{"id":75680,"date":"2015-09-28T11:38:10","date_gmt":"2015-09-28T14:38:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=75680"},"modified":"2015-09-28T11:38:10","modified_gmt":"2015-09-28T14:38:10","slug":"queda-da-economia-chega-a-28-este-ano-dizem-instituicoes-financeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/queda-da-economia-chega-a-28-este-ano-dizem-instituicoes-financeiras\/75680","title":{"rendered":"Queda da economia chega a 2,8% este ano, dizem institui\u00e7\u00f5es financeiras"},"content":{"rendered":"<p> A <strong><em>economia brasileira<\/em><\/strong> deve ter queda de 2,8%, este ano, e de 1%, em 2016. Essas estimativas s\u00e3o do boletim Focus, publica\u00e7\u00e3o semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em proje\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es financeiras para os principais indicadores da economia.<\/p>\n<p>A estimativa de d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes, compras e vendas de mercadorias do Brasil com o resto do mundo, passou de US$ 71 bilh\u00f5es para US$ 70, em 2015. A balan\u00e7a comercial deve apresentar super\u00e1vit de US$ 11 bilh\u00f5es, contra US$ 10 bilh\u00f5es previstos na semana passada. O investimento estrangeiro no pa\u00eds deve chegar a US$ 65 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, ao final este ano foi ajustada de R$ 3,86 para R$ 3,95. Para o fim de 2016, a proje\u00e7\u00e3o segue em R$ 4.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano passou pela 11\u00ba piora seguida. E a estimativa de retra\u00e7\u00e3o para 2016 foi ajustada pela oitava vez consecutiva. Na semana passada a estimativas de encolhimento da economia eram 2,7%, em 2015, e 0,8%, no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do mercado financeiro, a produ\u00e7\u00e3o industrial deve apresentar retra\u00e7\u00e3o de 6,65%, este ano. Na semana passada, a proje\u00e7\u00e3o de queda era 6,45%. As institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o esperam mais por recupera\u00e7\u00e3o do setor no pr\u00f3ximo ano. A proje\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o industrial passou de crescimento de 0,2%, na semana passada, para retra\u00e7\u00e3o de 0,6%.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de encolhimento da economia vem acompanhada de expectativa de infla\u00e7\u00e3o cada vez mais alta. A estimativa das institui\u00e7\u00f5es financeiras para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 9,34% para 9,46%. Para o pr\u00f3ximo ano, a estimativa continua subindo \u2013 passou de 5,70% para 5,87%, no oitavo ajuste seguida.<\/p>\n<p>Neste ano, a infla\u00e7\u00e3o deve estourar o teto da meta (6,5%) e, para 2016, a estimativa est\u00e1 cada vez mais distante do centro (4,5%) da meta, que deve ser perseguida pelo BC.<\/p>\n<p>Para tentar trazer a infla\u00e7\u00e3o para a meta, o BC elevou a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. Depois desse ciclo de alta, na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), no in\u00edcio do m\u00eas, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano.<\/p>\n<p>Para as institui\u00e7\u00f5es financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano at\u00e9 o fim de 2015 e ser reduzida em 2016. Mas a proje\u00e7\u00e3o mediana (desconsidera os extremos da estimativa) para o fim de 2016 passou de 12,25% para 12,50% ao ano.<\/p>\n<p>A taxa \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve como refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o BC cont\u00e9m o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Quando reduz os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas alivia o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao manter a Selic, o BC indica que ajustes anteriores foram suficiente para produzir os efeitos esperados na economia. O BC costuma dizer que os efeitos de eleva\u00e7\u00e3o da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer.<\/p>\n<p>A pesquisa do BC tamb\u00e9m traz a proje\u00e7\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os \u2013 Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 8,25% para 8,26%, este ano. Para o \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os &#8211; Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,86% para 7,88%, em 2015. A estimativa para o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (IPC-Fipe) permanece em 9,46%, este ano. A estimativa para os pre\u00e7os administrados passou de 15,2% para 15,5%.<\/p>\n<p>Kelly Oliveira \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Jos\u00e9 Romildo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira deve ter queda de 2,8%, este ano, e de 1%, em 2016. 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