{"id":80186,"date":"2016-01-26T07:24:07","date_gmt":"2016-01-26T09:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=80186"},"modified":"2016-01-25T19:24:58","modified_gmt":"2016-01-25T21:24:58","slug":"drones-sobre-o-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/drones-sobre-o-campo\/80186","title":{"rendered":"Drones sobre o campo"},"content":{"rendered":"<p>Rodrigo de Oliveira Andrade | Revista Pesquisa FAPESP \u2013 Avan\u00e7os recentes em \u00e1reas da tecnologia da computa\u00e7\u00e3o, associados ao desenvolvimento de sistemas globais de navega\u00e7\u00e3o e geoprocessamento, est\u00e3o ampliando as perspectivas de uso dos ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados, os <em><strong>drones, na agricultura<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Relativamente baratas e f\u00e1ceis de usar, essas aeronaves, equipadas com sensores e recursos de imagem cada vez mais eficientes e precisos, podem auxiliar agricultores a aumentar a produtividade e reduzir danos em lavouras por meio de levantamentos de dados que permitem detectar pragas e estimar o \u00edndice de crescimento das plantas, para citar alguns exemplos.<\/p>\n<p>Diante das possibilidades de uso dessas aeronaves, os cientistas da computa\u00e7\u00e3o , Heitor Freitas e o professor , do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (ICMC-USP) de S\u00e3o Carlos, interior paulista, desenvolveram, com  da FAPESP, um sistema inteligente e aut\u00f4nomo de pulveriza\u00e7\u00e3o de agroqu\u00edmicos com drones.<\/p>\n<p>O uso de agroqu\u00edmicos \u00e9 essencial na agricultura de larga escala. Esses defensivos qu\u00edmicos, em geral, s\u00e3o pulverizados manualmente sobre as lavouras ou com o aux\u00edlio de tratores. Mesmo quando usam algum tipo de prote\u00e7\u00e3o, como m\u00e1scaras, os trabalhadores rurais ficam expostos ao produto, que pode provocar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade como c\u00e2ncer e efeitos adversos ao sistema nervoso central e perif\u00e9rico.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o maior consumidor de agrot\u00f3xicos. A venda no pa\u00eds cresceu substancialmente nos \u00faltimos anos, saltando de US$ 2 bilh\u00f5es em 2001 para mais de US$ 8,5 bilh\u00f5es em 2011, segundo um relat\u00f3rio do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) sobre os riscos para a sa\u00fade humana do uso de agrot\u00f3xicos. Controlar a quantidade de agroqu\u00edmicos aplicados nas lavouras, por sua vez, \u00e9 muito dif\u00edcil. A pulveriza\u00e7\u00e3o quase sempre est\u00e1 sujeita a fatores meteorol\u00f3gicos, como a velocidade e dire\u00e7\u00e3o do vento, que podem comprometer sua aplica\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de cultivo, espalhando-o por \u00e1reas vizinhas.<\/p>\n<p>O sistema desenvolvido pelos pesquisadores do ICMC-USP prev\u00ea o uso orquestrado de um drone de asas rotativas, na forma de h\u00e9lices, e uma rede de sensores sem fio instalada ao redor da \u00e1rea de cultivo. Baseia-se em um sistema de intelig\u00eancia artificial capaz de ajustar a rota da aeronave de acordo com condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas espec\u00edficas. Segundo eles, isso se d\u00e1 por meio do cruzamento de dados gerados pelo drone com os obtidos em tempo real pelos sensores instalados \u00e0s margens da \u00e1rea a ser pulverizada.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, o drone faz alguns voos de treinamento em diferentes alturas e condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas para conhecer o padr\u00e3o de deposi\u00e7\u00e3o de seu sistema de pulveriza\u00e7\u00e3o e a influ\u00eancia causada pelas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas\u201d, explica Fai\u00e7al. \u201cEssas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas para que mais tarde sejam usadas para construir um modelo de conhecimento que permita ao dronetomar decis\u00f5es durante a pulveriza\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas semelhantes \u00e0s anteriores ou in\u00e9ditas.\u201d<\/p>\n<p>Ao se aproximar dos sensores instalados ao redor da \u00e1rea pulverizada, o drone verifica se as informa\u00e7\u00f5es por ele geradas conferem com as obtidas em tempo real pelos equipamentos no solo. Com base no cruzamento dessas informa\u00e7\u00f5es, o sistema \u00e9 capaz de regular a libera\u00e7\u00e3o do produto qu\u00edmico sobre a lavoura. A ideia \u00e9 que a aeronave e demais sensores funcionem de modo aut\u00f4nomo, com uma esta\u00e7\u00e3o de controle e um t\u00e9cnico para monitorar o andamento do processo.<\/p>\n<p>As coordenadas registradas no sistema de navega\u00e7\u00e3o do drone, em concord\u00e2ncia com os c\u00e1lculos cruzados entre a aeronave e os sensores, determinam a pot\u00eancia de uma bomba que regula a quantidade de agroqu\u00edmico liberado. Quanto maior for a pot\u00eancia, mais produto \u00e9 liberado. Segundo os pesquisadores, isso favorece uma pulveriza\u00e7\u00e3o mais segura e precisa, capaz de melhorar a cobertura da aplica\u00e7\u00e3o e a qualidade do processo de cultivo, garantindo maior aproveitamento dessas subst\u00e2ncias pelas plantas com menos preju\u00edzo ao ambiente. O sistema foi avaliado em um drone de asa rotativa com oito motores el\u00e9tricos mantidos por baterias e capacidade de carga de 2,5 quilogramas (kg) em campos abertos dentro da pr\u00f3pria universidade.<\/p>\n<p>Leia a reportagem completa no endere\u00e7o .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodrigo de Oliveira Andrade | Revista Pesquisa FAPESP \u2013 Avan\u00e7os recentes em \u00e1reas da tecnologia da computa\u00e7\u00e3o, associados ao desenvolvimento de sistemas globais de navega\u00e7\u00e3o e geoprocessamento, est\u00e3o ampliando as perspectivas de uso dos ve\u00edculos a\u00e9reos n\u00e3o tripulados, os drones, na agricultura. 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