{"id":80338,"date":"2016-01-29T07:36:38","date_gmt":"2016-01-29T09:36:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=80338"},"modified":"2016-01-28T17:38:11","modified_gmt":"2016-01-28T19:38:11","slug":"desemprego-fecha-dezembro-em-69-e-atinge-maior-taxa-para-o-mes-desde-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/desemprego-fecha-dezembro-em-69-e-atinge-maior-taxa-para-o-mes-desde-2007\/80338","title":{"rendered":"Desemprego fecha dezembro em 6,9% e atinge maior taxa para o m\u00eas desde 2007"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>taxa de desocupa\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> no pa\u00eds fechou o m\u00eas de dezembro em 6,9%, a maior j\u00e1 registrada para um m\u00eas de dezembro desde 2007, quando o desemprego atingiu 7,4% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que est\u00e1 sendo divulgada pela \u00faltima vez pelo IBGE, pois o indicador ser\u00e1 substitu\u00eddo pela Pnad Cont\u00ednua, que \u00e9 mais abrangente e j\u00e1 vem sendo divulgada pelo instituto.<\/p>\n<p>Com a varia\u00e7\u00e3o de dezembro, a taxa m\u00e9dia de desocupa\u00e7\u00e3o de janeiro a dezembro foi estimada em 6,8% em 2015 e em 4,8% em 2014. Segundo o IBGE, a eleva\u00e7\u00e3o de 2 pontos percentuais entre um ano e outro foi a maior de toda a s\u00e9rie anual da pesquisa, e tamb\u00e9m interrompeu a trajet\u00f3ria de queda do desemprego que ocorria desde 2010.<\/p>\n<p>O IBGE ressalta, por\u00e9m, que no confronto com o in\u00edcio da s\u00e9rie em 2003, quando a taxa foi 12,3%, houve queda de 5,5 pontos percentuais.<\/p>\n<p>M\u00e9dia anual<\/p>\n<p>Em 2015, a m\u00e9dia anual da popula\u00e7\u00e3o desocupada foi estimada em 1,7 milh\u00e3o, contingente 42,5% superior \u00e0 m\u00e9dia de 2014 (1,2 milh\u00e3o de pessoas). \u201cAl\u00e9m de ser o maior crescimento anual da s\u00e9rie, a eleva\u00e7\u00e3o em 2015 interrompeu a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o, iniciada em 2010\u201d, informa o IBGE. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o a 2003 (2,7 milh\u00f5es), o contingente de desocupados caiu 35,5%. Nesse per\u00edodo, a redu\u00e7\u00e3o foi de 940 mil desempregados.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia anual da popula\u00e7\u00e3o ocupada em 2015 foi estimada em 23,3 milh\u00f5es de pessoas, recuando 1,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2014, quando o contingente era de 23,7 milh\u00f5es pessoas. Em 2014, essa popula\u00e7\u00e3o havia retra\u00eddo pela primeira vez (-0,1%) em toda a s\u00e9rie anual, acentuando a queda em 2015.<\/p>\n<p>Carteira assinada<\/p>\n<p>A PME indica que o percentual m\u00e9dio de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ocupada, passou de 50,9% (12,1 milh\u00f5es) em 2014 para 50,3% (11,7 milh\u00f5es) em 2015.<\/p>\n<p>De 2014 para 2015, houve redu\u00e7\u00e3o de 2,7% (329 mil pessoas a menos) no contingente de trabalhadores com carteira assinada, registrando a primeira queda anual em toda a s\u00e9rie. No ano de 2003, a propor\u00e7\u00e3o era de 39,7% (7,5 milh\u00f5es). Portanto, em 13 anos, o contingente dos trabalhadores com carteira assinada expandiu 57,1% (4,3 milh\u00f5es de pessoas a mais).<\/p>\n<p>A PME indica, ainda, que em 2015, ap\u00f3s dez anos de ganhos anuais sucessivos, a m\u00e9dia anual do rendimento real da popula\u00e7\u00e3o ocupada, de R$ 2.265,09, registrou perda de 3,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2014, a primeira queda desde 2005. Todas as regi\u00f5es tiveram perda, com destaque para Belo Horizonte (-4,6%), Rio de Janeiro (-4,0%) e S\u00e3o Paulo (-4,0%). Na compara\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de 2015 com 2003, houve aumento de 28,4% no rendimento de trabalho da popula\u00e7\u00e3o ocupada, o que representou um ganho de cerca de R$ 501,25.<\/p>\n<p>Comportamento semelhante pode ser observado na m\u00e9dia anual da massa de rendimento real mensal habitual. Em 2015 foi estimada em R$ 53,6 bilh\u00f5es, apresentando a primeira retra\u00e7\u00e3o anual na s\u00e9rie (-5,3%). Na compara\u00e7\u00e3o com 2003, entretanto, houve tamb\u00e9m aumento consider\u00e1vel: de 59,2%.<\/p>\n<p>Servi\u00e7os dom\u00e9sticos<\/p>\n<p>O \u00fanico setor da economia a apresentar crescimento no contingente de trabalhadores ocupados foi o de servi\u00e7os dom\u00e9sticos. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, a popula\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 atividade de servi\u00e7os dom\u00e9sticos apresentou crescimento de 1,5%, entre 2014 e 2015, revertendo a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o iniciada em 2010. Todos os demais grupamentos tiveram redu\u00e7\u00e3o, sendo as principais quedas observadas na ind\u00fastria (-5,5%) e na constru\u00e7\u00e3o (-3,6%).<\/p>\n<p>De uma maneira geral, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o (propor\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o ocupada e a popula\u00e7\u00e3o em idade ativa) alcan\u00e7ou m\u00e9dia de 51,9% em 2015, caindo 1,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a 2014 (53,3%). Essa foi a maior queda anual do indicador, que pode ser explicada pela redu\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o em 2015. Na compara\u00e7\u00e3o com 2003, quando esse indicador era de 50%, houve expans\u00e3o de 1,9 ponto percentual.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres (44,3%) continua inferior ao dos homens (61%), mesmo mostrando maior aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2003: 0,1 ponto percentual (homens) e 3,8 pontos percentuais (mulheres). Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o dos jovens de 18 a 24 anos de idade, a propor\u00e7\u00e3o passou de 57,3% em 2014 para 53,8% em 2015 \u2013 queda de 3,5 pontos percentuais, o que levou o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o entre os jovens a voltar ao mesmo valor observado em 2003.<\/p>\n<p>Pretos e pardos<\/p>\n<p>Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego tamb\u00e9m mostra que persistem as disparidades entre os rendimentos das pessoas pretas e pardas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s brancas e tamb\u00e9m entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>Embora a pesquisa tenha mostrado que de 2003 a 2015, o rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda cresceu 52,6%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 25%, esse expressivo crescimento em 13 anos, n\u00e3o foi suficiente para reverter o quadro da desigualdade racial.<\/p>\n<p>Os trabalhadores ocupados de cor preta ou parda ganhavam, em m\u00e9dia, em 2015, 59,2% do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. O IBGE destacou, por\u00e9m, o fato de que, em 2003, o percentaul n\u00e3o chegava \u00e0 metade (48,4%).<\/p>\n<p>No que diz respeito ao sexo feminino, o levantamento do IBGE indica que, em 2015, em m\u00e9dia, as mulheres ganhavam em torno de 75,4% do rendimento recebido pelos homens, o que, no entanto, representou uma expans\u00e3o de 1,2 ponto percentual frente a 2014 (74,2%). A menor percentual foi registrado em 2007 (70,5%).<\/p>\n<p>Escolaridade<\/p>\n<p>Os dados da PME indicaram, ainda, que em 2015, 22% das pessoas ocupadas tinham ensino superior completo. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo cresceu, de 2003 para 2015, de 46,7% para 66,5%, um aumento de 19,8 ponto percentual, acima do aumento verificado na popula\u00e7\u00e3o total de 10 anos ou mais, que foi de 16,7 ponto percentual. Aumentou tamb\u00e9m a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores com o ensino superior completo: em 2003 eles representavam 13,8%, j\u00e1 em 2015 esta estimativa ultrapassou um quinto dos ocupados (22%).<\/p>\n<p>A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) \u00e9 realizada pelo IBGE nas regi\u00f5es metropolitanas do Recife, de Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de S\u00e3o Paulo e Porto Alegre. Esta \u00e9 a \u00faltima vez que a pesquisa \u00e9 divulgada. A partir de agora, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ser\u00e1 medida pela Pesquisa nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad Cont\u00ednua) \u2013 mais abrangente que a PME por envolver n\u00famero muito maior de cidade e regi\u00f5es metropolitanas.<\/p>\n<p>Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Talita Cavalcante<br \/>\n29\/01\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds fechou o m\u00eas de dezembro em 6,9%, a maior j\u00e1 registrada para um m\u00eas de dezembro desde 2007, quando o desemprego atingiu 7,4% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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