{"id":63271,"date":"2014-12-03T14:33:49","date_gmt":"2014-12-03T16:33:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=63271"},"modified":"2014-12-03T14:33:49","modified_gmt":"2014-12-03T16:33:49","slug":"brasil-sobe-tres-posicoes-em-ranking-mundial-sobre-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/brasil-sobe-tres-posicoes-em-ranking-mundial-sobre-corrupcao\/63271","title":{"rendered":"Brasil sobe tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es em ranking mundial sobre corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> O Brasil ficou em 69\u00ba lugar entre os 175 pa\u00edses avaliados pelo <strong><em>\u00cdndice de Percep\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, divulgado pela organiza\u00e7\u00e3o Transpar\u00eancia Internacional, refer\u00eancia mundial no assunto. No ano passado, o pa\u00eds tinha ficado em 72\u00ba lugar entre 177 pa\u00edses. O relat\u00f3rio, elaborado desde 1995, \u00e9 baseado em dados e pesquisas sobre corrup\u00e7\u00e3o, fornecidos por diferentes institui\u00e7\u00f5es e analisados por especialistas.<\/p>\n<p>Empatados com o Brasil na 69\u00ba coloca\u00e7\u00e3o, est\u00e3o mais seis pa\u00edses: Bulg\u00e1ria, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Rom\u00eania, Senegal e Suazil\u00e2ndia. Em uma escala de 0 a 100, em que zero significa muito corrupto e 100 livre de corrup\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds alcan\u00e7ou nota 43, um ponto a mais do que no ano passado. Nas Am\u00e9ricas, o Brasil ficou atr\u00e1s de pa\u00edses como o Chile e o Uruguai e \u00e0 frente da Argentina e da Venezuela. Dentre os pa\u00edses que formam o bloco dos Brics (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), o \u00edndice brasileiro ficou atr\u00e1s apenas do sul-africano (67\u00b0) e \u00e0 frente do indiano (85\u00ba), do chin\u00eas (100\u00ba) e do russo (136\u00ba).<\/p>\n<p> O mau desempenho dos Brics \u00e9 citado no relat\u00f3rio. \u201cA corrup\u00e7\u00e3o em grandes economias n\u00e3o s\u00f3 bloqueia os direitos humanos b\u00e1sicos para os mais pobres como tamb\u00e9m cria problemas de governan\u00e7a e instabilidade. Economias em desenvolvimento cujos governos se negam a ser transparentes e toleram a corrup\u00e7\u00e3o, criam a cultura da impunidade\u201d, aponta o documento.<\/p>\n<p>Nenhum dos 175 pa\u00edses avaliados atingiu nota 100 e mais de dois ter\u00e7os ficaram abaixo de 50. Mais uma vez, a Dinamarca lidera o ranking como o pa\u00eds com o menor \u00edndice de corrup\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico e alcan\u00e7ou nota 92. Em segundo lugar, est\u00e1 a Nova Zel\u00e2ndia, com nota 91. Completando a lista dos cinco primeiros colocados est\u00e3o a Finl\u00e2ndia em terceiro, a Su\u00e9cia em quarto, e a Noruega e a Su\u00ed\u00e7a, ambos em quinto lugar.<\/p>\n<p>Em \u00faltimo no ranking est\u00e3o a Coreia do Norte e a Som\u00e1lia, ambos em 174\u00ba, com oito pontos. No relat\u00f3rio, China (nota 36), Turquia (nota 45) e Angola (nota 19) s\u00e3o citados como pa\u00edses que tiveram o pior desempenho em 2014. A China e a Angola perderam quatro pontos, enquanto a Turquia perdeu cinco.<\/p>\n<p>\u201cEscolas mal equipadas, medicamentos falsificados e elei\u00e7\u00f5es decididas pelo dinheiro s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias de um setor p\u00fablico corrupto. Subornos e esquemas de corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 roubam os recursos dos mais vulner\u00e1veis, mas tamb\u00e9m acabam com a justi\u00e7a e com o desenvolvimento econ\u00f4mico e destroem a confian\u00e7a p\u00fablica no governo e nos l\u00edderes pol\u00edticos\u201d, avalia o relat\u00f3rio da Transpar\u00eancia Internacional.<\/p>\n<p>No documento, o caso de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s, no Brasil, e o assassinato de cerca de 40 estudantes por gangues no M\u00e9xico, s\u00e3o citado como exemplos da \u201cfalta de progresso significativo no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o nas Am\u00e9ricas\u201d. \u201cEsses dois pa\u00edses \u2013 em vez de fazer uso positivo de sua influ\u00eancia como l\u00edderes geopol\u00edticos \u2013 mostram sinais de estagna\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de atraso ao permitir o abuso de poder e o desvio de recursos em benef\u00edcio de poucos\u201d, analisa Alejandro Salas, diretor da Transpar\u00eancia Internacional para as Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Salas acredita que, para garantir mudan\u00e7a na regi\u00e3o, os l\u00edderes precisam trabalhar em quest\u00f5es-chave: \u201cacabar com a impunidade, removendo pol\u00edticos e servidores p\u00fablicos corruptos do poder e garantindo mecanismos que permitam aos cidad\u00e3os denunciar; garantir publicidade e transpar\u00eancia \u00e0s finan\u00e7as p\u00fablicas; reduzir a desigualdade pela incorpora\u00e7\u00e3o da transpar\u00eancia, para que o investimento social seja direcionado aos que precisam e n\u00e3o por crit\u00e9rios pol\u00edticos; e criar registros p\u00fablicos dos propriet\u00e1rios de companhias, para evitar que os corruptos se escondam atr\u00e1s de companhias secretas, lavando dinheiro e crescendo com a pilhagem de esquemas de corrup\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>O diretor da Transpar\u00eancia Internacional para as Am\u00e9ricas tamb\u00e9m falou sobre a responsabilidade dos cidad\u00e3os, que \u201ctendem a se ver como v\u00edtimas passivas da corrup\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cEssa passividade \u00e9 parte do problema e ajuda a explicar o motivo pelo qual a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhora. N\u00e3o faz sentido deixar as reformas e as a\u00e7\u00f5es anticorrup\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os de poucos l\u00edderes. \u00c9 surreal acreditar que aqueles que se beneficiam da corrup\u00e7\u00e3o ser\u00e3o os mesmos que v\u00e3o erradic\u00e1-la\u201d, enfatizou. Salas pontua que os cidad\u00e3os s\u00e3o respons\u00e1veis pela corrup\u00e7\u00e3o quando pagam propina a um servidor p\u00fablico, quando elegem pol\u00edticos corruptos e quando agem com apatia e renunciam \u00e0 sua capacidade de gerar mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Giselle Garcia &#8211; Correspondente da Ag\u00eancia Brasil\/EBC<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ficou em 69\u00ba lugar entre os 175 pa\u00edses avaliados pelo \u00cdndice de Percep\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o, divulgado pela organiza\u00e7\u00e3o Transpar\u00eancia Internacional, refer\u00eancia mundial no assunto. 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