{"id":77079,"date":"2015-11-03T15:49:40","date_gmt":"2015-11-03T17:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=77079"},"modified":"2015-11-03T15:49:40","modified_gmt":"2015-11-03T17:49:40","slug":"parques-tecnologicos-alavancam-investimentos-em-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/parques-tecnologicos-alavancam-investimentos-em-inovacao\/77079","title":{"rendered":"Parques tecnol\u00f3gicos alavancam investimentos em inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> Elton Alisson | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A cidade de Sorocaba (a cerca de 100 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo) vem atraindo, nos \u00faltimos anos, empresas como a Toyota, que inaugurou em 2012 sua terceira f\u00e1brica no pa\u00eds e trouxe, a reboque, 13 fornecedoras de componentes e de servi\u00e7os automotivos (sistemistas) ao munic\u00edpio paulista. Segundo Erly Domingues de Syllos, diretor de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o do Centro das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Ciesp) e presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o de Sorocaba (Inova Sorocaba), um dos fatores que contribu\u00edram para a cidade do interior paulista entrar no radar de investimentos da montadora japonesa e de outras empresas \u00e9 o fato de possuir um <strong><em>parque tecnol\u00f3gico<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da Toyota, diversas outras empresas, de diferentes setores, como a Embraer Manuten\u00e7\u00e3o, a fabricante de tratores JCB e a de p\u00e1s e\u00f3licas Tecsis, instalaram f\u00e1bricas na cidade por conta da exist\u00eancia do parque tecnol\u00f3gico\u201d, disse Syllos, durante palestra no semin\u00e1rio \u201cInveste SP e Parques Tecnol\u00f3gicos \u2013 Inova\u00e7\u00e3o acelerando o desenvolvimento\u201d, realizado na sede da Ag\u00eancia Paulista de Promo\u00e7\u00e3o de Investimentos e Competividade (Investe em SP), na capital paulista.<\/p>\n<p>Promovido pela Investe SP, o objetivo do evento foi reunir representantes do governo, associa\u00e7\u00f5es, empres\u00e1rios e especialistas para definir estrat\u00e9gias de desenvolvimento do Estado de S\u00e3o Paulo por meio dos parques tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Ambiente de inova\u00e7\u00e3o que abriga, em um mesmo espa\u00e7o, empresas de base tecnol\u00f3gica de um ou mais setores, al\u00e9m de universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, os parques tecnol\u00f3gicos v\u00eam aumentando em n\u00famero no Brasil e no mundo em raz\u00e3o dos impactos econ\u00f4micos positivos para as cidades e o pa\u00eds onde est\u00e3o sediados, destacaram especialistas no evento.<\/p>\n<p>\u201cOs parques tecnol\u00f3gicos alavancam os recursos p\u00fablicos iniciais alocados na constru\u00e7\u00e3o desses empreendimentos ao gerar investimentos das empresas em centros de pesquisa e desenvolvimento, empregos qualificados e dinamizar a economia\u201d, disse Guilherme Ary Plonski, professor da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade (FEA) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>O Porto Digital, por exemplo, \u2013 um polo de desenvolvimento de softwares e de economia criativa situado em Recife, que iniciou suas atividades com um investimento de R$ 33 milh\u00f5es derivados da privatiza\u00e7\u00e3o de uma empresa do Estado de Pernambuco \u2013, gerou ao longo de seus 15 anos de exist\u00eancia 7,5 mil empregos e as empresas sediadas no complexo faturam atualmente R$ 1 bilh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 as 40 empresas instaladas no parque tecnol\u00f3gico da University of Arizona, nos Estados Unidos, criado pela universidade americana em 1994 em um terreno na regi\u00e3o de Pima at\u00e9 ent\u00e3o usado pela IBM, geram um faturamento de US$ 2,3 bilh\u00f5es por ano e foram respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de 6,5 mil postos de trabalho, com sal\u00e1rio equivalente ao dobro da m\u00e9dia do estado americano, exemplificou Plonski.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas precisam de ambientes de inova\u00e7\u00e3o para alavancar a competividade mediante a coopera\u00e7\u00e3o com outras empresas, al\u00e9m de universidades e institutos de pesquisa. E um desses ambientes de inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um parque tecnol\u00f3gico\u201d, afirmou o especialista, que \u00e9 conselheiro da International Association of Science Parks and Areas of Innovation (IASP).<\/p>\n<p>De acordo com Plonski, os primeiros parques tecnol\u00f3gicos \u2013 chamados de primeira gera\u00e7\u00e3o \u2013 foram criados especialmente nos Estados Unidos, entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1960, por diferentes raz\u00f5es.<\/p>\n<p>O Stanford Research Park, por exemplo, considerado o primeiro parque tecnol\u00f3gico do mundo, foi constru\u00eddo em 1951 a partir de uma decis\u00e3o da Stanford University.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o passava por uma crise financeira e decidiu dar um uso econ\u00f4mico para alguns terrenos que a fam\u00edlia Stanford deixou em testamento para usufruto da universidade.<\/p>\n<p>\u201cA reitoria da universidade come\u00e7ou a permitir, na \u00e9poca, que empresas fossem instaladas naqueles terrenos e percebeu que um conjunto importante dessas empresas era oriunda de San Francisco e intensivas em conhecimento\u201d, disse Plonski.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1959 foi constru\u00eddo o Research Triangle Park, na Carolina do Norte, por iniciativa do governo do estado, situado no sul dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Antevendo que os tr\u00eas setores b\u00e1sicos da economia da Carolina do Norte na \u00e9poca \u2013 o fumageiro, o moveleiro e o t\u00eaxtil \u2013 poderiam enfrentar crises econ\u00f4micas em curto e m\u00e9dio prazo, o governo come\u00e7ou a estudar medidas para diversificar a economia do estado.<\/p>\n<p>Para isso, viu que poderia contar com o apoio de tr\u00eas universidades existentes no estado americano \u2013 a Duke University, a North Carolina State University e a University of North Carolina at Chapel Hill \u2013, localizadas a uma dist\u00e2ncia de cerca de 20 minutos uma da outra, que formam o \u201ctri\u00e2ngulo da pesquisa\u201d, como a regi\u00e3o \u00e9 conhecida.<\/p>\n<p>\u201cHoje h\u00e1 200 empresas instaladas no parque, que geram 50 mil postos de trabalho, boa parte qualificados\u201d, disse Plonski.<\/p>\n<p>Iniciativas no Brasil<\/p>\n<p>No Brasil, segundo o professor, as primeiras propostas de cria\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos come\u00e7aram a surgir no final da d\u00e9cada de 1980 e ganharam maior for\u00e7a a partir de 2000, quando foram constru\u00eddos os primeiros empreendimentos do g\u00eanero no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 94 iniciativas de parques tecnol\u00f3gicos, das quais 24 est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o, disse Plonski.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma grande concentra\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m h\u00e1 outros importantes fora dessas \u00e1reas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>No Estado de S\u00e3o Paulo existem hoje 28 iniciativas para implanta\u00e7\u00e3o desses empreendimentos, sendo o Parque Tecnol\u00f3gico de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos o primeiro a receber o status definitivo no Sistema Paulista de Parques Tecnol\u00f3gicos (SPTec).<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, outros cinco tamb\u00e9m receberam este t\u00edtulo: Parque Tecnol\u00f3gico de Sorocaba, Parque Tecnol\u00f3gico de Ribeir\u00e3o Preto, Parque Tecnol\u00f3gico de Piracicaba, Parque Tecnol\u00f3gico de Santos e Parque Tecnol\u00f3gico de S\u00e3o Carlos (ParqTec).<\/p>\n<p>Hoje h\u00e1 14 iniciativas com credenciamento provis\u00f3rio: Ara\u00e7atuba, Barretos, Botucatu, Campinas (com cinco iniciativas: Polo de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o da Unicamp, CPqD, CTI-TEC, Ciatec II e Techno Park), Parque Universidade Vale do Para\u00edba (Univap), Santo Andr\u00e9, S\u00e3o Carlos EcoTecnol\u00f3gico, S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto e S\u00e3o Paulo (duas iniciativas: Jaguar\u00e9 e Zona Leste).<\/p>\n<p>\u201cA grande maioria desses investimentos est\u00e1 situada no eixo Bandeirantes\u00ac\u2013 \u00acAnhaguera\u201d, disse Juan Quir\u00f3s, presidente da Investe SP, que gerencia os parques tecnol\u00f3gicos existentes no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cTemos que levar esses investimentos para outras regi\u00f5es do Estado, de modo que n\u00e3o fiquem concentrados apenas nas regi\u00f5es metropolitanas\u201d, disse Quir\u00f3s durante o evento.<\/p>\n<p>O encontro teve a participa\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Queiroz e Douglas Eduardo Zampieri, membros da coordena\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o da FAPESP, que falaram sobre os mecanismos que a Funda\u00e7\u00e3o disponibiliza para apoiar a pesquisa para a inova\u00e7\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo, tais como os programas Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas () e de Apoio \u00e0 Pesquisa em Parceria para a Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica ().<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elton Alisson | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A cidade de Sorocaba (a cerca de 100 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo) vem atraindo, nos \u00faltimos anos, empresas como 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