{"id":79772,"date":"2016-01-14T17:45:18","date_gmt":"2016-01-14T19:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=79772"},"modified":"2016-01-14T17:45:18","modified_gmt":"2016-01-14T19:45:18","slug":"alimentos-causam-maior-queda-nas-vendas-do-varejo-em-12-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2016\/alimentos-causam-maior-queda-nas-vendas-do-varejo-em-12-anos\/79772","title":{"rendered":"Alimentos causam maior queda nas vendas do varejo em 12 anos"},"content":{"rendered":"<p> O setor de alimentos foi determinante para que as vendas do com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds fechassem novembro de 2015 com queda de 7,8% na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2014. \u00c9 a oitava retra\u00e7\u00e3o consecutiva e a maior na s\u00e9rie sem ajuste sazonal nos \u00faltimos 12 anos desde os -11,3% de mar\u00e7o de 2003.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que divulgou a Pesquisa Mensal de Com\u00e9rcio (PMC). Ela fechou novembro com crescimento de 1,5% sobre outubro do ano passado. Os dados indicam que a receita nominal do setor cresceu 2,3% de outubro para novembro do ano passado e 1,4% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2014.<\/p>\n<p>Vendas negativas<\/p>\n<p>Os resultados da PMC, no entanto, s\u00e3o predominantemente negativos com o volume de vendas no acumulado de janeiro-novembro de 2015 fechando em -4% e em -3,5% no acumulado dos \u00faltimos 12 meses. J\u00e1 a receita nominal do setor, nas mesmas bases de compara\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m-se no campo positivo com varia\u00e7\u00f5es de 3,35 e 3,6%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o com\u00e9rcio varejista ampliado \u2013 que, al\u00e9m do varejo, inclui  ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as e de material de constru\u00e7\u00e3o \u2013 encerrou novembro com varia\u00e7\u00f5es positivas sobre o m\u00eas imediatamente anterior: 0,5% para volume de vendas e 1,1% para a receita nominal.<\/p>\n<p>A queda de 7,8% na compara\u00e7\u00e3o com novembro do ano passado nas vendas do varejo teve perfil disseminado de resultados negativos entre as atividades que comp\u00f5em o setor. O principal impacto negativo na forma\u00e7\u00e3o da taxa geral no volume de vendas foi exercido pelo segmento de hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo com queda de 5,7%, seguido por m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos (-14,7%), tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados (-15,6%) e combust\u00edveis e lubrificantes (-12%).<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, os quatro setores juntos responderam por mais de 90% do resultado global do varejo. As demais atividades, que acusaram taxas negativas, praticamente n\u00e3o tiveram influ\u00eancia significativa no resultado interanual do volume de vendas em novembro: outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico (-4,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (-18,6%) e equipamentos e material para escrit\u00f3rio, inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00e3o (-5,6%).<\/p>\n<p>Argumenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para a gerente da PMC, Isabela Nunes Pereira, a queda do poder aquisitivo do brasileiro, infla\u00e7\u00e3o elevada \u2013 principalmente dos alimentos \u2013 e juros altos determinaram a retra\u00e7\u00e3o das vendas no varejo. \u201cO varejo \u00e9 uma atividade que sofre impactos do n\u00edvel de renda, da infla\u00e7\u00e3o e do comportamento dos juros. A compara\u00e7\u00e3o 2014\/2015 apresenta conjunturas distantes, principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho, onde a massa real habitual de sal\u00e1rios crescia a uma taxa de 3% em novembro de 2014 e em 2015 recuou 12,2%. J\u00e1 as taxas de juros para as pessoas f\u00edsicas subiram mais de 30% no per\u00edodo. Destacando, ainda, a alta da infla\u00e7\u00e3o dos alimentos [acima do IPCA] e dos combust\u00edveis e eletrodom\u00e9sticos.\u201d<\/p>\n<p>A atividade de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, com queda de 14,7% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2014, teve a segunda maior influ\u00eancia negativa na taxa geral do com\u00e9rcio varejista. Com isso, ao registrar taxas de -13,5% no acumulado de janeiro a novembro e de -12,3% no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o segmento se manteve com desempenho abaixo da m\u00e9dia do varejo.<\/p>\n<p>O setor de tecidos, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados, com recuo de 15,6% no volume de vendas sobre novembro de 2014, foi respons\u00e1vel pela terceira contribui\u00e7\u00e3o negativa para a taxa global. A quarta maior contribui\u00e7\u00e3o veio de combust\u00edveis e lubrificantes, com queda de 12% no volume de vendas em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2014. Em termos acumulados, as taxas da atividade foram de -5,8% para os onze primeiros meses do ano e de -5,1% nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>Outros artigos de uso pessoal e dom\u00e9stico, com varia\u00e7\u00e3o de -4,8%, registram a quinta taxa negativa consecutiva. Nos indicadores acumulados, a taxa para os primeiros onze meses do ano foi de -0,3% e para os \u00faltimos 12 meses, de 0,7%.<\/p>\n<p>Varejo ampliado cai 13,2%<\/p>\n<p>A queda de 13,2% no com\u00e9rcio varejista ampliado em novembro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2014 (s\u00e9rie sem ajuste sazonal), reflete, principalmente, a retra\u00e7\u00e3o do setor de ve\u00edculos, motos, partes e pe\u00e7as, que chegou a cair 24,5%, ampliando, em novembro, a queda nas vendas em rela\u00e7\u00e3o ao resultado do m\u00eas anterior (-23,9%), enquanto o segmento de material de constru\u00e7\u00e3o (-13,5%) reduziu o ritmo de queda em compara\u00e7\u00e3o ao verificado em outubro (-15,8%).<\/p>\n<p>Frente a novembro de 2014, o com\u00e9rcio varejista registrou queda em 26 dos 27 estados para o volume de vendas, com destaque em termos de magnitude para o Amap\u00e1, com -27,4%. Somente Roraima (4%) apresentou aumento do volume das vendas em novembro. Quanto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o da taxa negativa do varejo, destacam-se S\u00e3o Paulo (-6%), Rio Grande do Sul (-10,9%), Paran\u00e1 (-10%) e Santa Catarina (-11,3%).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no com\u00e9rcio varejista ampliado, todas as 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o apresentaram varia\u00e7\u00f5es negativas na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2014. Em termos de volume de vendas, destacam-se Amap\u00e1 (26,8%), Tocantins (-24,2%), Esp\u00edrito Santo (-22,8%) e Goi\u00e1s (-21,7%). Os estados com maior impacto negativo foram S\u00e3o Paulo (taxa de -6,9% e Rio de Janeiro (-15,1%).<\/p>\n<p>&#8220;Se compararmos a conjuntura de novembro de 2014 com a de 2015, a gente tinha um mercado de trabalho que crescia. Atualmente, temos uma situa\u00e7\u00e3o de taxas de juros bem mais elevadas e uma mudan\u00e7a de situa\u00e7\u00e3o em termos de infla\u00e7\u00e3o\u201d, disse a t\u00e9cnica do IBGE.<\/p>\n<p>Entre todos os segmentos do com\u00e9rcio, os hipermercados, supermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo, cujas vendas ca\u00edram 5,7%, exerceram a principal press\u00e3o negativa sobre o \u00edndice geral na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p> Nielmar de Oliveira<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<br \/>\n14\/01\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de alimentos foi determinante para que as vendas do com\u00e9rcio varejista do pa\u00eds fechassem novembro de 2015 com queda de 7,8% na compara\u00e7\u00e3o com novembro de 2014. \u00c9 a oitava retra\u00e7\u00e3o consecutiva e a maior na s\u00e9rie sem ajuste sazonal nos \u00faltimos 12 anos desde os -11,3% de mar\u00e7o de 2003. 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