{"id":72937,"date":"2015-07-21T16:11:20","date_gmt":"2015-07-21T19:11:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=72937"},"modified":"2015-07-21T16:11:20","modified_gmt":"2015-07-21T19:11:20","slug":"cafeina-remedio-ou-veneno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/cafeina-remedio-ou-veneno\/72937","title":{"rendered":"Cafe\u00edna: rem\u00e9dio ou veneno?"},"content":{"rendered":"<p>Karina Toledo, do Rio de Janeiro | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A diferen\u00e7a entre o rem\u00e9dio e o veneno muitas vezes est\u00e1 na dose, diz o ditado. No caso da cafe\u00edna, pode estar tamb\u00e9m na idade de quem a consome. Enquanto em indiv\u00edduos adultos a subst\u00e2ncia parece proteger o c\u00e9rebro de danos causados pelo estresse que podem desencadear quadros depressivos, na vida intrauterina pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral e representar um fator de risco para doen\u00e7as como epilepsia.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es s\u00e3o de estudos feitos com camundongos e apresentados durante a nona edi\u00e7\u00e3o do Congresso Mundial do C\u00e9rebro (), realizado no Rio de Janeiro de 7 a 11 de julho.<\/p>\n<p>Na pesquisa coordenada h\u00e1 cerca de 15 anos por Rodrigo Cunha, da Universidade de Coimbra, em Portugal, o objetivo \u00e9 investigar em que medida a cafe\u00edna pode prevenir o desenvolvimento de depress\u00e3o, doen\u00e7a que afeta cerca de 15% da popula\u00e7\u00e3o e representa a primeira causa de incapacita\u00e7\u00e3o segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>O grupo, que envolve colaboradores da Alemanha, Estados Unidos e Brasil, sujeitou ao longo de tr\u00eas semanas dois grupos de camundongos a situa\u00e7\u00f5es de estresse cr\u00f4nico e imprevis\u00edvel. Um dos grupos come\u00e7ou a receber duas semanas antes do experimento cafe\u00edna na \u00e1gua de beber. Testes mostraram que a concentra\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia encontrada na corrente sangu\u00ednea dos animais era equivalente \u00e0 de um humano adulto que consome entre duas e tr\u00eas x\u00edcaras de caf\u00e9 por dia.<\/p>\n<p>\u201cTentamos reproduzir no modelo animal aquilo que todos n\u00f3s humanos sentimos naquele momento da vida em que tudo vai mal. O carro quebra, perde-se o emprego, termina-se um relacionamento amoroso, descobre-se que um amigo tem c\u00e2ncer. Tudo \u00e9 uma desgra\u00e7a e, muitas vezes, esse conjunto de situa\u00e7\u00f5es d\u00e1 origem a um quadro depressivo\u201d, contou Cunha em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>No modelo animal, o estresse era induzido por situa\u00e7\u00f5es como agitar a caixa onde estavam os camundongos durante alguns segundos, priv\u00e1-los de comida temporariamente, dar banhos de \u00e1gua fria ou pequenos choques nas patas.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de testes bioqu\u00edmicos, neuroqu\u00edmicos, eletrofisiol\u00f3gicos e comportamentais foi feita ap\u00f3s o per\u00edodo do experimento para avaliar fatores indicativos de depress\u00e3o nos dois grupos.<\/p>\n<p>\u201cComo o animal n\u00e3o pode dizer se est\u00e1 ou n\u00e3o deprimido, avaliamos seu comportamento com uma s\u00e9rie de testes j\u00e1 bem padronizados\u201d, contou Cunha.<\/p>\n<p>Um dos testes consiste em colocar o animal em uma situa\u00e7\u00e3o de nado for\u00e7ado por alguns minutos. Em condi\u00e7\u00f5es normais, o roedor tenta escapar a todo custo. Um camundongo deprimido, por\u00e9m, costuma desistir rapidamente e come\u00e7a a boiar. \u201c\u00c9 como se ele esperasse que a vida resolvesse seu problema\u201d, comentou Cunha.<\/p>\n<p>Roedores deprimidos tamb\u00e9m demonstram menos interesse em se esfor\u00e7ar para alcan\u00e7ar uma bebida a\u00e7ucarada (perda de prazer ou aned\u00f4nia), d\u00e9ficit de mem\u00f3ria e tornam-se mais retra\u00eddos em momentos de intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi medido o n\u00edvel de corticosteroide \u2013 o equivalente em animais ao cortisol, o horm\u00f4nio do estresse \u2013 de algumas prote\u00ednas que costumam estar alteradas em quadros depressivos e o fluxo de informa\u00e7\u00f5es em determinados circuitos neuronais.<\/p>\n<p>\u201cObservamos que a informa\u00e7\u00e3o continua fluindo normalmente, o que muda na depress\u00e3o \u00e9 o sentido que se d\u00e1 \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que chega. A capacidade de se adaptar rapidamente em fun\u00e7\u00e3o de pistas externas parece perdida nos animais deprimidos\u201d, contou Cunha.<\/p>\n<p>Com base nos resultados dos testes, os pesquisadores conclu\u00edram que o grupo tratado com cafe\u00edna apresentou uma quantidade significativamente menor de sintomas depressivos em rela\u00e7\u00e3o ao controle. O passo seguinte foi caracterizar o alvo molecular respons\u00e1vel por esse efeito observado.<\/p>\n<p>\u201cNossos estudos anteriores j\u00e1 mostravam que a cafe\u00edna se liga a um receptor celular chamado A2A para adenosina e quer\u00edamos demonstrar que manipulando farmacologicamente ou geneticamente esse receptor conseguir\u00edamos interferir nos resultados\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>Existente em grande quantidade nos neur\u00f4nios, o receptor A2A se liga a uma subst\u00e2ncia chamada adenosina, um dos componentes da mol\u00e9cula de ATP (adenosina trifosfato), que \u00e9 essencial para o metabolismo energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>\u201cQuando h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o de estresse ou qualquer disfun\u00e7\u00e3o no sistema nervoso, ocorre um maior consumo de ATP, consequentemente uma maior libera\u00e7\u00e3o de adenosina. A adenosina em excesso se liga aos receptores A2A e desencadeia um efeito em cascata que faz esse sistema trabalhar ainda pior\u201d, contou Cunha.<\/p>\n<p>Como a cafe\u00edna tamb\u00e9m se liga ao receptor A2A, acrescentou o pesquisador, ela bloqueia a liga\u00e7\u00e3o com a adenosina, impede o efeito em cascata e reequilibra o sistema. \u201cPor isso, quando estamos cansados e consumimos cafe\u00edna, por exemplo, nos sentimos mais alerta. Ela tamb\u00e9m aumenta a toler\u00e2ncia a v\u00e1rios sinais que podem causar hiperirritabilidade no indiv\u00edduo\u201d, explicou Cunha.<\/p>\n<p>Em um dos experimentos, o grupo administrou ao mesmo modelo animal o f\u00e1rmaco istradefilina, que tamb\u00e9m inibe a a\u00e7\u00e3o do receptor A2A e tem sido usado no tratamento da doen\u00e7a de Parkinson. Nesse caso, tamb\u00e9m foi observado no grupo de camundongos tratados um menor desenvolvimento de sintomas depressivos em compara\u00e7\u00e3o ao controle.<\/p>\n<p>\u201cFizemos o nocaute do gene que expressa o receptor A2A para mostrar que isso conferia o mesmo efeito protetor da cafe\u00edna. Fizemos tamb\u00e9m o nocaute apenas em neur\u00f4nios principais para mostrar que o efeito que observamos est\u00e1 presente diretamente no neur\u00f4nio e n\u00e3o depende de intera\u00e7\u00e3o com outros sistemas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Os resultados mais recentes da pesquisa foram divulgados em maio na revista . Na avalia\u00e7\u00e3o de Cunha, os achados corroboram o que j\u00e1 havia sido demonstrado em estudos epidemiol\u00f3gicos com humanos.<\/p>\n<p>\u201cUm deles acompanhou ao longo de v\u00e1rios anos mais de 50 mil enfermeiras no Hava\u00ed, uma ilha onde todos t\u00eam estilo de vida e alimenta\u00e7\u00e3o muito semelhante. Concluiu-se que aquelas que consumiam cafe\u00edna apresentaram menor necessidade de ajuda do ponto de vista psiqui\u00e1trico\u201d, contou Cunha.<\/p>\n<p>Ele ressalta, por\u00e9m, que novos estudos precisam ser realizados para validar o receptor A2A como um alvo terap\u00eautico em humanos.<\/p>\n<p>\u201cO grande problema de transpor essa informa\u00e7\u00e3o para o homem \u00e9 que somos sempre mais complicados. O receptor \u00e9 uma prote\u00edna formada por uma cadeia de amino\u00e1cidos e essa cadeia pode ter pequenas varia\u00e7\u00f5es de acordo com cada indiv\u00edduo. Isso \u00e9 o que chamamos de polimorfismo gen\u00e9tico e \u00e9 o que faz as pessoas serem mais ou menos sens\u00edveis \u00e0 cafe\u00edna\u201d, explicou Cunha.<\/p>\n<p>O grupo de Coimbra tamb\u00e9m investiga se a inibi\u00e7\u00e3o do receptor A2A pode prevenir as modifica\u00e7\u00f5es cognitivas associadas a doen\u00e7as como Alzheimer.<\/p>\n<p>\u201cEm estudos anteriores com modelos animais de Alzheimer, vimos que, quando se iniciam os problemas mnem\u00f4nicos, o n\u00famero de receptores A2A aumenta consideravelmente. Isso parece ser uma das causas da patologia e representa tamb\u00e9m uma oportunidade de tratamento\u201d, disse.<\/p>\n<p>O outro lado<\/p>\n<p>No trabalho coordenado por Christophe Bernard no Institut de Neurosciences des Syst\u00e8mes (INS), ligado \u00e0 Aix-Marseille Universit\u00e9 da Fran\u00e7a, foram avaliados os efeitos do consumo da cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o e a lacta\u00e7\u00e3o em camundongos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse caso, as f\u00eameas de camundongo foram habituadas a ingerir cafe\u00edna na \u00e1gua, em concentra\u00e7\u00f5es equivalentes a duas ou tr\u00eas x\u00edcaras de caf\u00e9 por dia. Depois era feito o cruzamento e mantida a oferta de cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o e o per\u00edodo de lacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados em 2013 na revista .<\/p>\n<p>\u201cObservamos que a cafe\u00edna causa um atraso na migra\u00e7\u00e3o para o hipocampo [regi\u00e3o cerebral relacionada com mem\u00f3ria e percep\u00e7\u00e3o espacial] de um grupo espec\u00edfico de neur\u00f4nios gaba\u00e9rgicos [que secretam \u00e1cido gama-aminobut\u00edrico]. Eles atingem o alvo, mas com um atraso de v\u00e1rios dias. Isso atrapalha o processo de constru\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro e causa um desequil\u00edbrio\u201d, contou Bernard \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>O efeito foi observado tanto na an\u00e1lise do tecido cerebral de camundongos quanto de macacos, que apresentam maior semelhan\u00e7a com os humanos.<\/p>\n<p>An\u00e1lises in vitro mostraram que, quando a cafe\u00edna se liga ao receptor A2A nos neur\u00f4nios, a velocidade de migra\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzida em 50%. \u201cIsso sugere que a adenosina seja necess\u00e1ria para o processo de migra\u00e7\u00e3o e essa \u00e9 uma das coisas que estamos investigando atualmente\u201d, contou.<\/p>\n<p>O grupo franc\u00eas tamb\u00e9m avaliou os efeitos desse atraso na migra\u00e7\u00e3o neuronal nos filhotes e, posteriormente, nos camundongos adultos.<\/p>\n<p>\u201cEm decorr\u00eancia do desequil\u00edbrio causado pelo atraso dos neur\u00f4nios, os filhotes se tornaram mais suscet\u00edveis a sofrer de epilepsia e a apresentar convuls\u00f5es febris. Apresentam um limite de toler\u00e2ncia ao aumento da temperatura corporal cerca de 1,5 grau Celsius menor\u201d, contou Bernard.<\/p>\n<p>Ao avaliar os camundongos j\u00e1 adultos, os cientistas notaram que outro grupo diferente de neur\u00f4nios gaba\u00e9rgicos estava faltando, causando, novamente, um desequil\u00edbrio no funcionamento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>\u201cTestes comportamentais mostraram que a mem\u00f3ria espacial nesses animais \u00e9 menos eficiente que as dos camundongos controle. \u00c9 um efeito sutil, mas est\u00e1 presente. Claro que se a cafe\u00edna estivesse causando algo realmente ruim no c\u00e9rebro todos n\u00f3s j\u00e1 saber\u00edamos\u201d, disse.<\/p>\n<p>Bernard defende a necessidade de os profissionais de sa\u00fade investigarem o consumo materno de cafe\u00edna durante a gesta\u00e7\u00e3o quando atenderem em hospitais crian\u00e7as com crises convulsivas. \u201cDessa forma poder\u00edamos tentar ver se h\u00e1 tamb\u00e9m em humanos uma correla\u00e7\u00e3o entre consumo de cafe\u00edna e aumento na probabilidade de ter epilepsia.\u201d<\/p>\n<p>Limite de seguran\u00e7a<\/p>\n<p>Presente n\u00e3o apenas no caf\u00e9 como tamb\u00e9m em diversos tipos de ch\u00e1, refrigerantes, chocolates e bebidas energ\u00e9ticas, a cafe\u00edna \u00e9 de longe a subst\u00e2ncia psicoativa mais consumida no mundo e n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre qual seria o limite di\u00e1rio de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio publicado em maio pelo comit\u00ea cient\u00edfico da European Food Safety Authority (EFSA), o consumo de at\u00e9 400 mg ao dia (cerca de 4 x\u00edcaras de caf\u00e9) por indiv\u00edduos adultos com em m\u00e9dia 70 kg e que n\u00e3o estejam gestantes n\u00e3o representaria riscos significativos de sa\u00fade. Para mulheres gr\u00e1vidas ou lactantes, o valor supostamente seguro seria de 200 mg ao dia.<\/p>\n<p>Bernard defende a necessidade de realizar estudos cl\u00ednicos que confirmem se a quantidade de 200 mg ao dia \u00e9 de fato segura para o desenvolvimento cerebral durante a gesta\u00e7\u00e3o ou se pode representar um fator de risco para o desenvolvimento de patologias na vida adulta.<\/p>\n<p>\u201cNo trabalho de 2013, avaliamos apenas o hipocampo. Agora estamos olhando o c\u00e9rebro mais globalmente e vendo que outras regi\u00f5es, como o c\u00f3rtex, tamb\u00e9m s\u00e3o afetadas, pelo menos em camundongos. Em um modelo animal de Alzheimer, estamos investigando se o consumo de cafe\u00edna na gesta\u00e7\u00e3o pode facilitar de alguma forma o desenvolvimento da doen\u00e7a\u201d, contou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo, do Rio de Janeiro | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 A diferen\u00e7a entre o rem\u00e9dio e o veneno muitas vezes est\u00e1 na dose, diz o ditado. No caso da cafe\u00edna, pode estar tamb\u00e9m na idade de quem a consome. 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