{"id":78650,"date":"2015-12-11T15:50:53","date_gmt":"2015-12-11T17:50:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=78650"},"modified":"2015-12-11T15:50:53","modified_gmt":"2015-12-11T17:50:53","slug":"aedes-aegypti-conheca-a-historia-do-mosquito-no-brasil-e-suas-caracteristicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/aedes-aegypti-conheca-a-historia-do-mosquito-no-brasil-e-suas-caracteristicas\/78650","title":{"rendered":"Aedes aegypti: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria do mosquito no Brasil e suas caracter\u00edsticas"},"content":{"rendered":"<p>O Aedes aegypti \u2013 mosquito transmissor de doen\u00e7as como a dengue, a febre amarela, a febre chikungunya e o v\u00edrus <em><strong>Zika<\/strong><\/em> \u2013 \u00e9 origin\u00e1rio do Egito, na \u00c1frica, e vem se espalhando pelas regi\u00f5es tropicais e subtropicais do planeta desde o s\u00e9culo 16. No Brasil, segundo pesquisadores, o vetor chegou ainda no per\u00edodo colonial. \u201cO mosquito veio nos navios com os escravos&#8221;, explica a pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP, Margareth Capurro.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz, o Aedes aegypti foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. O nome definitivo veio em 1818, ap\u00f3s a descri\u00e7\u00e3o do g\u00eanero Aedes. Em territ\u00f3rio nacional, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20, o mosquito j\u00e1 era considerado um problema. \u00c0 \u00e9poca, no entanto, a principal preocupa\u00e7\u00e3o era a transmiss\u00e3o da febre amarela. \u201cNa campanha contra a febre, o Aedes aegypti foi erradicado do Brasil usando inseticida qu\u00edmico&#8221;, lembra a pesquisadora.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o demorou muito para o mosquito voltar e se espalhar pelo extenso territ\u00f3rio brasileiro. Em meados dos anos de 1980, o Aedes aegypti foi reintroduzido no pa\u00eds, por meio de esp\u00e9cies que vieram principalmente de Cingapura. Hoje, conforme estudiosos, falar em erradica\u00e7\u00e3o \u00e9 algo improv\u00e1vel. \u201cO fato de usarmos muitos inseticidas qu\u00edmicos fez com que sejam selecionados os mosquitos mais resistentes. A resist\u00eancia atual desses vetores \u00e9 muito grande. Justamente por isso, tende-se a diminuir ao m\u00e1ximo o uso de inseticida qu\u00edmico\u201d, esclarece Capurro.<\/p>\n<p>Segundo o Levantamento R\u00e1pido de \u00cdndices para Aedes aegypti (LIRAa) \u2013 que se baseia em dados dos meses de outubro e novembro de 2015 e acumula informa\u00e7\u00f5es de 1.792 cidades \u2013, um total de 199 munic\u00edpios brasileiros est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de risco de surto de dengue, chikungunya e v\u00edrus Zika devido \u00e0 presen\u00e7a significativa do Aedes aegypti. A classifica\u00e7\u00e3o, feita com base em dados reunidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, leva em conta o fato de que em mais de 4% das casas visitadas nesses locais foram encontradas larvas do mosquito.<\/p>\n<p>Confira a situa\u00e7\u00e3o do seu munic\u00edpio:<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00e3o um pouco menos cr\u00edtica \u2013 com 1% a 3,9% dos im\u00f3veis com foco do mosquito \u2013, o minist\u00e9rio identificou um total de 665 munic\u00edpios brasileiros em alerta. Outros 928 foram considerados com \u00edndices satisfat\u00f3rios \u2013 j\u00e1 que nessas localidades menos de 1% das resid\u00eancias apresentaram larvas do mosquito.<\/p>\n<p>O levantamento identificou ainda a presen\u00e7a do mosquito Aedes albopictus em 261 munic\u00edpios. Esse vetor tamb\u00e9m pode transmitir a chikungunya e o v\u00edrus Zika. &#8220;O Zika acabou se afinando muito bem aos dois tipos de aedes&#8221;, explica Caio Freiro, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP.<\/p>\n<p>Entre as 18 capitais que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recebeu informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a do Aedes aegypti, apenas Rio Branco (AC) est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de risco. Outras sete s\u00e3o classificadas como \u201cem alerta\u201d e dez com \u201c\u00edndices satisfat\u00f3rios\u201d.<\/p>\n<p>Noelle Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter do Portal EBC*<br \/>\n*Com informa\u00e7\u00f5es da TV Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Carolina Pimentel<br \/>\n11\/12\/2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Aedes aegypti \u2013 mosquito transmissor de doen\u00e7as como a dengue, a febre amarela, a febre chikungunya e o v\u00edrus Zika \u2013 \u00e9 origin\u00e1rio do Egito, na \u00c1frica, e vem se espalhando pelas regi\u00f5es tropicais e subtropicais do planeta desde o s\u00e9culo 16. 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