{"id":62303,"date":"2014-11-12T14:25:28","date_gmt":"2014-11-12T16:25:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/?p=62303"},"modified":"2014-11-12T14:25:28","modified_gmt":"2014-11-12T16:25:28","slug":"brasil-e-o-39o-de-43-paises-em-ranking-internacional-de-competitividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redenoticia.com.br\/noticia\/2014\/brasil-e-o-39o-de-43-paises-em-ranking-internacional-de-competitividade\/62303","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 o 39\u00ba de 43 pa\u00edses em ranking internacional de competitividade"},"content":{"rendered":"<p> O Brasil ficou na 39\u00aa posi\u00e7\u00e3o em uma lista com 43 pa\u00edses em um ranking que avalia os pa\u00edses de acordo com as condi\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas de concorr\u00eancia internacional. Os dados foram apurados na pesquisa \u00cdndice de Competitividade das Na\u00e7\u00f5es, desenvolvida anualmente pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp).<\/p>\n<p>O resultado, de acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, \u00e9 um sinal de que o Brasil n\u00e3o vem fazendo a li\u00e7\u00e3o de casa. &#8220;N\u00f3s podemos ter at\u00e9 melhorado, mas os outros melhoraram muito mais. Em 13 anos, por exemplo, a China subiu 11 posi\u00e7\u00f5es e a Coreia 10posi\u00e7\u00f5es. O Brasil se manteve numa posi\u00e7\u00e3o muito ruim. Isso significa que estamos sem competitividade com rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses do mundo.&#8221;<\/p>\n<p>Uma das sa\u00eddas, afirma Skaf, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de impostos e dos gastos p\u00fablicos. &#8220;Os impostos no Brasil precisam ser reduzidos. E, em hip\u00f3tese nenhuma, serem aumentados porque j\u00e1 h\u00e1 uma grande carga tribut\u00e1ria. No atual cen\u00e1rio, de baixo crescimento econ\u00f4mico, somente a redu\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos, principalmente as despesas de custeio, possibilitaria a folga necess\u00e1ria no lado fiscal para a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria.&#8221; <\/p>\n<p>De acordo com Jos\u00e9 Ricardo Roriz Coelho, diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, o persistente arrefecimento da economia brasileira em 2014 \u00e9 um agravante que pode influenciar em uma piora da coloca\u00e7\u00e3o brasileira. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o s\u00e3o animadoras as perspectivas para melhora do \u00edndice em 2014. At\u00e9 porque n\u00e3o h\u00e1 uma agenda e um conjunto de a\u00e7\u00f5es que indiquem um aumento da competitividade brasileira na compara\u00e7\u00e3o com a desses outros pa\u00edses. No ano de 2014, provavelmente, nossa situa\u00e7\u00e3o vai piorar diante dos dados de 2013. Mas isso \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o preliminar&#8221;, esclarece Roriz. <\/p>\n<p>Elaborado anualmente pelo Decomtec\/Fiesp, o \u00cdndice de Competitividade das Na\u00e7\u00f5es identifica os principais avan\u00e7os e restri\u00e7\u00f5es ao crescimento da competitividade brasileira. A pesquisa separa 43 pa\u00edses em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfat\u00f3ria, m\u00e9dia e baixa. O Brasil se encontra no grupo de baixa competitividade.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se mede, percebe-se que os outros est\u00e3o andando numa velocidade maior que a nossa&#8221;, complementa Roriz.<\/p>\n<p>Em 2013, os Estados Unidos permaneceram no topo do grupo de competitividade elevada com a primeira coloca\u00e7\u00e3o e 86,6 pontos, seguido pela Su\u00ed\u00e7a com 78 pontos, Coreia do Sul com 77,1 pontos e Cingapura com 72,9 pontos.<\/p>\n<p>A nota do Brasil em 2013 &#8211; 21,5 pontos &#8211; s\u00f3 n\u00e3o foi pior que a de quatro dos 43 pa\u00edses avaliados: Turquia (20 pontos, 40\u00ba lugar), Col\u00f4mbia (19 pontos, 41\u00ba lugar), Indon\u00e9sia (17,4 pontos, 42\u00ba lugar) e \u00cdndia (10,3 pontos, 43\u00ba lugar).<\/p>\n<p>Roriz acredita que compara\u00e7\u00f5es como a do \u00cdndice de Competitividade s\u00e3o uma boa refer\u00eancia. &#8220;Podem nos nortear at\u00e9 para saber se o Brasil est\u00e1 evoluindo de uma maneira positiva com rela\u00e7\u00e3o a competitividade e tamb\u00e9m ver o que os outros est\u00e3o fazendo, principalmente aqueles est\u00e3o evoluindo numa velocidade maior. E atrav\u00e9s dessa an\u00e1lise ajudar o pa\u00eds a ficar cada vez mais competitivo.&#8221;<\/p>\n<p>Embora os Estados Unidos permane\u00e7am na lideran\u00e7a, Cingapura, \u00c1ustria, Hungria e Israel foram os pa\u00edses que, segundo o levantamento, ganharam mais competitividade entre 2012 e 2013.<\/p>\n<p>Cingapura avan\u00e7ou tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es no ranking, chegando ao 4\u00ba lugar, com 72,9 pontos, no quadrante de competitividade elevada. A \u00c1ustria tamb\u00e9m subiu tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es, passando a 60,7 pontos, na 14\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, ficando no grupo de competitividade satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Israel e Hungria ascenderam duas posi\u00e7\u00f5es. A na\u00e7\u00e3o do Oriente M\u00e9dio passou a 66,5 pontos, no 11\u00ba lugar, na faixa da competitividade elevada. J\u00e1 o pa\u00eds da Europa Central ficou com 45,6 pontos, na 26\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, no grupo m\u00e9dio.<\/p>\n<p>&#8220;Se a gente olhar a maioria dos pa\u00edses que avan\u00e7aram com velocidade grande com rela\u00e7\u00e3o a sua competitividade, todos esses pa\u00edses tiveram um plano e disciplina de execu\u00e7\u00e3o para fazer isso. N\u00e3o foi por acaso que isso aconteceu&#8221;, analisa Roriz.<\/p>\n<p>Urg\u00eancia<br \/>\nO estudo da Fiesp identifica seis prioridades na agenda de pol\u00edticas p\u00fablicas para que o pa\u00eds retome a rota de crescimento. Como urg\u00eancia, o departamento da Fiesp aponta a simplifica\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria para o setor produtivo, a redu\u00e7\u00e3o no custo do financiamento e o alinhamento cambial.<br \/>\nOutras condicionantes que merecem aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o os investimentos em infraestrutura, Pesquisa e Desenvolvimento (P&#038;D) e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, Roriz pondera que o efeito positivo dessas medidas &#8211; mesmo se tomadas de imediato &#8211; leva algum tempo para ser percebido. &#8220;Dificilmente uma decis\u00e3o come\u00e7a a ser implementada no dia seguinte. E mesmo que seja implementada, suas consequ\u00eancias na economia demoram um tempo. Agora, mais do que a urg\u00eancia de implementar, n\u00f3s precisamos de uma pol\u00edtica, de uma estrat\u00e9gia, de uma agenda e da\u00ed partirmos rapidamente para a sua execu\u00e7\u00e3o&#8221;, reivindica o diretor.<\/p>\n<p>Se o Brasil fizer as v\u00e1rias reformas que precisa, argumenta Roriz, os indicadores de 2015 podem at\u00e9 ser ruins, mas a tend\u00eancia \u00e9 que o \u00cdndice de Competitividade melhore nos anos seguintes.<\/p>\n<p>Infla\u00e7\u00e3o<br \/>\nNo combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria brasileira precisa de condi\u00e7\u00f5es para poder aumentar a oferta de produtos. Segundo Roriz, a \u00faltima decis\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central de elevar a taxa b\u00e1sica de juros Selic em 0,25 ponto percentual para 11,25% ao ano &#8220;foi uma decis\u00e3o absurda e improvisada&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Para frear a infla\u00e7\u00e3o, que foi o objetivo anunciado, \u00e9 totalmente absurdo, at\u00e9 porque o pa\u00eds j\u00e1 est\u00e1 parado e com baixa demanda. O pa\u00eds precisa ter mais concorr\u00eancia, principalmente em insumos e mat\u00e9rias primas. N\u00e3o \u00e9 aumentando juros que a gente vai frear a infla\u00e7\u00e3o hoje&#8221;, avalia Roriz.<\/p>\n<p>Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; FIESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ficou na 39\u00aa posi\u00e7\u00e3o em uma lista com 43 pa\u00edses em um ranking que avalia os pa\u00edses de acordo com as condi\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas de concorr\u00eancia internacional. 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