{"id":75446,"date":"2015-09-22T19:20:23","date_gmt":"2015-09-22T22:20:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=75446"},"modified":"2015-09-22T19:20:23","modified_gmt":"2015-09-22T22:20:23","slug":"universidades-francesas-querem-ampliar-parceria-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/universidades-francesas-querem-ampliar-parceria-em-sao-paulo\/75446","title":{"rendered":"Universidades francesas querem ampliar parceria em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Aumentar a colabora\u00e7\u00e3o em <strong><em>pesquisa entre universidades francesas e universidades do Estado de S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong>, bem como estreitar a rela\u00e7\u00e3o existente entre seus pesquisadores, foram alguns dos aspectos tratados por Danielle Seilhean, vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Pierre &amp; Marie Curie (UPMC), e Araceli Guillaume Alonso, vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Paris Sorbonne, durante visita \u00e0 FAPESP na quarta-feira (16\/09).<\/p>\n<p>As representantes de duas das principais universidades da Fran\u00e7a foram recebidas pelo presidente da Funda\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 Goldemberg, pelo vice-presidente, Eduardo Moacyr Krieger, por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico, Fernando Menezes e Carlos Eduardo Lins da Silva, assessores da presid\u00eancia. Durante o encontro foi ressaltada a import\u00e2ncia de estimular a colabora\u00e7\u00e3o entre pesquisadores de S\u00e3o Paulo e da Fran\u00e7a, um dos grandes centros mundiais de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>Para Goldemberg, a pesquisa cooperativa cria oportunidades para ampliar o conhecimento para as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa locais, mas tamb\u00e9m para as parceiras no exterior. \u201cNos \u00faltimos anos, a atividade internacional tem sido muito importante para a FAPESP, que est\u00e1 interessada em ampliar acordos com institui\u00e7\u00f5es de renome, o que \u00e9 ben\u00e9fico para todos os envolvidos na parceria\u201d, disse.<\/p>\n<p>Seilhean ressaltou que h\u00e1 interesse, sobretudo, em parcerias nas \u00e1reas de sa\u00fade, medicina e humanidades, tanto em pesquisa como em forma\u00e7\u00e3o, de modo multidisciplinar. \u201cBuscamos encorajar e dar visibilidade aos projetos j\u00e1 existentes diretamente entre grupos de pesquisa das universidades na Fran\u00e7a e em S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de fomentar colabora\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas por meio de pesquisas interdisciplinares, envolvendo diferentes campos, com potencial de resultar em uma produ\u00e7\u00e3o original\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para ela, al\u00e9m de ampliar o conhecimento cient\u00edfico, as parcerias apresentam um componente importante para a visibilidade internacional das pesquisas realizadas nessas institui\u00e7\u00f5es, considerando ainda aspectos educacionais e acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>As representantes da UPMC e da Paris Sorbonne tamb\u00e9m apresentaram um perfil do ensino e da pesquisa nessas institui\u00e7\u00f5es. \u201cH\u00e1 cerca de 40 anos, a Universidade de Paris decidiu separar as diversas \u00e1reas do conhecimento entre suas diferentes faculdades. A estrat\u00e9gia era ter mais controle sobre o fluxo crescente de alunos na capital francesa, agrupando, em um mesmo local, diferentes cursos por \u00e1reas do conhecimento\u201d, disse Seilhean. Exemplo disso \u00e9 o caso das escolas m\u00e9dicas, que eram sete nos anos 1960 e passaram a tr\u00eas, nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p>\u201cEm Paris, houve um processo de reagrupamento de \u00e1reas nas universidades, o que melhorou a mobilidade de estudantes e professores e a qualidade das institui\u00e7\u00f5es, resultando no aumento do n\u00famero de universidades em outras regi\u00f5es da Fran\u00e7a, mas o nome Sorbonne foi preservado\u201d, contou Alonso.<\/p>\n<p>A ideia de trabalho conjunto, ela avaliou, tamb\u00e9m pode ser utilizada para grupos de pesquisa em institui\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito internacional, por ampliar a capacidade e a qualidade investigativa.<\/p>\n<p>\u201cBuscamos expandir a capacidade produtiva em pesquisa n\u00e3o apenas entre universidades de diferentes pa\u00edses, mas a partir de diferentes \u00e1reas do conhecimento. A multidisciplinaridade pode unir projetos de \u00e1reas t\u00e3o distintas como F\u00edsica e Artes. J\u00e1 temos pesquisas em andamento na Fran\u00e7a e no M\u00e9xico\u201d, disse, citando parcerias mantidas pelas universidades francesas com a Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (UNAM).<\/p>\n<p>Durante o encontro, Carlos Henrique de Brito Cruz apresentou os mecanismos de financiamento \u00e0 pesquisa em S\u00e3o Paulo, as demandas e os crit\u00e9rios para a aprova\u00e7\u00e3o de projetos de pesquisa utilizados pela Funda\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas do conhecimento, al\u00e9m dos acordos de coopera\u00e7\u00e3o internacional mantidos pela FAPESP, incluindo aqueles firmados com institui\u00e7\u00f5es de fomento, universidades e empresas, com destaque para as parcerias existentes com a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para Brito Cruz, a viabiliza\u00e7\u00e3o de um acordo da FAPESP com a UPMC e a Paris Sorbonne dever\u00e1 acelerar a produ\u00e7\u00e3o em parceria entre estas e as universidades paulistas. \u201cEstamos muito interessados em aumentar a colabora\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente entre as universidades. A publica\u00e7\u00e3o conjunta de artigos aumentou exponencialmente entre pesquisadores da UPMC e seus pares em S\u00e3o Paulo, com aumento inclusive na m\u00e9dia de impacto desses artigos\u201d, disse.<\/p>\n<p>A FAPESP mant\u00e9m atualmente 11 acordos de coopera\u00e7\u00e3o para a pesquisa e um Protocolo de Inten\u00e7\u00f5es com institui\u00e7\u00f5es francesas, al\u00e9m de acordo com a empresa BioEvents SAS, subsidi\u00e1ria da Fondation pour l\u2019Universit\u00e9 de Lyon.<\/p>\n<p>Centros de excel\u00eancia<\/p>\n<p>Fundada no s\u00e9culo 13, a Paris Sorbonne \u00e9 a maior universidade da Fran\u00e7a e um dos principais centros internacionais de ensino e pesquisa nas \u00e1reas de letras, l\u00edngua e civiliza\u00e7\u00e3o, literatura, artes, ci\u00eancias humanas e sociais. A partir de um decreto do governo franc\u00eas de 1970, a Universidade Paris Sorbonne passou a integrar um grupo com 11 universidades e outras 11 institui\u00e7\u00f5es associadas.<\/p>\n<p>A Universidade Pierre e Marie Curie tamb\u00e9m \u00e9 origin\u00e1ria da Universidade Sorbonne. Conhecida por sua denomina\u00e7\u00e3o atual desde 1971, o campus da UPMC est\u00e1 alojado nas antigas instala\u00e7\u00f5es da Universidade Paris VII, na capital francesa, onde s\u00e3o desenvolvidas pesquisas nas \u00e1reas de medicina, matem\u00e1tica, qu\u00edmica, f\u00edsica, ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias ambientais e ci\u00eancias da vida, al\u00e9m de tecnologia, economia, humanidades e artes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Aumentar a colabora\u00e7\u00e3o em pesquisa entre universidades francesas e universidades do Estado de S\u00e3o Paulo, bem como estreitar a rela\u00e7\u00e3o existente entre seus pesquisadores, foram alguns dos aspectos tratados por Danielle Seilhean, vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade Pierre &amp; Marie Curie (UPMC), e Araceli Guillaume Alonso, vice-presidente de rela\u00e7\u00f5es internacionais da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36246,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-75446","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-brasil","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/imagens\/professor-a.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75446\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36246"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}