tornou muito importante para o pa\u00eds e para o Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A FAPESP vai dar algum direcionamento a essas pesquisas?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Neste caso, o direcionamento j\u00e1 est\u00e1 sendo dado pelos pesquisadores que comp\u00f5em a rede e por suas institui\u00e7\u00f5es. A FAPESP pode contribuir com a experi\u00eancia na opera\u00e7\u00e3o de redes de pesquisa e facilitar a intera\u00e7\u00e3o com a Secretaria de Estado da Sa\u00fade e com organiza\u00e7\u00f5es estrangeiras. O grande desafio, especialmente nesse caso do combate ao v\u00edrus Zika, \u00e9 como tornar a conex\u00e3o entre o conhecimento e sua aplica\u00e7\u00e3o muito mais \u00e1gil. Al\u00e9m disso, a FAPESP est\u00e1 fazendo com as universidades e demais institui\u00e7\u00f5es de pesquisa um trabalho para articular esses pesquisadores de modo que se consiga maximizar o efeito positivo da intera\u00e7\u00e3o entre eles. \u00c9 essencial que haja o compartilhamento de resultados, de equipamentos e de infraestrutura. A FAPESP j\u00e1 tem feito isso em outras \u00e1reas, como bioenergia, biodiversidade, genoma, mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a pr\u00f3pria rede VGDN. Estamos justamente na fase de discutir com os pesquisadores os itens da pauta tem\u00e1tica, identificando os tr\u00eas ou quatro problemas que devem ser atacados primeiro e quais devem ser os seguintes. Tivemos uma reuni\u00e3o com as pr\u00f3-reitorias de pesquisa da USP, da Unicamp e da Unesp, al\u00e9m de pesquisadores e representantes dos institutos Butantan, Adolfo Lutz e Em\u00edlio Ribas e da Famerp, que tamb\u00e9m tem uma capacidade muito boa de pesquisa em temas relacionados a essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 As pesquisas na \u00e1rea da sa\u00fade recebem em torno de 30% dos financiamentos da FAPESP. Quais as dificuldades para que os resultados desses projetos sejam aplicados? \u00c9 o perfil da institui\u00e7\u00e3o de pesquisa, a caracter\u00edstica do pr\u00f3prio projeto ou uma decis\u00e3o pol\u00edtica?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 Uma parte enorme dos resultados de pesquisa na \u00e1rea da sa\u00fade \u00e9 usada de imediato, pois os mesmos pesquisadores que realizam essas pesquisas atendem e coordenam o atendimento de pacientes nos hospitais, como o Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP, no Hospital Universit\u00e1rio (HU) da USP, no Hospital de Cl\u00ednicas da Unicamp, no Hospital das Cl\u00ednicas de Botucatu (Unesp) e outros. Eles est\u00e3o aprendendo e fazendo atendimento m\u00e9dico melhor j\u00e1 no dia seguinte ao que obtiveram resultados em suas pesquisas, pois \u00e9 uma das \u00e1reas em que a intera\u00e7\u00e3o para a chegada do resultado da pesquisa ao atendimento \u00e9 mais org\u00e2nica. Essa intensidade de pesquisa contribui decisivamente para aumentar a qualidade do atendimento \u00e0 sa\u00fade em S\u00e3o Paulo, tanto em hospitais p\u00fablicos como particulares. Em outro front, que \u00e9 o de desenvolvimento de drogas e protocolos, a intermedia\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou empresas \u00e9 fundamental e os pesquisadores em S\u00e3o Paulo, suas institui\u00e7\u00f5es e a FAPESP buscam incessantemente as oportunidades.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 O que podemos esperar para os pr\u00f3ximos anos em termos da aplica\u00e7\u00e3o dos resultados das pesquisas em andamento?<br \/>\nBrito Cruz \u2013 O fato de haver na Rede Zika institui\u00e7\u00f5es de pesquisa ligadas \u00e0 Secretaria de Estado da Sa\u00fade, como \u00e9 o caso do Instituto Butantan, ajuda a agilizar a aplica\u00e7\u00e3o dos resultados. \u00c9 importante ter em mente que o Estado de S\u00e3o Paulo tem um sistema de sa\u00fade bem organizado. A Secretaria de Estado da Sa\u00fade tem um funcionamento institucional muito bom, um sistema de coleta de dados, informa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lise de dados que trabalha de forma muito pr\u00f3xima com os institutos de pesquisa. Isso cria um ambiente no qual \u00e9 poss\u00edvel obter mais resultados em menos tempo. O desafio \u00e9 grande e com pesquisa de excelente qualidade, persist\u00eancia e prud\u00eancia os primeiros resultados logo ser\u00e3o notados.<\/p>\n<p>Veja a rela\u00e7\u00e3o de projetos apoiados pela FAPESP na .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo e\u00a0Samuel Antenor \u00a0| \u00a0Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Nos \u00faltimos 25 anos, a FAPESP financiou 446 aux\u00edlios \u00e0 pesquisa e bolsas sobre temas relacionados ao mosquito Aedes aegypti e \u00e0s doen\u00e7as por ele transmitidas. 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