{"id":63986,"date":"2014-12-19T13:27:08","date_gmt":"2014-12-19T15:27:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=63986"},"modified":"2014-12-19T13:27:08","modified_gmt":"2014-12-19T15:27:08","slug":"cmn-reduz-exigencia-de-auditorias-internas-para-instituicoes-financeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/cmn-reduz-exigencia-de-auditorias-internas-para-instituicoes-financeiras\/63986","title":{"rendered":"CMN reduz exig\u00eancia de auditorias internas para institui\u00e7\u00f5es financeiras"},"content":{"rendered":"<p> As institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o precisar\u00e3o fazer relat\u00f3rios de <strong><em>auditoria<\/em><\/strong> interna a cada seis meses. O Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) autorizou a elabora\u00e7\u00e3o dos documentos apenas uma vez por ano.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe de Regula\u00e7\u00e3o do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), J\u00falio Carneiro, o CMN reduziu a exig\u00eancia de auditorias internas para diminuir custos das institui\u00e7\u00f5es financeiras. Segundo ele, a frequ\u00eancia dos relat\u00f3rios pode ser diminu\u00edda sem causar preju\u00edzo \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do Banco Central e ao equil\u00edbrio do sistema financeiro.<\/p>\n<p>\u201cO Banco Central tem um programa que busca reduzir custos do sistema financeiro. A pr\u00f3pria \u00c1rea de Fiscaliza\u00e7\u00e3o [do BC] concluiu que um relat\u00f3rio por ano \u00e9 suficiente para manter a qualidade da regula\u00e7\u00e3o\u201d, declarou o t\u00e9cnico do Banco Central.<\/p>\n<p>Elaborados pelas pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es financeiras, os relat\u00f3rios de auditoria interna cont\u00eam recomenda\u00e7\u00f5es para melhorar a gest\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es, com acompanhamento das provid\u00eancias adotadas. O Banco Central periodicamente verifica esses relat\u00f3rios nas fiscaliza\u00e7\u00f5es de rotina das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O CMN tamb\u00e9m aumentou o n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es financeiras que podem terceirizar a auditoria interna para entidades de classe ou outras institui\u00e7\u00f5es financeiras. A possibilidade foi estendida para sociedades de cr\u00e9dito ao microempreendedor, companhias hipotec\u00e1rias, associa\u00e7\u00f5es de poupan\u00e7a e empr\u00e9stimo, sociedades de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, financeiras e empresas de leasing.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, cooperativas de cr\u00e9dito, corretoras de valores, distribuidoras de valores e de t\u00edtulos mobili\u00e1rios e corretoras de c\u00e2mbio estavam autorizadas a terceirizar as atividades de auditoria. Conforme Carneiro, a mudan\u00e7a permitir\u00e1 que institui\u00e7\u00f5es financeiras de pequeno porte, associadas a conglomerados, possam reduzir custos ao usar a estrutura de empresas coligadas na elabora\u00e7\u00e3o das auditorias.<\/p>\n<p>O CMN adiou, ainda, a obriga\u00e7\u00e3o para que institui\u00e7\u00f5es financeiras adaptem-se \u00e0s regras para estabelecer pre\u00e7os para ativos il\u00edquidos (pouco negociados). As novas regras, que valeriam a partir de 1\u00ba de janeiro, s\u00f3 entrar\u00e3o em vigor em 30 de junho.<\/p>\n<p>Em outubro de 2013, o CMN tinha aprovado uma resolu\u00e7\u00e3o com regras para institui\u00e7\u00f5es financeiras registrarem, na contabilidade, o pre\u00e7o de ativos pouco negociados, como alguns tipos de a\u00e7\u00f5es, de deb\u00eantures e derivativos.<\/p>\n<p>Segundo o chefe do Departamento de Regula\u00e7\u00e3o Financeira e Cambial do Banco Central, Caio Ferreira, o texto da resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 gen\u00e9rico e deixava d\u00favidas sobre como as institui\u00e7\u00f5es financeiras deveriam contabilizar os ativos. \u201cEstava havendo diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, sentimos a necessidade de clarificar o texto e adiar a entrada em vigor das novas regras\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O CMN tamb\u00e9m atualizou a legisla\u00e7\u00e3o sobre os requerimentos de capital m\u00ednimo e de gest\u00e3o de risco de conglomerados financeiros. Originalmente, o Banco Central unificava as exig\u00eancias para todas as institui\u00e7\u00f5es financeiras de um mesmo grupo.<\/p>\n<p>A partir de janeiro, a defini\u00e7\u00e3o de conglomerado abranger\u00e1 empresas n\u00e3o classificadas como institui\u00e7\u00f5es financeiras, mas com atividades semelhantes, como administradoras de cons\u00f3rcio, securitizadoras (empresas que convertem d\u00edvidas) e institui\u00e7\u00f5es de pagamento.<\/p>\n<p>O CMN adaptou a legisla\u00e7\u00e3o sobre a gest\u00e3o de riscos \u2013 de cr\u00e9dito, de mercado, de opera\u00e7\u00e3o, de exposi\u00e7\u00e3o cambial \u2013, para abranger a defini\u00e7\u00e3o ampliada de conglomerado. A legisla\u00e7\u00e3o de capital m\u00ednimo j\u00e1 tinha sido atualizada.<\/p>\n<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Armando Cardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o precisar\u00e3o fazer relat\u00f3rios de auditoria interna a cada seis meses. O Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) autorizou a elabora\u00e7\u00e3o dos documentos apenas uma vez por ano. 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