{"id":7408,"date":"2009-08-03T15:58:17","date_gmt":"2009-08-03T19:58:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=7408"},"modified":"2009-08-03T15:58:17","modified_gmt":"2009-08-03T19:58:17","slug":"inss-ir-sobre-atrasados-da-aposentadoria-por-rafaela-domingos-liroa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/inss-ir-sobre-atrasados-da-aposentadoria-por-rafaela-domingos-liroa\/7408","title":{"rendered":"INSS &#8211; IR sobre atrasados da Aposentadoria &#8211; por Rafaela Domingos Lir\u00f4a"},"content":{"rendered":"<p>Quando o aposentado ou benefici\u00e1rio do INSS recebe valores reconhecidos por meio de decis\u00e3o judicial, como por exemplo a concess\u00e3o de aposentadoria ou uma revis\u00e3o de benef\u00edcios, ocorre a tributa\u00e7\u00e3o na fonte sobre o montante devido, na maior parte dos casos em 27,5%, como prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o vigente.\u00a0<\/p>\n<p>Contudo, as verbas recebidas judicialmente decorrem de uma obriga\u00e7\u00e3o que, em tese, teria que ter sido cumprida pelo INSS m\u00eas a m\u00eas e n\u00e3o foi, tendo sido necess\u00e1ria a movimenta\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para o reconhecimento do direito pretendido pelo segurado, que por algum motivo n\u00e3o recebeu os valores que lhe eram devidos.<\/p>\n<p>Ou seja, se o INSS tivesse cumprido corretamente com a obriga\u00e7\u00e3o de pagar aos seus segurados as quantias que efetivamente lhes s\u00e3o devidas, dependendo do valor mensal do benef\u00edcio, n\u00e3o haveria incid\u00eancia do imposto de renda. Isto porque o c\u00e1lculo do imposto sobre os rendimentos pagos acumuladamente com atraso em virtude de decis\u00e3o judicial deve se basear nas tabelas de incid\u00eancia mensal e al\u00edquotas previstas nas \u00e9pocas pr\u00f3prias \u00e0s dos rendimentos.<\/p>\n<p>Por exemplo, um segurado que em mar\u00e7o de 2007 teve sua aposentadoria majorada e recebeu atrasados do INSS, sendo o benef\u00edcio mensal no valor de at\u00e9 R$ 1.257,12, n\u00e3o teria que sofrer o desconto do imposto de renda sobre o montante recebido, eis que, se lhe tivessem sido pagos corretamente os valores m\u00eas a m\u00eas, n\u00e3o haveria a incid\u00eancia do imposto, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca, que previa a isen\u00e7\u00e3o para proventos mensais naquela verba.<\/p>\n<p>Esse foi o entendimento da Quinta Turma de Julgamento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que recentemente deu provimento ao Recurso Especial N.\u00ba 613.996\/RS, interposto por segurado que teve negado o pedido de restitui\u00e7\u00e3o do imposto retido sobre valores atrasados de revis\u00e3o de benef\u00edcio obtida na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O Relator da decis\u00e3o, ministro Arnaldo Esteves Lima, reconheceu a impossibilidade de o INSS reter o imposto de renda na fonte quando o reconhecimento do benef\u00edcio ou de eventuais diferen\u00e7as n\u00e3o resultar de ato volunt\u00e1rio do devedor, mas apenas de imposi\u00e7\u00e3o judicial. Para ele, a cumula\u00e7\u00e3o de verbas em um patamar sobre o qual legitimamente incidiria o imposto s\u00f3 ocorreu porque o INSS deixou de reconhecer, no tempo e modos devidos, o direito dos segurados; seria censur\u00e1vel transferir aos segurados os efeitos da mora exclusiva da autarquia.<\/p>\n<p>A Turma, por unanimidade, afastou a reten\u00e7\u00e3o do imposto de renda na fonte, determinando a devolu\u00e7\u00e3o dos valores aos segurados que apresentaram o recurso especial no mesmo processo.<\/p>\n<p>Sob tais fundamentos, outras Turmas do STJ tamb\u00e9m j\u00e1 firmaram entendimento no mesmo sentido, reconhecendo o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o do imposto retido indevidamente sobre as presta\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias obtidas judicialmente, eis que os aposentados n\u00e3o podem ser punidos pelo atraso do INSS no pagamento das verbas.<\/p>\n<p>Ante os precedentes do STJ, aqueles que receberam valores atrasados do INSS por meio de decis\u00e3o judicial poder\u00e3o pleitear a restitui\u00e7\u00e3o dos valores cobrados a t\u00edtulo de imposto de renda, observadas as al\u00edquotas da \u00e9poca, conforme o valor da renda mensal do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>O pedido pode ser feito administrativamente na Receita Federal do Brasil ou, conforme a situa\u00e7\u00e3o, perante a Justi\u00e7a Federal, em face da Fazenda Nacional, que \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o dos tributos federais, que abrange o imposto de renda.<\/p>\n<p>* Rafaela Domingos Lir\u00f4a \u00e9 advogada das \u00e1reas de Direito Tribut\u00e1rio e Previdenci\u00e1rio do escrit\u00f3rio Innocenti Advogados Associados &#8211; rafaela.liroa@innocenti.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o aposentado ou benefici\u00e1rio do INSS recebe valores reconhecidos por meio de decis\u00e3o judicial, como por exemplo a concess\u00e3o de aposentadoria ou uma revis\u00e3o de benef\u00edcios, ocorre a tributa\u00e7\u00e3o na fonte sobre o montante devido, na maior parte dos casos em 27,5%, como prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o vigente.\u00a0 Contudo, as verbas recebidas judicialmente decorrem de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_genesis_hide_title":false,"_genesis_hide_breadcrumbs":false,"_genesis_hide_singular_image":false,"_genesis_hide_footer_widgets":false,"_genesis_custom_body_class":"","_genesis_custom_post_class":"","_genesis_layout":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[22,7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7408","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-brasil","7":"category-economia","8":"entry","9":"gs-1","10":"gs-odd","11":"gs-even","12":"gs-featured-content-entry"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7408\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}