{"id":75821,"date":"2015-10-01T17:06:17","date_gmt":"2015-10-01T20:06:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=75821"},"modified":"2015-10-01T17:06:17","modified_gmt":"2015-10-01T20:06:17","slug":"alta-do-dolar-faz-aumentar-endividamento-de-empresas-no-mercado-externo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/alta-do-dolar-faz-aumentar-endividamento-de-empresas-no-mercado-externo\/75821","title":{"rendered":"Alta do d\u00f3lar faz aumentar endividamento de empresas no mercado externo"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>endividamento das empresas no mercado externo<\/em><\/strong> aumentou devido \u00e0 alta do d\u00f3lar, diz o Relat\u00f3rio de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco Central (BC). Em junho, do total das d\u00edvidas das empresas, 32,2% foram contra\u00eddas no mercado externo. Em dezembro a participa\u00e7\u00e3o estava 28,9%.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, esse incremento ocorreu como consequ\u00eancia da varia\u00e7\u00e3o cambial no per\u00edodo e n\u00e3o de novas capta\u00e7\u00f5es no exterior. Na publica\u00e7\u00e3o, o BC ressalta que o endividamento das empresas em moeda estrangeira \u00e9 exemplo de situa\u00e7\u00f5es que demandam aten\u00e7\u00e3o especial. No entanto, diz o BC, parte significativa dessa d\u00edvida \u00e9 de empresas exportadoras que, naturalmente, t\u00eam mecanismos financeiros de prote\u00e7\u00e3o cambial (hedge).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o BC destaca que o mercado oferece prote\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas contra as fortes oscila\u00e7\u00f5es do d\u00f3lar. E h\u00e1 corpora\u00e7\u00f5es que pertencem a um grupo econ\u00f4mico com sede no exterior, o que aumenta a possibilidade de suporte financeiro intragrupo, bem como firmas com ativos no exterior em montante relevante, que podem compensar ou justificar economicamente a exposi\u00e7\u00e3o em moeda estrangeira.<\/p>\n<p>\u201cO grupo de devedores que n\u00e3o tem prote\u00e7\u00e3o cambial relevante e conhecida \u00e9 restrito\u201d, ressalta o relat\u00f3rio. A exposi\u00e7\u00e3o em moeda estrangeira dessas empresas sem prote\u00e7\u00e3o aumentou de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em dezembro de 2014, para 3,3%, em junho de 2015.<\/p>\n<p>\u201cPara esse grupo de empresas n\u00e3o exportadoras, sem hedge financeiro identificado, sem suporte intragrupo e sem ativos no exterior, o impacto da varia\u00e7\u00e3o cambial em suas d\u00edvidas pode resultar em fragilidade financeira e, ainda que at\u00e9 o momento n\u00e3o tenha se traduzido em aumento de sua inadimpl\u00eancia no Sistema Financeiro Nacional, trata-se de situa\u00e7\u00e3o continuamente monitorada\u201d, diz o Banco Central.<\/p>\n<p> Segundo o diretor de Fiscaliza\u00e7\u00e3o do BC, Anthero Meirelles, esse \u201cpercentual pequeno\u201d de empresas sem prote\u00e7\u00e3o cambial conhecida \u201cd\u00e1 conforto\u201d, mas o banco sempre olha o assunto com aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao apresentar o relat\u00f3rio, Meirelles defendeu as opera\u00e7\u00f5es de swap cambial (equivalentes \u00e0 venda de d\u00f3lares no mercado futuro). Ele disse que os swaps proporcionam prote\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas e investidores em momento de forte oscila\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>\u201cEvitam que empresas quebrem, n\u00e3o tenham condi\u00e7\u00f5es de suportar esse movimento de volatilidade ou uma fuga de investidores\u201d, explicou. Meirelles disse que para cada real de preju\u00edzo do BC com as opera\u00e7\u00f5es, h\u00e1 ganhos entre R$ 3,5 e R$ 4, devido \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o das reservas internacionais.<\/p>\n<p>Nessa opera\u00e7\u00e3o, o banco vende contratos de troca de rendimento no mercado futuro. Apesar de serem em reais, as opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o atreladas \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar. No swap cambial, a autoridade monet\u00e1ria aposta que o d\u00f3lar subir\u00e1 mais que a taxa DI (taxa de dep\u00f3sito interbanc\u00e1rio, que \u00e9 cobrada em transa\u00e7\u00f5es entre bancos). Os investidores apostam o contr\u00e1rio. No fim dos contratos, ocorre uma troca de rendimentos (swap) entre as duas partes. Quando o d\u00f3lar sobe, o BC tem preju\u00edzo proporcional ao n\u00famero de contratos em vigor. Quando a cota\u00e7\u00e3o cai, os investidores deixam de lucrar.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O endividamento das empresas no mercado externo aumentou devido \u00e0 alta do d\u00f3lar, diz o Relat\u00f3rio de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco Central (BC). Em junho, do total das d\u00edvidas das empresas, 32,2% foram contra\u00eddas no mercado externo. Em dezembro a participa\u00e7\u00e3o estava 28,9%. 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