{"id":6534,"date":"2009-07-26T21:18:45","date_gmt":"2009-07-26T21:18:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=6534"},"modified":"2009-07-26T21:18:45","modified_gmt":"2009-07-26T21:18:45","slug":"dor-de-cabeca-do-aviao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2009\/dor-de-cabeca-do-aviao\/6534","title":{"rendered":"Dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o&#8221; pode ser provocada pela diferen\u00e7a de press\u00e3o na cabine e transformar um simples voo em um inferno. Como se n\u00e3o bastasse o medo de avi\u00e3o, intensificado pelos recentes acidentes a\u00e9reos, alguns viajantes ainda t\u00eam uma preocupa\u00e7\u00e3o a mais na hora de voar: fortes crises de dor de cabe\u00e7a. Al\u00e9m de fatores como o estresse e a altitude desencadearem enxaqueca em quem j\u00e1 apresenta tend\u00eancia para o problema, pesquisas recentes apontam a exist\u00eancia de um outro tipo de dor de cabe\u00e7a deflagrado pelas viagens de avi\u00e3o. Geralmente acompanhada do sentimento de press\u00e3o em um dos lados do cr\u00e2nio, a &#8220;dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o&#8221; \u00e9 resultado da varia\u00e7\u00e3o da pressuriza\u00e7\u00e3o na cabine e pode atingir at\u00e9 mesmo quem nunca apresentou sinais de cefaleia antes.<br \/>\nDe acordo com o neurologista Abouch Krymchantowski, especialista no tratamento das dores de cabe\u00e7a cr\u00f4nicas, a &#8220;dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o&#8221;, assim como a enxaqueca, ocorre devido \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o do sistema de vasos e nervos que envolvem as art\u00e9rias do c\u00e9rebro e meninges.<\/p>\n<p>&#8211; A diferen\u00e7a \u00e9 que, enquanto na enxaqueca a ativa\u00e7\u00e3o desse sistema, chamado trig\u00eaminovascular, tem origem gen\u00e9tica e pode ser desencadeada por fatores como alimenta\u00e7\u00e3o e estresse, na &#8220;dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o&#8221;, \u00e9 o aumento do di\u00e2metro da mucosa das cavidades da cabe\u00e7a (seios paranasais) que provoca sua ativa\u00e7\u00e3o em algumas pessoas, mediante as varia\u00e7\u00f5es na pressuriza\u00e7\u00e3o da cabine do avi\u00e3o &#8211; explica o m\u00e9dico. O resultado dessas altera\u00e7\u00f5es \u00e9 uma dor de cabe\u00e7a puls\u00e1til e intensa, piorando na decolagem e no pouso e, muitas vezes, acompanhada por altera\u00e7\u00f5es na permeabilidade das vias a\u00e9reas e sensa\u00e7\u00e3o de entupimento no ouvido, na testa e nas ma\u00e7\u00e3s do rosto.<\/p>\n<p>Felizmente, deixar de voar n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para quem sofre com a dor de cabe\u00e7a dos viajantes. &#8220;Para quem tem a altera\u00e7\u00e3o nas cavidades da cabe\u00e7a e sente dor s\u00f3 quando voa, duas op\u00e7\u00f5es de tratamento s\u00e3o o uso de drogas vasoconstrictoras e antial\u00e9rgicas ou, em \u00faltimo caso, as cirurgias de raspagem da mucosa dos seios paranasais&#8221;, diz o Dr. Abouch, lembrando que, como se trata de um tipo de dor que vem sendo estudado h\u00e1 relativamente pouco tempo, ainda n\u00e3o h\u00e1 um consenso sobre o tratamento mais adequado para o problema ou mesmo sua denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Medo de avi\u00e3o tamb\u00e9m pode gerar crises de enxaqueca<\/p>\n<p>O estresse provocado pelo medo de voar \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pela incid\u00eancia de crises de enxaqueca durante o voo. &#8220;Al\u00e9m de o nervosismo j\u00e1 funcionar como um deflagrador das crises, muita gente ainda ingere \u00e1lcool ou drogas sedativas (ansiol\u00edticos e indutores do sono) para relaxar, o que, no ambiente de press\u00e3o e baixa umidade do ar do avi\u00e3o, e de adrenalina provocada pelo medo, funciona como uma bomba para algumas pessoas&#8221;, afirma o neurologista Abouch Krymchantowski.<\/p>\n<p>Para prevenir as crises no ar, o especialista \u00e9 categ\u00f3rico em afirmar que, al\u00e9m de procurar manter a calma durante o voo, \u00e9 preciso evitar a ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas e de sedativos. &#8220;Se essas medidas n\u00e3o forem suficientes e a crise j\u00e1 estiver acontecendo, o paciente deve tomar os rem\u00e9dios habituais, sempre receitados por um especialista, para evitar efeitos colaterais da automedica\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Sobre o Dr. Abouch Krymchantowski<br \/>\nDr. Abouch Krymchantowski \u00e9 um dos principais especialistas em dor de cabe\u00e7a do pa\u00eds. M\u00e9dico neurologista formado pela universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com resid\u00eancia m\u00e9dica em Neurologia no Centro M\u00e9dico Naval do Rio de Janeiro, mestrado e doutorado em Neurologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF),<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Dor de cabe\u00e7a do avi\u00e3o&#8221; pode ser provocada pela diferen\u00e7a de press\u00e3o na cabine e transformar um simples voo em um inferno. Como se n\u00e3o bastasse o medo de avi\u00e3o, intensificado pelos recentes acidentes a\u00e9reos, alguns viajantes ainda t\u00eam uma preocupa\u00e7\u00e3o a mais na hora de voar: fortes crises de dor de cabe\u00e7a. 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