{"id":71367,"date":"2015-06-16T17:03:22","date_gmt":"2015-06-16T20:03:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=71367"},"modified":"2015-06-16T17:03:22","modified_gmt":"2015-06-16T20:03:22","slug":"media-salarial-em-empresas-e-menor-que-na-administracao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/media-salarial-em-empresas-e-menor-que-na-administracao-publica\/71367","title":{"rendered":"M\u00e9dia salarial em empresas \u00e9 menor que na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p> Empresas pagam <strong><em>sal\u00e1rios m\u00e9dios<\/em><\/strong> mais baixos do que \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as entidades sem fins lucrativos. A conclus\u00e3o est\u00e1 no Cadastro Central de Empresas (Cempre) de 2013 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O documento analisa informa\u00e7\u00f5es cadastrais e econ\u00f4micas de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es formalizadas no pa\u00eds inclu\u00eddas no Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ), da Secretaria da Receita Federal.<\/p>\n<p>As empresas respondem por 89,9% do conjunto analisado pelo Cempre, as da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica por 0,4% do universo da pesquisa e as entidades sem fins lucrativos por 9,7%. Apesar disso, em 2013, os sal\u00e1rios m\u00e9dios pagos pelo setor privado ficaram em R$ 1.889, enquanto na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a m\u00e9dia foi R$ 2.987 e nas demais entidades, R$ 2.016.<\/p>\n<p>Para o pesquisador do IBGE e gerente da pesquisa, Francisco Marta, informou que uma das explica\u00e7\u00f5es para a diferen\u00e7a \u00e9 nas empresas h\u00e1 mais pessoas ocupadas sem n\u00edvel superior. \u201cSe comparado com administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e entidades sem fins lucrativos, h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o maior de pessoal ocupado [em empresas] sem n\u00edvel superior, isso responde um pouco essa vari\u00e1vel do sal\u00e1rio m\u00e9dio ser mais baixo nessas entidades empresariais. Elas s\u00e3o muito formadas por atividades em segmentos como alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o, atividades administrativas, com\u00e9rcio que tem um peso muito grande nesse segmento\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Francisco Marta destacou ainda que os \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica empregam 17,5% do pessoal ocupado total, mas predominam os empregados com curso superior. \u201cA justificativa pelos sal\u00e1rios mais altos \u00e9 que elas est\u00e3o inseridas em atividades que est\u00e3o preponderantemente em \u00e1rea de regula\u00e7\u00e3o e de fiscaliza\u00e7\u00e3o e que tamb\u00e9m possui predomin\u00e2ncia maior de pessoas com n\u00edvel superior, ent\u00e3o, isso explica um pouco essa diferen\u00e7a entre as entidades empresariais e as da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.\u201d<\/p>\n<p>O gerente da pesquisa citou tamb\u00e9m que entre 2012 e 2013 a participa\u00e7\u00e3o dos assalariados sem n\u00edvel superior na varia\u00e7\u00e3o do pessoal ocupado assalariado ficou em 60,2%, enquanto a contribui\u00e7\u00e3o dos com n\u00edvel superior atingiu 39,8%.<\/p>\n<p>Na diferen\u00e7a salarial, a pesquisa indicou que 57% do pessoal ocupado assalariado s\u00e3o homens e 43%, mulheres, mas, segundo o pesquisador, h\u00e1 uma tend\u00eancia de aumento no p\u00fablico femino. \u201cDe 2012 para 2013, ficou em 4,2% para mulheres e 3,1% para homens de aumento na participa\u00e7\u00e3o. O que a gente pode constatar \u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o feminina na varia\u00e7\u00e3o de pessoal ocupado assalariado \u00e9 superior \u00e0 da masculina e a tend\u00eancia tem mostrado isso. N\u00f3s \u00faltimos cinco anos a gente tem verificado que a tend\u00eancia no crescimento na participa\u00e7\u00e3o feminina no pessoal ocupado assalariado tem sido, constantemente, com tend\u00eancia de crescimento.\u201d<\/p>\n<p>Nas empresas, h\u00e1 predom\u00ednio de emprego de homens na m\u00e3o de obra. Em 2013, a participa\u00e7\u00e3o masculina ficou em 62,3% e a feminina, em 33,7%. O comportamento, no entanto, se inverte na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e nas entidades sem fins lucrativos. \u201cHomens participam na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica apenas com 41,1%, enquanto as mulheres s\u00e3o 58,9% e nas entidades sem fins lucrativos a participa\u00e7\u00e3o masculina \u00e9 44,9% e das mulheres, 55,1%\u201d, disse.<\/p>\n<p>Francisco Marta explicou que o motivo \u00e9 o tipo de atividade. \u201cAs entidades empresariais s\u00e3o tradicionalmente formadas por m\u00e3o de obra masculina, como ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o, enquanto na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tem muita participa\u00e7\u00e3o na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 tradicionalmente ocupada por maior participa\u00e7\u00e3o feminina. Isso responde um pouco as diferen\u00e7as em termos de participa\u00e7\u00e3o por sexo\u201d, revelou.<\/p>\n<p>O gerente da pesquisa informou que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer avalia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com os percentuais do n\u00edvel de escolaridade entre homens e mulheres, porque o cadastro n\u00e3o tem ainda esse tipo de cruzamento de informa\u00e7\u00f5es, mas o IBGE est\u00e1 estudando a inclus\u00e3o deste tipo de an\u00e1lise. \u201cEstamos em estudos para poder fazer este cruzamento, mas n\u00e3o temos vari\u00e1veis cruzadas entre sexo e n\u00edvel escolaridade. Futuramente a gente vai apurar, mas no momento a gente s\u00f3 consegue isso separadamente: participa\u00e7\u00e3o feminina e masculina com ou sem n\u00edvel superior\u201d, esclareceu, ao acrescentar que o \u00f3rg\u00e3o vai tentar incluir essa an\u00e1lise na pesquisa do Cempre do ano que vem.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o do Cempre \u00e9 anual e desde 2008 inclui informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o por diferen\u00e7a de sexo. A pesquisa avalia dados nas \u00e1reas da ind\u00fastria, constru\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e servi\u00e7os com base na Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais) do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio IBGE.<\/p>\n<p>Cristina \u00cdndio do Brasil \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Denise Griesinger<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas pagam sal\u00e1rios m\u00e9dios mais baixos do que \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as entidades sem fins lucrativos. A conclus\u00e3o est\u00e1 no Cadastro Central de Empresas (Cempre) de 2013 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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