{"id":63027,"date":"2014-11-28T13:58:00","date_gmt":"2014-11-28T15:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=63027"},"modified":"2014-11-28T13:58:00","modified_gmt":"2014-11-28T15:58:00","slug":"estudo-mostra-perfil-de-estudantes-de-programas-de-iniciacao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/estudo-mostra-perfil-de-estudantes-de-programas-de-iniciacao-cientifica\/63027","title":{"rendered":"Estudo mostra perfil de estudantes de programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p> Pouco mais de um ter\u00e7o \u2013 37,4% \u2013 dos estudantes de ensino superior participam de <strong><em>programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/em><\/strong> no Brasil e, desses, 74,2% consideram que eles oferecem grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do aluno. Os dados fazem parte do estudo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de S\u00e3o Paulo (Semesp), que ser\u00e1 divulgado no 14\u00ba Congresso Nacional de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<\/p>\n<p>A pesquisa foi baseada nas respostas dadas pelos concluintes de cursos e participantes do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) no per\u00edodo de 2010 a 2012. O levantamento tra\u00e7a um perfil dos estudantes que participam de programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Eles s\u00e3o majoritariamente brancos, grande parte tem renda familiar at\u00e9 4,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos e mais da metade s\u00e3o filhos de pais com forma\u00e7\u00e3o at\u00e9 o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o \u00edndice ainda est\u00e1 aqu\u00e9m do desej\u00e1vel. \u201cA inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tem pap\u00e9is muito importantes. Um deles \u00e9 o de estimular um caminho ainda pouco desenvolvido no Brasil, que \u00e9 a carreira acad\u00eamica \u2013 faz o aluno pegar gosto pela pesquisa e precisamos de pesquisadores no pa\u00eds\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo Capelato, ajuda a reduzir o n\u00edvel de evas\u00e3o, quando a teoria come\u00e7a a fazer sentido, quando o estudante faz pesquisa de campo, de laborat\u00f3rio. Ele acrescenta que a inicia\u00e7\u00e3o permite uma integra\u00e7\u00e3o com a comunidade e o enfrentamento de problemas locais.<\/p>\n<p>Dos participantes, 77,6% est\u00e3o matriculados em institui\u00e7\u00f5es privadas e 22,4%, em p\u00fablicas, percentuais semelhantes \u00e0s matr\u00edculas em cada um dos sistemas de ensino. Cerca de 61,6% dos estudantes \u2013   pesquisadores na rede privada \u2013 e 59% na rede p\u00fablica s\u00e3o brancos. Mulatos e negros, seguindo a classifica\u00e7\u00e3o do estudo, somam 36% na rede privada e 38,1% na p\u00fablica. De acordo com o estudo, a expectativa \u00e9 que, com a pol\u00edtica de cotas nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o \u00edndice de negros aumente.<\/p>\n<p>Praticamente a metade dos alunos que participam de programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tanto na rede privada quanto na rede p\u00fablica, tem renda familiar at\u00e9 4,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos. A faixa de renda familiar em que h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de alunos fica em torno de 1,5 a 3 sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo 26,1% na rede privada e 24,6% na p\u00fablica. Em segundo lugar vem a faixa de 3 a 4,5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, 21,6% na rede privada e 17,9% na p\u00fablica.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, detalhado no estudo, 59,6% s\u00e3o filhos de pais que t\u00eam o ensino m\u00e9dio completo. \u201cIsso mostra que al\u00e9m de ser a primeira gera\u00e7\u00e3o a ingressar no ensino superior, os estudantes est\u00e3o ainda na inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, imagina o quanto isso pode transformar uma realidade. Historicamente, esse aluno nem chegaria ao ensino superior\u201d, diz Capelato.<\/p>\n<p>Na rede privada, 39,4% disseram receber algum tipo de bolsa de estudo ou financiamento para custear as mensalidades do curso. A maioria deles, 29,3%, recebe aux\u00edlio oferecido pela pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de ensino superior. Um total de 16,1% \u00e9 formado por bolsistas integrais do Programa Universidade para Todos (ProUni), 14,7% recebem outro tipo de bolsa oferecida pelo governo estadual, distrital ou municipal e 13,4% t\u00eam o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos cursos, o de administra\u00e7\u00e3o (17,3%) foi o que apresentou o maior n\u00famero de alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na rede privada, seguido das carreiras de direito (12%), pedagogia (10,3%), enfermagem (6,1%) e ci\u00eancias cont\u00e1beis (5,7%). Na rede p\u00fablica, o curso de pedagogia foi o mais procurado (9,8%), seguido dos de biologia (7,1%), letras (6,1%), medicina (4,8%) e administra\u00e7\u00e3o (4,5%).<\/p>\n<p>Mariana Tokarnia &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco mais de um ter\u00e7o \u2013 37,4% \u2013 dos estudantes de ensino superior participam de programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no Brasil e, desses, 74,2% consideram que eles oferecem grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do aluno. 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