{"id":64829,"date":"2015-01-12T15:31:17","date_gmt":"2015-01-12T17:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=64829"},"modified":"2015-01-12T15:31:17","modified_gmt":"2015-01-12T17:31:17","slug":"custo-medio-da-energia-para-a-industria-nacional-sobe-115-em-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2015\/custo-medio-da-energia-para-a-industria-nacional-sobe-115-em-janeiro\/64829","title":{"rendered":"Custo m\u00e9dio da energia para a ind\u00fastria nacional sobe 11,5% em janeiro"},"content":{"rendered":"<p> O <strong><em>custo m\u00e9dio da energia para a ind\u00fastria<\/em><\/strong> brasileira aumentou 11,5% este m\u00eas, informa o estudo Quanto custa a energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria do Brasil?, divulgado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan).<\/p>\n<p>A economista Tatiana Lauria, especialista em Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que, com a entrada em vigor, no in\u00edcio de janeiro, do sistema  de bandeiras tarif\u00e1rias autorizado pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), o custo m\u00e9dio da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria brasileira passou de R$ 360,85 por megawatt-hora (MWh)  para R$ 402,26 por MWh. O valor do custo m\u00e9dio inclui o reajuste de 0,9% da distribuidora Eletropaulo, referente \u00e0 revis\u00e3o tarif\u00e1ria de julho de 2014 da distribuidora, autorizado pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO que chama mais a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 essa virada que teve de dezembro para janeiro. O que est\u00e1 embutido a\u00ed \u00e9 o custo da entrada do sistema de bandeiras tarif\u00e1rias. Foi esse sistema  que trouxe esse novo valor\u201d, disse Tatiana. Por isso, sinalizou a necessidade de que sejam adotadas medidas estruturais que tornem de novo competitivo o custo de energia para a ind\u00fastria nacional, inclusive em termos internacionais. \u201cQuando a ind\u00fastria tem que lidar com esse valor elevado de energia e competir com outras ind\u00fastrias no mercado externo em que seus concorrentes t\u00eam esse fator de produ\u00e7\u00e3o mais barato, ela sai perdendo.\u201d<\/p>\n<p>Entre as medidas estruturais, Tatiana citou a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em especial o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (ICMS); o fim do atraso no funcionamento de usinas, \u201cque tamb\u00e9m encarece (o custo da energia)\u201d; a maior participa\u00e7\u00e3o de fontes t\u00e9rmicas mais baratas e seguras, como a nuclear e a t\u00e9rmica a carv\u00e3o, dentro da matriz energ\u00e9tica. Ela ressaltou, por\u00e9m, que a sociedade precisa participar de todas as discuss\u00f5es. <\/p>\n<p>Com esse aumento de 11,5% do custo m\u00e9dio da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria, o Brasil passou da oitava para a sexta posi\u00e7\u00e3o no ranking de 28 pa\u00edses que apresentam as mais altas tarifas m\u00e9dias industriais de energia. A lideran\u00e7a \u00e9 exercida pela \u00cdndia, cujo custo atinge R$ 596,96 por MWh. \u201cEnergia tem que estar na pauta do governo\u201d, destacou a economista. Segundo ela, trata-se de fator primordial para a competitividade da ind\u00fastria nacional, \u201cporque vai impactar diretamente na produtividade do pa\u00eds, na gera\u00e7\u00e3o de renda e de empregos. Essas medidas estruturais precisam estar na pauta da pol\u00edtica energ\u00e9tica do governo\u201d.<\/p>\n<p>A economista deixou claro que as ind\u00fastrias n\u00e3o s\u00e3o contra o sistema de bandeiras tarif\u00e1rias. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a tend\u00eancia de aumento desse pre\u00e7o. Estudo feito pela Firjan estima que, de 2013 para 2016, o custo da energia para a ind\u00fastria vai aumentar em 87,6%. \u201c\u00c9 um impacto muito grande para os custos produtivos da ind\u00fastria. Por isso, a preocupa\u00e7\u00e3o com as medidas estruturais para que o pre\u00e7o possa ser naturalmente sustent\u00e1vel, possa cair e garantir a competitividade \u00e0 atividade industrial\u201d.<\/p>\n<p>O ranking estadual mostra que o Par\u00e1 permanece na lideran\u00e7a entre as tarifas m\u00e9dias industriais de energia el\u00e9trica, com custo de R$ 548,88, seguido do Maranh\u00e3o (R$ 487,34) e do Tocantins (R$ 484,99). O estado do Rio de Janeiro aparece na s\u00e9tima coloca\u00e7\u00e3o, com custo m\u00e9dio de R$ 460,82, enquanto S\u00e3o Paulo mant\u00e9m a d\u00e9cima oitava  posi\u00e7\u00e3o, com tarifa m\u00e9dia de energia para a ind\u00fastria de R$ 381,01.<\/p>\n<p>Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: A\u00e9cio Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O custo m\u00e9dio da energia para a ind\u00fastria brasileira aumentou 11,5% este m\u00eas, informa o estudo Quanto custa a energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria do Brasil?, divulgado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan). 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